

	{"id":9682,"date":"2022-09-08T21:52:49","date_gmt":"2022-09-08T21:52:49","guid":{"rendered":"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/?p=9682"},"modified":"2022-09-08T21:52:49","modified_gmt":"2022-09-08T21:52:49","slug":"o-conflito-china-eua-por-taiwan","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/2022\/09\/08\/o-conflito-china-eua-por-taiwan\/","title":{"rendered":"O conflito China-EUA por Taiwan"},"content":{"rendered":"<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Miguel Lamas, dirigente da UIT-CI<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Nas \u00faltimas semanas, o conflito agravou-se com a visita a Taiwan de Nancy Pelosi, presidente da C\u00e2mara dos Representantes (deputados) dos Estados Unidos, bem como com as subsequentes manobras militares chinesas em \u201cretalia\u00e7\u00e3o\u201d \u00e0 referida visita.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Apesar desse conflito ter sua origem hist\u00f3rica h\u00e1 mais de 70 anos, tornou-se mais agudo no contexto da crescente crise econ\u00f4mica e pol\u00edtica e da desordem capitalista mundial. Os Estados Unidos, embora continuem sendo a principal pot\u00eancia imperialista mundial, n\u00e3o podem mais impor sua ordem hegem\u00f4nica em muitas regi\u00f5es do globo. A R\u00fassia, um imperialismo menor, ousou invadir a Ucr\u00e2nia, apesar da oposi\u00e7\u00e3o dos Estados Unidos. A China, como segunda pot\u00eancia capitalista-imperialista mundial, vem declarando recentemente que quer reincorporar Taiwan, que considera parte do seu territ\u00f3rio.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O avan\u00e7o da crise econ\u00f4mica capitalista mundial faz com que n\u00e3o seja poss\u00edvel descartar que os atritos inter-imperialistas deem lugar a um novo confronto armado ou a uma guerra na \u00c1sia. Isso traria mais desastres humanit\u00e1rios e sociais para os\/as trabalhadores\/as e os setores explorados da China, de Taiwan e do mundo.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Como surgiu Taiwan?<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Na d\u00e9cada de 1930, as \u00e1reas economicamente mais importantes da China foram ocupadas pelo imperialismo japon\u00eas. A ocupa\u00e7\u00e3o japonesa enfrentou por 8 anos uma grande resist\u00eancia popular, com 14 milh\u00f5es de mortos chineses. Finalmente, em setembro de 1945, no contexto da Segunda Guerra Mundial, o Jap\u00e3o foi derrotado e teve que se retirar da China.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A retirada do Jap\u00e3o da China levou o pa\u00eds a uma nova guerra civil. O partido burgu\u00eas Kuomintang, liderado pelo ditador Chiang Kai Shek, queria retomar o governo do pa\u00eds, depois ocupar o poder em 1928. Seu objetivo era esmagar a guerrilha popular-camponesa que enfrentou os japoneses, liderada por Mao Tse Tung e pelo Partido Comunista Chin\u00eas (PCCh). A guerrilha ocupou as terras dos latifundi\u00e1rios exploradores dos camponeses, numa gigantesca revolu\u00e7\u00e3o agr\u00e1ria. Esta guerra civil culminou em 1949 no triunfo da revolu\u00e7\u00e3o chinesa, com a tomada do poder pelo Partido Comunista. Chiang Kai Shek fugiu com grande parte da burguesia e dos latifundi\u00e1rios para a ilha de Taiwan, que na \u00e9poca fazia parte do territ\u00f3rio da China, contando com o apoio econ\u00f4mico e militar do imperialismo ianque. L\u00e1, Chiang Kai Shek proclamou a \u201cRep\u00fablica da China\u201d como um basti\u00e3o anticomunista e pr\u00f3-americano. Desde ent\u00e3o, o governo de Taiwan foi protegido pelos Estados Unidos, que at\u00e9 1972 o consideravam o governo \u201cleg\u00edtimo\u201d de toda a China.