

	{"id":9797,"date":"2022-09-23T23:12:32","date_gmt":"2022-09-23T23:12:32","guid":{"rendered":"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/?p=9797"},"modified":"2022-09-24T00:13:06","modified_gmt":"2022-09-24T00:13:06","slug":"texto-8-o-mandelismo-e-os-governos-de-frente-popular","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/2022\/09\/23\/texto-8-o-mandelismo-e-os-governos-de-frente-popular\/","title":{"rendered":"Texto 8: O mandelismo e os governos de Frente Popular"},"content":{"rendered":"<p>Uma das marcas do pensamento e da a\u00e7\u00e3o pol\u00edtica de Leon Trotsky foi o combate aos governos de concilia\u00e7\u00e3o de classes, formados por alian\u00e7a entre setores da burguesia e dos trabalhadores, tamb\u00e9m conhecidos como governos de Frente Popular.<\/p>\n<p>Muitos ativistas e militantes socialistas podem, ent\u00e3o, se questionar: como \u00e9 poss\u00edvel que correntes psolistas ligadas \u00e0 tradi\u00e7\u00e3o trotskista e que fazem parte da autodenominada Quarta Internacional (antigo Secretariado Unificado 1) apoiem a chapa Lula\/Alckmin e chapas estaduais de colabora\u00e7\u00e3o de classes, como Marcelo Freixo\/Cesar Maia, no Rio. Pior: como algumas dessas tend\u00eancias, como o Subverta e a Insurg\u00eancia, podem estar aliadas no interior do partido a setores que pretendem participar de um eventual governo petista? Trata-se de uma excepcionalidade hist\u00f3rica, de uma descaracteriza\u00e7\u00e3o in\u00e9dita do trotskismo?<\/p>\n<p>Infelizmente, n\u00e3o se trata de uma novidade. A vertente do trotskismo \u00e0 qual tais setores est\u00e3o vinculados, <a href=\"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/index.php\/2021\/12\/21\/prologo-da-obra-o-partido-e-a-revolucao-teoria-programa-e-politica-polemica-com-ernest-mandel\/\">conhecida como mandelismo, nome que deriva do dirigente Ernest Mandel<\/a>, j\u00e1 capitulou v\u00e1rias vezes a governos de Frente Popular, inclusive no Brasil.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Bol\u00edvia: a primeira capitula\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>Durante a d\u00e9cada de 1940, ocorreu na Bol\u00edvia um crescimento das tens\u00f5es sociais. Lutas oper\u00e1rias e camponesas explodiam com cada vez mais for\u00e7a. Avan\u00e7ava-se na organiza\u00e7\u00e3o sindical. As classes dominantes, divididas, batiam cabe\u00e7a.<\/p>\n<p>Nesse contexto, o Movimento Nacionalista Revolucion\u00e1rio (MNR), um partido nacionalista burgu\u00eas de oposi\u00e7\u00e3o, ganhou as elei\u00e7\u00f5es presidenciais de 1951, com a candidatura de Victor Paz Estensoro. Um golpe militar impediu a posse do novo governo e instaurou uma violenta ditadura.<\/p>\n<p>Em abril de 1952, o MNR tentou dar um golpe, em alian\u00e7a com um setor descontente da pr\u00f3pria junta militar. A quartelada fracassou. Entretanto, antes da rendi\u00e7\u00e3o final dos rebeldes, <a href=\"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/index.php\/2022\/06\/09\/bolivia-abril-de-1952-quando-os-trabalhadores-tiveram-o-poder\/\">um extraordin\u00e1rio levante de massas, espont\u00e2neo, tomou conta das principais cidades do pa\u00eds e, de armas nas m\u00e3os<\/a>, derrotou o ex\u00e9rcito, que foi totalmente desarticulado.<\/p>\n<p>O MNR assumiu o governo, indicando Estensoro para a presid\u00eancia. Seu governo teve como meta, desde o in\u00edcio, reestabelecer a ordem capitalista, interrompendo a revolu\u00e7\u00e3o em curso. Por\u00e9m, isso n\u00e3o foi f\u00e1cil.