

	{"id":9800,"date":"2022-09-23T23:17:53","date_gmt":"2022-09-23T23:17:53","guid":{"rendered":"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/?p=9800"},"modified":"2022-09-24T00:18:02","modified_gmt":"2022-09-24T00:18:02","slug":"texto-9-nahuel-moreno-e-a-luta-contra-mais-uma-capitulacao-nas-fileiras-do-trotskismol","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/2022\/09\/23\/texto-9-nahuel-moreno-e-a-luta-contra-mais-uma-capitulacao-nas-fileiras-do-trotskismol\/","title":{"rendered":"Texto 9:\u00a0Nahuel Moreno\u00a0e\u00a0a luta contra mais uma capitula\u00e7\u00e3o nas fileiras do Trotskismol"},"content":{"rendered":"<p>Henrique Lignani, CST Rio de Janeiro<\/p>\n<p>No \u00faltimo texto deste especial, vimos que a capitula\u00e7\u00e3o da corrente trotskista fundada por Ernest Mandel a\u00a0dire\u00e7\u00f5es burocr\u00e1ticas\u00a0e\u00a0a\u00a0governos\u00a0burgueses de\u00a0Frente\u00a0Popular\u00a0\u00e9 algo que se repetiu historicamente. Um\u00a0dos\u00a0exemplos mais marcantes ocorreu na Nicar\u00e1gua, ap\u00f3s a revolu\u00e7\u00e3o de 1979. Naquele momento, sustentando o Governo de Reconstru\u00e7\u00e3o Nacional, formado pela\u00a0Frente\u00a0Sandinista em conjunto com setores da burguesia, o mandelismo apoiou at\u00e9 mesmo a repress\u00e3o contra\u00a0os\u00a0militantes da Brigada Sim\u00f3n Bol\u00edvar, impulsionada pelos trotskistas da Fra\u00e7\u00e3o Bolchevique, liderada por Nahuel Moreno (<em>ver livro \u201cA Brigada Sim\u00f3n Bol\u00edvar\u201d<\/em>).<\/p>\n<p>O epis\u00f3dio levou ao rompimento definitivo da corrente de Nahuel Moreno com\u00a0os\u00a0mandelistas. Por outro lado, a den\u00fancia do governo burgu\u00eas sandinista\u00a0e\u00a0a solidariedade aos brigadistas expulsos aproximou a Fra\u00e7\u00e3o Bolchevique\u00a0e\u00a0o Comit\u00ea de Reconstru\u00e7\u00e3o da Quarta Internacional (CORQUI), tend\u00eancia cujo principal dirigente era Pierre Lambert. Assim, em 1980, ambas as correntes se unificaram, formando a Quarta Internacional \u2013 Comit\u00ea Internacional (QI-CI).<\/p>\n<p>A unifica\u00e7\u00e3o, por\u00e9m, duraria apenas at\u00e9 o ano seguinte. Em 1981, por meio das elei\u00e7\u00f5es, Fran\u00e7ois Miterrand, do Partido Socialista (PS), chegou ao poder na Fran\u00e7a. Al\u00e9m do PS, o governo era composto pelo Partido Comunista Franc\u00eas (PCF)\u00a0e\u00a0por setores da burguesia francesa, que contavam inclusive com dois minist\u00e9rios. Tratava-se, portanto, de um t\u00edpico governo de\u00a0Frente\u00a0Popular: por um lado, sua elei\u00e7\u00e3o se deu derrotando um representante tradicional da burguesia\u00a0e\u00a0o novo governo teria que fazer algumas concess\u00f5es ao movimento de massas; por outro, sua presen\u00e7a era tolerada pela burguesia como um \u201c\u00faltimo recurso\u201d para estabilizar\u00a0e\u00a0proteger as institui\u00e7\u00f5es do regime franc\u00eas, abaladas pelas greves de 1968. Nesse sentido, seguindo a tradi\u00e7\u00e3o trotskista, o governo de Miterrand, enquanto um governo de\u00a0Frente\u00a0Popular, deveria ser entendido a partir de seu car\u00e1ter burgu\u00eas\u00a0e\u00a0contrarrevolucion\u00e1rio.