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Os acordos entre Mao e Nixon<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Em 1972, o presidente ianque Richard Nixon, aconselhado por Henry Kissinger, mudou radicalmente a pol\u00edtica estadunidense, viajou para a China e fez um pacto com Mao. Um dos pontos do acordo era o reconhecimento do governo de Mao e do Partido Comunista, e de que havia &#8220;uma s\u00f3 China&#8221;. Como resultado deste acordo, que na realidade j\u00e1 havia sido finalizado um ano antes, a Rep\u00fablica Popular da China obteve um assento permanente entre os 5 membros com poder de veto no Conselho de Seguran\u00e7a das Na\u00e7\u00f5es Unidas (os outros eram a URSS, os Estados Unidos, a Gr\u00e3-Bretanha e a Fran\u00e7a). Antes, esse assento privilegiado era ocupado pela \u201cRep\u00fablica da China\u201d, ou seja, por Taiwan.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Assim come\u00e7ou uma nova etapa nas rela\u00e7\u00f5es EUA-China, que se aprofundou em 1979, ap\u00f3s a morte de Mao, com os acordos com Deng Xiaoping. Teve in\u00edcio ent\u00e3o o processo de semi-coloniza\u00e7\u00e3o do pa\u00eds, com a entrada das multinacionais na China. Tal processo culminou com a restaura\u00e7\u00e3o capitalista em 1992.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Esse pacto levou os Estados Unidos a reconhecer, at\u00e9 hoje, apenas o regime do PCCh, que passou a proclamar o slogan \u201cum pa\u00eds, dois sistemas\u201d, como o governo leg\u00edtimo de toda a China. As devolu\u00e7\u00f5es de Hong Kong (1997), que era uma col\u00f4nia brit\u00e2nica, e de Macau (2001), uma ex-col\u00f4nia portuguesa, tamb\u00e9m foram acordadas com o imperialismo mundial. Foi deixada em aberto a futura integra\u00e7\u00e3o de Taiwan \u00e0 China continental, quest\u00e3o que ficou pendente sem nenhum acordo espec\u00edfico.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Atualmente, apenas 16 pa\u00edses reconhecem Taiwan diplomaticamente. Com exce\u00e7\u00e3o do Vaticano (o \u00fanico na Europa), s\u00e3o pa\u00edses de pouco peso econ\u00f4mico e pol\u00edtico. Do continente americano: Paraguai, Honduras, Belize, Guatemala, Haiti, S\u00e3o Crist\u00f3v\u00e3o e N\u00e9vis, Santa L\u00facia e S\u00e3o Vicente e Granadinas); um da \u00c1frica (Suazil\u00e2ndia); e alguns da Oceania, como Tuvalu, Palau, Nauru, Kiribati, Ilhas Salom\u00e3o e Ilhas Marshall.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Taiwan: um dos \u201ctigres asi\u00e1ticos\u201d<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Taiwan \u00e9 uma ilha de 36.197 km2, com pouco mais de 23 milh\u00f5es de habitantes. \u00c9 um dos chamados \u201ctigres asi\u00e1ticos\u201d, um dos p\u00f3los do recente desenvolvimento capitalista asi\u00e1tico. Taiwan \u2013 junto com Coreia do Sul, Cingapura e Hong Kong (hoje Regi\u00e3o Administrativa Especial da China) &#8211; cresceu industrialmente a partir das d\u00e9cadas de 1960 e 1970, com a reorienta\u00e7\u00e3o dos investimentos das multinacionais em busca de maiores lucros, com base na superexplora\u00e7\u00e3o da m\u00e3o de obra barata oferecida por essa semi-col\u00f4nia asi\u00e1tica. Assim come\u00e7ou a produ\u00e7\u00e3o da ind\u00fastria manufatureira para a exporta\u00e7\u00e3o para o mercado mundial.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Depois, a China capitalista se juntou a esse processo. Desde ent\u00e3o, o pa\u00eds abriu-se ao investimento imperialista ianque, europeu e japon\u00eas. Hoje existem 70.000 empresas imperialistas no pa\u00eds, que fabricam de tudo com a m\u00e3o de obra barata e sem direitos sindicais dos chineses, sob a ditadura do Partido Comunista.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Ao mesmo tempo, Taiwan tornou-se o maior exportador mundial de semicondutores ou microchips e o terceiro maior em circuitos integrados. Isso com alta concentra\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica, pois fabrica os mais sofisticados produtos eletr\u00f4nicos.