<\/p>\n<p>O poder estava dividido entre, de um lado, o governo burgu\u00eas do MNR e, de outro, as mil\u00edcias oper\u00e1rias e populares. Os trabalhadores fundaram a COB (Central Oper\u00e1ria Boliviana), que logo assumiu o papel de n\u00facleo central do poder popular.<\/p>\n<p>O MNR prop\u00f4s, como forma de neutralizar o \u00edmpeto revolucion\u00e1rio das massas, a forma\u00e7\u00e3o de um co-governo com a COB, com a incorpora\u00e7\u00e3o de oper\u00e1rios no minist\u00e9rio. Para quebrar as resist\u00eancias, usou a influ\u00eancia de alguns dirigentes da COB ligados ao MNR, a chamada ala esquerda do partido.<\/p>\n<p>O Partido Oper\u00e1rio Revolucion\u00e1rio (POR), se\u00e7\u00e3o boliviana da Quarta Internacional (ainda unificada), tinha bastante influ\u00eancia, particularmente entre os oper\u00e1rios e camponeses. O principal dirigente revolucion\u00e1rio campon\u00eas, Jos\u00e9 Rojas, era militante do POR e o partido disputava a dire\u00e7\u00e3o das massas com o MNR.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/index.php\/2020\/08\/28\/a-quarta-internacional-e-o-movimento-trotskista-sem-trotsky\/\">O Secretariado Internacional da Quarta, liderado por Pablo (Michel Raptis) e Ernest Mandel<\/a>, orientou o POR a apoiar criticamente o governo, sem participar do mesmo, buscando disputar a ala esquerda do MNR. A se\u00e7\u00e3o boliviana adotou essa linha. Facilitou, assim, a pol\u00edtica do MNR de esvaziamento do processo revolucion\u00e1rio.<\/p>\n<p>Somente em 1956, o POR lan\u00e7ou a consigna de \u201ctodo poder \u00e0 COB\u201d. Por\u00e9m, j\u00e1 era muito tarde: o ex\u00e9rcito j\u00e1 estava reorganizado e o processo revolucion\u00e1rio esvaziado.<\/p>\n<p>A corrente mandelista n\u00e3o aprendeu com a tr\u00e1gica capitula\u00e7\u00e3o na Bol\u00edvia. Desde ent\u00e3o, apoiou v\u00e1rios governos de concilia\u00e7\u00e3o de classes, como na Nicar\u00e1gua e na Venezuela, apenas para citar dois exemplos. Entretanto, durante muito tempo manteve um limite em suas rela\u00e7\u00f5es com tais governos: apoiava, mas n\u00e3o participava. Em 1964, por exemplo, votou pela expuls\u00e3o do Lama Sama Samaja Party, do Ceil\u00e3o, das fileiras da Quarta Internacional, pois o partido havia entrado em um governo de Frente Popular. Todavia, esse limite foi quebrado justamente no Brasil.<\/p>\n<p><strong>Capitula\u00e7\u00e3o \u00e0s dire\u00e7\u00f5es n\u00e3o oper\u00e1rias e aos governos de concilia\u00e7\u00e3o de classes<\/strong><\/p>\n<p>A capitula\u00e7\u00e3o na Bol\u00edvia foi precedida e preparada pelo chamado\u00a0<em>entrismo sui generis:\u00a0<\/em>partindo da equivocada avalia\u00e7\u00e3o de que uma terceira guerra mundial era inevit\u00e1vel e de que, nesse contexto, os stalinistas e demais for\u00e7as tidas como \u201cprogressistas\u201d seriam obrigadas a dar uma guinada \u00e0 esquerda, a dire\u00e7\u00e3o pablista\/mandelista orientou a entrada de longa dura\u00e7\u00e3o dos trotskistas<em>\u00a0<\/em>nos PCs burocratizados, nos partidos social-democratas e nos partidos populistas anti-imperialistas. Em outras palavras, abriu m\u00e3o da independ\u00eancia pol\u00edtica e organizativa do movimento trotskista, em flagrante ruptura com toda a luta anterior de Trotsky, da Oposi\u00e7\u00e3o de Esquerda e da IV Internacional.<\/p>\n<p>No Brasil, <a href=\"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/index.php\/2020\/04\/27\/o-fim-do-psr-capitulo-final-de-uma-geracao-do-trotskismo-brasileiro\/\">essa linha levou ao\u00a0<em>entrismo<\/em>\u00a0no brizolismo, culminando no apoio dos pablistas\/mandelistas \u00e0 candidatura do burgu\u00eas J\u00e2nio Quadros \u00e0 Prefeitura de S\u00e3o Paulo, em 1953<\/a>. Al\u00e9m disso, tamb\u00e9m se praticou o\u00a0<em>entrismo<\/em>\u00a0no PCB e no PCdoB.