<\/p>\n<p>N\u00e3o foi essa a resposta dada pela Organiza\u00e7\u00e3o Comunista Internacionalista (OCI), se\u00e7\u00e3o francesa de Pierre Lambert, que, naquele momento, integrava a QI-CI. Apesar de definirem o novo governo franc\u00eas como \u201cum governo burgu\u00eas\u00a0e\u00a0de colabora\u00e7\u00e3o de classes\u201d e escreveram v\u00e1rias frases com verniz e apar\u00eancia \u201ctrotskista\u201d, Lambert\u00a0e\u00a0a OCI afirmavam que ele representava um \u201ccampo progressivo\u201d em oposi\u00e7\u00e3o a um \u201ccampo reacion\u00e1rio\u201d, composto pelas organiza\u00e7\u00f5es patronais, pelos partidos burgueses tradicionais\u00a0e\u00a0pelas institui\u00e7\u00f5es da rep\u00fablica francesa. Indo al\u00e9m, argumentavam que a pr\u00f3pria elei\u00e7\u00e3o da\u00a0Frente\u00a0Popular\u00a0de Miterrand era \u201cincompat\u00edvel\u201d com a manuten\u00e7\u00e3o das institui\u00e7\u00f5es burguesas na Fran\u00e7a, havendo uma \u201ccontradi\u00e7\u00e3o insuper\u00e1vel\u201d entre aquele governo (em que pese o seu car\u00e1ter burgu\u00eas)\u00a0e\u00a0os\u00a0interesses da pr\u00f3pria burguesia. Lambert\u00a0e\u00a0a OCI finalizavam dizendo que, devido a essas contradi\u00e7\u00f5es existentes, a disputa entre\u00a0os\u00a0dois \u201ccampos\u201d caminhava for\u00e7osamente para uma \u201cguerra civil\u201d. Tudo isso era utilizado para justificar a capitula\u00e7\u00e3o\u00a0dos\u00a0lambertistas, que deram o seu apoio pol\u00edtico ao governo burgu\u00eas de Miterrand.<\/p>\n<p><strong>A teoria dos campos<\/strong><\/p>\n<p>A capitula\u00e7\u00e3o ao governo Miterrand se deu atrav\u00e9s da ades\u00e3o a chamada\u00a0<em>teoria dos campos burgueses progressivos<\/em>. Para os adeptos dessa teoria, em vez da luta implac\u00e1vel entre as classes sociais, ocorre unicamente disputas entre campos. Abandona-se a divis\u00e3o da sociedade burguesa em classes e se define uma divis\u00e3o entre campos \u201cdemocr\u00e1ticos\u201d e \u201cautorit\u00e1rios\u201d, \u201cfascistas\u201d e \u201cantifascistas\u201d. Essa\u00a0pol\u00edtica ignorava uma concep\u00e7\u00e3o b\u00e1sica do marxismo, segundo a qual a contradi\u00e7\u00e3o fundamental da sociedade capitalista \u00e9 a contradi\u00e7\u00e3o de classe entre a burguesia\u00a0e\u00a0o proletariado. Desse modo,\u00a0essas organiza\u00e7\u00f5es abra\u00e7avam uma teoria antimarxista que divide a realidade em\u00a0campos, vinculando a classe trabalhadora ao campo de algum setor da burguesia dito progressista ou democr\u00e1tico.\u00a0Nahuel Moreno, na obra \u201cA trai\u00e7\u00e3o da OCI\u201d, nos explica como a dire\u00e7\u00e3o lambertista da OCI realizava manobras para camuflar sua posi\u00e7\u00e3o revisionista: \u201c<em>Em vez de dizer que apoia o governo e a coaliz\u00e3o frente-populista liderada por Mitterrand, como faria um stalinista ou um socialdemocrata, afirma que \u2018nossa t\u00e1tica est\u00e1 dirigida contra a burguesia, e nesse combate contra a burguesia n\u00e3o temos a menor responsabilidade pelo governo Mitterrand\u2019 (Projeto de Informe Pol\u00edtico,\u00a0p. 3). No entanto, basta separar as frases necess\u00e1rias para se disfar\u00e7ar de trotskista para que apare\u00e7a a verdadeira pol\u00edtica da OCI: \u2018Nesse combate contra a burguesia, sem assumir a menor responsabilidade pelo governo Mitterrand,\u00a0estamos no campo de Mitterrand em suas a\u00e7\u00f5es de resist\u00eancia \u00e0 burguesia\u2019<\/em>\u00a0(op. cit. p. 3)\u201d. A caracteriza\u00e7\u00e3o de Moreno era categ\u00f3rica\u00a0<em>\u201cO trotskismo afirma, endossado por toda sua experi\u00eancia hist\u00f3rica, que o campo da frente popular \u00e9 burgu\u00eas e, portanto, contrarrevolucion\u00e1rio<\/em>\u201d. Segue, assim, Lenin e Trotsky, que, em contraponto a essa teoria dos campos burgueses, defenderam uma teoria oposta. Conforme nos lembra Moreno: \u201c<em>Para eles, a divis\u00e3o fundamental da sociedade russa \u00e9, como sustenta o marxismo ortodoxo, em classes: burguesia e proletariado. O eixo de sua pol\u00edtica \u00e9 o desenvolvimento da luta de classes at\u00e9 a conquista do poder pelo proletariado\u201d.