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Seu produto interno per capita \u00e9 de 28.400 d\u00f3lares, semelhante ao da Coreia do Sul (tr\u00eas vezes o da Argentina e quatro vezes o do Brasil). Esse desenvolvimento se baseia, como em todo o capitalismo asi\u00e1tico, no investimento estrangeiro e na super-explora\u00e7\u00e3o do trabalho, com m\u00e3o de obra qualificada e relativamente barata em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 Europa e aos Estados Unidos. \u00c9 um pa\u00eds com baixo consumo interno e cuja economia se dedica fundamentalmente \u00e0 exporta\u00e7\u00e3o de produtos eletr\u00f4nicos.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O principal parceiro comercial de Taiwan \u00e9 a China, para onde vai um ter\u00e7o de suas exporta\u00e7\u00f5es totais. Em 2021, exportou para a China 188.000 milh\u00f5es de d\u00f3lares! China e Taiwan t\u00eam um acordo de livre com\u00e9rcio desde 2010. Estima-se que as empresas taiwanesas tenham investimentos de 150 bilh\u00f5es de d\u00f3lares s\u00f3 na Rep\u00fablica Popular da China e tamb\u00e9m investimentos significativos em outros pa\u00edses asi\u00e1ticos como Vietn\u00e3, Indon\u00e9sia, Birm\u00e2nia, Tail\u00e2ndia e \u00cdndia, em que h\u00e1 m\u00e3o de obra muito mais barata do que em Taiwan.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Essa expans\u00e3o \u00e9 liderada pela empresa TSMC, que produz 84% dos chips avan\u00e7ados do mundo e \u00e9 considerada a vig\u00e9sima segunda empresa mais valiosa do globo pela revista Fortune (Dados Clar\u00edn, Argentina, 04\/08\/2022).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Os perigos da corrida armamentista entre China-EUA e Taiwan<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Por que o conflito foi reativado agora? Muitos comentaristas burgueses se perguntam: por que Nancy Pelosi fez a viagem a Taiwan, duramente questionada pelo governo chin\u00eas, em plena invas\u00e3o da Ucr\u00e2nia, sendo desencorajada at\u00e9 pelo alto-comando militar dos EUA? Como apontamos, o contexto \u00e9 o agravamento da crise econ\u00f4mica capitalista mundial, aprofundada pela invas\u00e3o da Ucr\u00e2nia pela R\u00fassia e por Putin.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Tudo indica que nem o imperialismo americano nem o chin\u00eas querem se envolver em uma guerra. Os principais setores contr\u00e1rios a uma guerra s\u00e3o as multinacionais e a grande burguesia chinesa, taiwanesa e norte-americana. Isso por conta da inter-rela\u00e7\u00e3o que existe entre seus investimentos, taxas de explora\u00e7\u00e3o e lucros na China e em Taiwan.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O regime ditatorial chin\u00eas est\u00e1 ciente de que uma guerra no Estreito de Taiwan pode ter consequ\u00eancias grav\u00edssimas em sua pr\u00f3pria economia, j\u00e1 que \u00e9 um dos pa\u00edses mais integrados no mercado mundial, grande exportador e importador.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Em Taiwan, h\u00e1 divis\u00f5es dentro da pr\u00f3pria burguesia. Insolitamente, o antigo Kuomintang (KMT), hoje na oposi\u00e7\u00e3o ao governo liberal burgu\u00eas, vem h\u00e1 anos construindo uma pol\u00edtica de concilia\u00e7\u00e3o com o regime do PCCh. A tal ponto que, durante a crise atual, um representante do KMT viajou \u00e0 China para se reunir com empres\u00e1rios.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O presidente Lee Teng-hui, conhecido como o \u201cpai da democracia\u201d em Taiwan, liderou as mudan\u00e7as constitucionais que levaram \u00e0 abertura pol\u00edtica democr\u00e1tico-burguesa e \u00e0 elei\u00e7\u00e3o do primeiro governante n\u00e3o ligado ao KMT, Chen Shui-bian, em 2000. Desde ent\u00e3o, os governos liberais t\u00eam amea\u00e7ado declarar a independ\u00eancia do pa\u00eds, algo que a burguesia taiwanesa formalmente nunca fez.