<\/p>\n<p>Ainda em 1953, tamb\u00e9m gra\u00e7as ao\u00a0<em>entrismo sui generis,\u00a0<\/em>os pablistas\/mandelistas se negaram a apoiar o levante das massas oper\u00e1rias de Berlim Oriental, ficando objetivamente do lado da burocracia alem\u00e3.<\/p>\n<p>Posteriormente, a linha\u00a0<em>entrista<\/em>\u00a0foi formalmente abandonada. Todavia, as capitula\u00e7\u00f5es \u00e0s dire\u00e7\u00f5es stalinistas, reformistas e nacionalistas continuaram. Foram ilustrativas disso a capitula\u00e7\u00e3o, nos anos 70, \u00e0 linha do foco guerrilheiro e, em seguida, a aproxima\u00e7\u00e3o com o eurocomunismo, que levou mais adiante \u00e0 retirada da ditadura do proletariado do programa mandelista.<\/p>\n<p><strong>Brasil: exemplo de capitula\u00e7\u00e3o total a um governo de Frente Popular<\/strong><\/p>\n<p>Em 2002, Lula foi eleito pela primeira vez presidente do Brasil. Seu companheiro de chapa, o vice Jos\u00e9 Alencar, era um grande empres\u00e1rio do setor t\u00eaxtil. J\u00e1 na campanha, especialmente com a Carta ao Povo Brasileiro, o petista deixou evidente que faria um governo de concilia\u00e7\u00e3o de classes.<\/p>\n<p>Durante anos, o mandelismo foi representado no Brasil pela Democracia Socialista (DS), tend\u00eancia interna do PT. Com a elei\u00e7\u00e3o de Lula, a DS foi convidada a participar do governo. Miguel Rossetto, membro da tend\u00eancia, assumiu ent\u00e3o o importante Minist\u00e9rio do Desenvolvimento Agr\u00e1rio.<\/p>\n<p>Ao contr\u00e1rio do que se esperava, a entrada da DS no governo n\u00e3o provocou crise alguma na tend\u00eancia ou na Quarta Internacional mandelista. Os descontentes calaram-se ou n\u00e3o tiveram for\u00e7a para contestar a decis\u00e3o. O limite havia sido ultrapassado: uma vertente da tradi\u00e7\u00e3o trotskista participava de um governo de Frente Popular.<\/p>\n<p>Os setores descontentes da DS, muito minorit\u00e1rios, foram aos poucos se afastando da corrente e se engajando no processo de constru\u00e7\u00e3o do PSOL. No \u00e2mbito da Internacional, somente em 2005, ap\u00f3s dois anos de ataques aos direitos dos trabalhadores por parte do governo Lula, a participa\u00e7\u00e3o ministerial da DS passou a ser verdadeiramente questionada.<\/p>\n<p>Com a \u201cCarta \u00e0 Democracia Socialista\u201d(2), de janeiro de 2005, assinada por Daniel Bensaid, Francisco Lou\u00e7\u00e3 e Michael Lowy, teve in\u00edcio uma pol\u00eamica entre o setor majorit\u00e1rio da dire\u00e7\u00e3o internacional mandelista e a maioria da DS. Em fevereiro do mesmo ano, em reuni\u00e3o do Comit\u00ea Internacional (CI), foi aprovado o documento \u201cSobre a situa\u00e7\u00e3o brasileira\u201d(3). Pela primeira vez, a participa\u00e7\u00e3o no governo Lula foi oficialmente criticada (vale notar: de forma \u201cfraternal\u201d), pois \u201cest\u00e1 em contradi\u00e7\u00e3o com a constru\u00e7\u00e3o de uma alternativa no Brasil condizente com nossas posi\u00e7\u00f5es program\u00e1ticas.\u201d<\/p>\n<p>Por outro lado, n\u00e3o houve uma ruptura de rela\u00e7\u00f5es com a maioria da DS:<\/p>\n<p>\u201c<em>O CI observa as discuss\u00f5es e diverg\u00eancias dentro da DS sobre estrat\u00e9gia, e a participa\u00e7\u00e3o de um de seus setores na forma\u00e7\u00e3o do PSOL. Em uma situa\u00e7\u00e3o caracterizada por essa divis\u00e3o e pelo risco de maior fragmenta\u00e7\u00e3o, o CI decide manter rela\u00e7\u00f5es com todos os componentes da QI no Brasil &#8211; com todos permanecendo membros da Internacional de pleno direito -, com o objetivo de fomentar o di\u00e1logo, as rela\u00e7\u00f5es e a unidade na a\u00e7\u00e3o de todos esses componentes na perspectiva de criar uma alternativa pol\u00edtica ao governo Lula<\/em>.