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Os elementos de um certo descontrole na situa\u00e7\u00e3o regional t\u00eam a ver com a crise econ\u00f4mica e pol\u00edtica enfrentada tanto pelo governo Biden quanto pelo regime chin\u00eas.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A economia chinesa n\u00e3o est\u00e1 mais crescendo a dois d\u00edgitos; os investimentos estrangeiros est\u00e3o diminuindo; os correntistas est\u00e3o protestando contra os bancos, que n\u00e3o est\u00e3o devolvendo suas poupan\u00e7as; e a queda do consumo mundial vai afetar ainda mais o crescimento.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A ditadura do Partido Comunista Chin\u00eas (PCCh) vem defendendo a recupera\u00e7\u00e3o de Taiwan como uma agita\u00e7\u00e3o \u201cnacionalista popular\u201d interna, diante da crise econ\u00f4mica e social latente, e como arma de chantagem para as negocia\u00e7\u00f5es com os Estados Unidos. Xi Jinping busca consolidar-se no poder do PCCh, diante da proximidade da reuni\u00e3o do XX Congresso, que vai resolver sobre seu terceiro mandato.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Por outro lado, a visita de Nancy Pelosi a Taiwan s\u00f3 pode ser explicada pelas dificuldades internas que o governo democrata de Biden atravessa. Ele est\u00e1 desgastado pela infla\u00e7\u00e3o, pelos problemas sociais, pela imigra\u00e7\u00e3o e pelos gastos com a guerra na Ucr\u00e2nia. As elei\u00e7\u00f5es legislativas de novembro est\u00e3o pr\u00f3ximas e podem enfraquecer o governo se ocorrer um rev\u00e9s eleitoral. Isso levou Biden a querer se mostrar \u201cdur\u00e3o\u201d contra a China e em \u201cdefesa de Taiwan\u201d, dialogando com uma parcela importante do eleitorado popular norte-americano, que \u00e9 conservadora e reacion\u00e1ria.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Como express\u00e3o da crise global do sistema capitalista-imperialista, tanto Biden quanto Xi Jinping brincam com o fogo. O resultado \u00e9 um perigoso aumento dos atritos inter-imperialista e da corrida armamentista, que provoca o risco de uma repudi\u00e1vel guerra regional.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Taiwan: um pa\u00eds capitalista artificial apoiado pelo imperialismo ianque<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Taiwan tem sido apoiada pelo imperialismo norte-americano desde a sua artificial cria\u00e7\u00e3o, pelas m\u00e3os do genocida Chiang Kai Shek, em 1949. Desde ent\u00e3o, mant\u00eam com os EUA rela\u00e7\u00f5es pol\u00edticas, militares e econ\u00f4micas estreitas, funcionando como um basti\u00e3o contrarrevolucion\u00e1rio na \u00c1sia.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>\u00c9 por isso que Taiwan \u00e9 um pa\u00eds capitalista artificial, que sempre foi uma semi-col\u00f4nia ianque com fortes elementos de enclave pol\u00edtico e militar.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Apesar do pacto dos imperialismos ianque, japon\u00eas e europeu com a China e a ditadura do PCCh, os Estados Unidos n\u00e3o deixaram de proteger Taiwan. Mas passaram a fazer isso numa posi\u00e7\u00e3o subordinada em rela\u00e7\u00e3o aos acordos com a China. \u00c9 por isso que Taiwan \u00e9 hoje tamb\u00e9m um parceiro comercial e investidor na China.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Taiwan deve fazer parte da na\u00e7\u00e3o chinesa. Desde 1972, at\u00e9 os Estados Unidos e a ONU reconhecem formalmente isso. \u00c9 por esse motivo que Taiwan est\u00e1 t\u00e3o isolada, sendo reconhecida por apenas 16 pa\u00edses menores.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Como socialistas revolucion\u00e1rios, reconhecemos isso e que essa tarefa nacional n\u00e3o resolvida est\u00e1 pendente. Mas o que n\u00e3o aceitamos \u00e9 que isso se resolva sob a pol\u00edtica da ditadura capitalista da China e menos ainda com uma invas\u00e3o ou uma guerra regional.