\u201d<\/p>\n<p>A maioria da DS n\u00e3o participou da reuni\u00e3o do CI e divulgou posteriormente o documento \u201c<em>Notas para a reflex\u00e3o da milit\u00e2ncia<\/em>\u201d, afirmando que \u201ca aus\u00eancia da representa\u00e7\u00e3o da DS na reuni\u00e3o do Comit\u00ea Internacional foi a rea\u00e7\u00e3o necess\u00e1ria \u00e0 ruptura do padr\u00e3o hist\u00f3rico de rela\u00e7\u00e3o da Internacional conosco.\u201d(4)<\/p>\n<p>A DS seguiu compondo o governo Lula. Mesmo assim, a dire\u00e7\u00e3o mundial mandelista continuou a reconhecer, em nova reuni\u00e3o do CI de fevereiro de 2006, no documento \u201c<em>Resolu\u00e7\u00e3o sobre o Brasil<\/em>\u201d(5), a DS como parte da Internacional: \u201co Comit\u00ea Internacional reafirma a manuten\u00e7\u00e3o de rela\u00e7\u00f5es com todos os componentes da IV Internacional no Brasil, todos continuando membros de pleno direito da Internacional.\u201d<\/p>\n<p>Por incr\u00edvel que pare\u00e7a, coube \u00e0 DS romper rela\u00e7\u00f5es com a Internacional. Isso aconteceu em mar\u00e7o de 2006, com o documento \u201cUma pol\u00edtica internacionalista para o s\u00e9culo XXI\u201d(6). Nele, a corrente afirma que \u201cforam dois anos nos quais a atitude fracionista e antidemocr\u00e1tica de setores que compunham a DS tiveram o respaldo de manobras operadas desde as inst\u00e2ncias da IV Internacional\u201d e que \u201cinterrompeu-se, assim, por iniciativa das inst\u00e2ncias de dire\u00e7\u00e3o da IV Internacional, uma trajet\u00f3ria de trabalho conjunto e m\u00fatuo respeito\u201d.<\/p>\n<p>A dire\u00e7\u00e3o mandelista ainda tentou reestabelecer o di\u00e1logo, sem sucesso, atrav\u00e9s do texto \u201cO novo internacionalismo e a IV Internacional: uma primeira resposta ao documento da DS, Uma pol\u00edtica internacionalista para o s\u00e9culo XXI\u201d(7), de 2007, em que declarou esperar \u201csinceramente que os camaradas da dire\u00e7\u00e3o da DS voltem a partilhar estas discuss\u00f5es e estas avalia\u00e7\u00f5es com o resto da Internacional.\u201d<\/p>\n<p><strong>At\u00e9 quando?<\/strong><\/p>\n<p>Lamentavelmente, em vez de fazer uma autocr\u00edtica de seus erros (diversas capitula\u00e7\u00f5es aos governos de concilia\u00e7\u00e3o de classes e a dire\u00e7\u00f5es stalinistas, nacionalistas e reformistas), para evitar repeti-los, a corrente mandelista aprofundou esse rumo ao longo do tempo.<\/p>\n<p>Come\u00e7ou com o apoio cr\u00edtico e chegou ao ponto de aceitar, mesmo que supostamente por um per\u00edodo de experi\u00eancia (de mais de 2 anos!!!), a participa\u00e7\u00e3o em governos de Frente Popular. Al\u00e9m disso, deixou de considerar a presen\u00e7a em tais governos como uma quest\u00e3o de princ\u00edpio, algo que fere a independ\u00eancia de classe, pois sequer cogitou adotar com a DS o mesmo procedimento aplicado com o Lama Sama Samaja Party, ou seja, a expuls\u00e3o. Limitou-se a condenar e a propor o debate.