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m repudiamos a presen\u00e7a hist\u00f3rica dos Estados Unidos e de sua pol\u00edtica em Taiwan e em toda a \u00c1sia, onde possui 200 bases militares instaladas ap\u00f3s a Segunda Guerra Mundial. S\u00f3 no Jap\u00e3o s\u00e3o 112 bases; 83 na Coreia do Sul; e 5 nas Filipinas. O porta-avi\u00f5es norte-americano Ronald Regan, por exemplo, est\u00e1 instalado permanentemente em uma base japonesa e apoia todos os movimentos de vigil\u00e2ncia nos mares do Pac\u00edfico e da \u00c1sia.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Somos pela retirada imediata de todas as tropas e bases militares dos EUA de Taiwan e da \u00c1sia. Elas n\u00e3o t\u00eam como objetivo a defesa dos povos, mas sim dos interesses empresariais e imperialistas dos EUA, servindo como ponto de apoio para a sua atua\u00e7\u00e3o como pol\u00edcia da regi\u00e3o e do mundo.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Ao mesmo tempo, repudiamos a ditadura imperialista chinesa, que superexplora o povo trabalhador e enfrenta a resist\u00eancia, por exemplo, da popula\u00e7\u00e3o de Hong Kong (ex-col\u00f4nia brit\u00e2nica, que agora faz parte da China). H\u00e1 anos, a China realizou uma agress\u00e3o militar na fronteira contra o Vietn\u00e3 e oprime os povos de Sing Kiang e do Tibete, regi\u00f5es tratadas como col\u00f4nias internas. O imperialismo chin\u00eas tamb\u00e9m foi um dos principais apoiadores do corrupto regime do Sri Lanka, que enfrentou uma rebeli\u00e3o popular.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>\u00c9 por isso que somos contra qualquer ataque militar a Taiwan, que seria apenas em defesa dos neg\u00f3cios da burguesia imperialista chinesa. Ao mesmo tempo, repudiamos a presen\u00e7a militar e pol\u00edtica imperialista em Taiwan e na \u00c1sia, que serve como suporte para uma interven\u00e7\u00e3o militar do imperialismo ianque.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Uma verdadeira reunifica\u00e7\u00e3o dos povos da China e de Taiwan, que atenda \u00e0s necessidades dos\/as trabalhadores\/as e dos setores populares, vir\u00e1 de uma mudan\u00e7a socialista, em primeiro lugar na China e depois em Taiwan. \u00c9 por isso que n\u00f3s, da Unidade Internacional dos Trabalhadores \u2013 Quarta Internacional (UIT-CI), apoiamos as lutas oper\u00e1rias, populares e camponesas, na perspectiva de acabar com a ditadura capitalista na China, conquistando um governo da classe trabalhadora, dos camponeses e dos setores explorados, que acabe com o capitalismo e retome a constru\u00e7\u00e3o de um verdadeiro socialismo, com democracia para o povo trabalhador. Da mesma forma, apoiamos as lutas oper\u00e1rias e populares em Taiwan, na perspectiva de alcan\u00e7ar um governo oper\u00e1rio e popular.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>12 de agosto de 2022<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp; &nbsp; Miguel Lamas, dirigente da UIT-CI &nbsp; Nas \u00faltimas semanas, o conflito agravou-se com a visita a Taiwan de Nancy Pelosi, presidente da C\u00e2mara dos Representantes (deputados) dos Estados Unidos, bem como com as subsequentes manobras militares chinesas em \u201cretalia\u00e7\u00e3o\u201d \u00e0 referida visita. &nbsp;<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":9683,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[6],"tags":[],"class_list":["post-9682","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-internacional"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9682","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=9682"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9682\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/wp-json\/wp\/v2\/media\/9683"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=9682"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=9682"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=9682"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}