<\/p>\n<p>A eventual vit\u00f3ria de Lula nas pr\u00f3ximas elei\u00e7\u00f5es ser\u00e1 um novo teste para os mandelistas. A press\u00e3o para que o PSOL apoie e componha o governo ser\u00e1 enorme, tanto interna quanto externamente. Qual ser\u00e1 a rea\u00e7\u00e3o deles? V\u00e3o retomar o elo com a tradi\u00e7\u00e3o trotskista, adotando uma postura de oposi\u00e7\u00e3o de esquerda ao governo; ou sucumbir\u00e3o \u00e0s press\u00f5es (talvez at\u00e9 ultrapassando outro limite, o da participa\u00e7\u00e3o \u201cpermanente\u201d em governos de Frente Popular)? Alguns deles dizem que n\u00e3o integrar\u00e3o o governo de Lula\/Alckmin. Por\u00e9m, comp\u00f5em hoje o governo de Frente Ampla de Bel\u00e9m, rasgando os princ\u00edpios do trotskismo. N\u00e3o h\u00e1 d\u00favidas de que a \u00fanica posi\u00e7\u00e3o correta \u00e9 o enfrentamento aos governos de colabora\u00e7\u00e3o de classes, sem capitular. Uma coisa \u00e9 certa: sem revisitar criticamente sua pr\u00f3pria hist\u00f3ria e reconhecer os erros do passado, provavelmente seguir\u00e3o capitulando aos governos de Frente Popular. Com a palavra, os mandelistas!<\/p>\n<p>Daniel Monteiro \u2013 Professor de filosofia. Foi durante muitos anos militante da vertente mandelista, at\u00e9 romper com a mesma e ingressar no morenismo.<\/p>\n<hr \/>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>(1) A Quarta Internacional foi fundada em 1938. Em 1953, houve a primeira grande cis\u00e3o da organiza\u00e7\u00e3o. Ela ficou dividida entre o Secretariado Internacional \u2013 liderado por Pablo (Michel Raptis) e Ernest Mandel \u2013 e o Comit\u00ea Internacional \u2013 dirigido por Pierre Lambert, da Fran\u00e7a; Gerry Healy, da Inglaterra; o SWP, dos EUA; e Nahuel Moreno, da Argentina. Em 1963, ocorreu a reunifica\u00e7\u00e3o entre o setor liderado por Mandel (Pablo saiu da Internacional logo depois, em\u00a01964) e parte do Comit\u00ea Internacional, formada pelo SWP e por Moreno. <a href=\"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/index.php\/2021\/09\/06\/8588\/\">Surgiu, ent\u00e3o, a Quarta Internacional \u2013 Secretariado Unificado (SU)<\/a>. Em 1979, o setor ligado a Moreno rompeu com a Internacional, ap\u00f3s a trai\u00e7\u00e3o do SU na Revolu\u00e7\u00e3o Nicaraguense (ver:\u00a0<a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=P1RNXTDGMxg\">https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=P1RNXTDGMxg<\/a>). Alguns anos depois, o SWP tamb\u00e9m saiu. Restaram os setores ligados a Mandel, que seguiram usando o termo SU. Posteriormente, decidiram se autodenominar apenas como Quarta Internacional. No Brasil, s\u00e3o vinculados \u00e0 Internacional mandelista, para al\u00e9m do Subverta e da Insurg\u00eancia, a Comuna e o MES.<\/p>\n<p>(2)\u00a0<a href=\"https:\/\/internationalviewpoint.org\/spip.php?article586\">https:\/\/internationalviewpoint.org\/spip.php?article586<\/a><\/p>\n<p>(3)<a href=\"https:\/\/internationalviewpoint.org\/spip.php?article585\">https:\/\/internationalviewpoint.org\/spip.php?article585<\/a><\/p>\n<p>(4)\u00a0<a href=\"https:\/\/democraciasocialista.org.br\/notas-para-a-reflexao-da-militancia\/\">https:\/\/democraciasocialista.org.br\/notas-para-a-reflexao-da-militancia\/<\/a><\/p>\n<p>(5)\u00a0<a href=\"https:\/\/internationalviewpoint.org\/spip.php?article975\">https:\/\/internationalviewpoint.org\/spip.php?article975<\/a><\/p>\n<p>(6)<a href=\"https:\/\/democraciasocialista.org.br\/uma-politica-internacionalista-para-o-seculo-xxi\/\">https:\/\/democraciasocialista.org.br\/uma-politica-internacionalista-para-o-seculo-xxi\/<\/a><\/p>\n<p>(7)\u00a0<a href=\"https:\/\/internationalviewpoint.org\/spip.php?article1264\">https:\/\/internationalviewpoint.org\/spip.php?article1264<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Uma das marcas do pensamento e da a\u00e7\u00e3o pol\u00edtica de Leon Trotsky foi o combate aos governos de concilia\u00e7\u00e3o de classes, formados por alian\u00e7a entre setores da burguesia e dos trabalhadores, tamb\u00e9m conhecidos como governos de Frente Popular. 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