<\/em><\/p>\n<p>Podemos fazer unidades de a\u00e7\u00e3o com quem quer que seja, incluindo setores da burguesia, para lutar nas ruas por pontos determinados e desde que em processos circunstanciais de mobiliza\u00e7\u00e3o, sempre batalhando para que, em qualquer manifesta\u00e7\u00e3o unificada, se fortale\u00e7am os setores oper\u00e1rios. Por outro lado, as Frentes, que pressup\u00f5em programa e inst\u00e2ncias comuns, s\u00f3 podem ser concretizadas entre organiza\u00e7\u00f5es da classe oper\u00e1ria.<\/p>\n<p><strong>A capitula\u00e7\u00e3o da OCI provocou o rompimento das correntes que tinham se unificado na QI-CI no ano anterior.<\/strong><\/p>\n<p>Para Nahuel Moreno\u00a0e\u00a0seus companheiros, a pol\u00edtica de Lambert era revisionista, retomando aspectos do revisionismo stalinista, que criou a\u00a0Frente\u00a0Popular\u00a0com a burguesia enquanto uma estrat\u00e9gia\u00a0da Internacional Comunista\u00a0e\u00a0dos\u00a0Partidos Comunistas dirigidos pelo stalinismo,\u00a0e\u00a0do revisionismo de Pablo\u00a0e\u00a0Mandel, j\u00e1 nas fileiras do\u00a0trotskismo, que provocaram rompimentos na IV Internacional na d\u00e9cada de 1950\u00a0e\u00a0no contexto da Revolu\u00e7\u00e3o Sandinista de 1979 (<em>ver textos anteriores deste especial<\/em>).<\/p>\n<p>Segundo Moreno: \u201c<em>Para\u00a0os\u00a0marxistas, nenhum governo burgu\u00eas, ainda que seja\u00a0frente\u00a0populista, \u00e9 \u2018incompat\u00edvel\u2019 com o regime\u00a0e\u00a0com o Estado burgueses, nem pode haver um \u2018antagonismo absoluto\u2019 entre\u00a0os\u00a0patr\u00f5es\u00a0e\u00a0um governo burgu\u00eas. A \u00fanica coisa incompat\u00edvel com o regime burgu\u00eas \u00e9 a mobiliza\u00e7\u00e3o das massas\u00a0e\u00a0o surgimento de uma situa\u00e7\u00e3o de duplo poder. \u00c9 isso que a burguesia n\u00e3o pode tolerar nem por um instante. [&#8230;] Miterrand resultar\u00e1 perfeitamente compat\u00edvel com a V Rep\u00fablica enquanto for capaz de frear a mobiliza\u00e7\u00e3o\u00a0das massas.\u201d\u00a0<\/em>(Nahuel Moreno,\u00a0<em>La traici\u00f3n de la OCI<\/em>, 1982)<\/p>\n<p>O fato \u00e9 que Lambert criava an\u00e1lises-justificativas que o levavam a apoiar\u00a0e\u00a0sustentar a Frente\u00a0Popular, capitulando a um governo burgu\u00eas.\u00a0O rompimento da QI-CI devido ao apoio lambertista \u00e0 Frente\u00a0Popular\u00a0na Fran\u00e7a gerou um processo de reorganiza\u00e7\u00e3o nas fileiras do\u00a0trotskismo, dando origem \u00e0 funda\u00e7\u00e3o da Liga Internacional\u00a0dos\u00a0Trabalhadores \u2013 Quarta Internacional (LIT-QI) (corrente que mais tarde tamb\u00e9m originou a UIT-QI).\u00a0Em meio aos debates que se seguiram ao rompimento com Lambert,\u00a0Moreno aprofundou as elabora\u00e7\u00f5es a respeito\u00a0dos\u00a0governos\u00a0de\u00a0Frente\u00a0Popular\u00a0e\u00a0da posi\u00e7\u00e3o que\u00a0os\u00a0revolucion\u00e1rios deveriam assumir. Ao contr\u00e1rio da resposta oportunista,\u00a0os\u00a0revolucion\u00e1rios deveriam se opor de forma intransigente a tais\u00a0governos, n\u00e3o apoiando de forma alguma o governo ou suas medidas, denunciando o seu car\u00e1ter burgu\u00eas\u00a0e\u00a0contrarrevolucion\u00e1rio\u00a0e\u00a0levantando consignas de poder. Do\u00a0mesmo, deveriam aprofundar a den\u00fancia\u00a0dos\u00a0partidos oper\u00e1rios contrarrevolucion\u00e1rios que compunham o governo junto com a burguesia, evidenciando que atuavam como agentes do inimigo de classe\u00a0dos\u00a0trabalhadores.<\/p>\n<p>A resposta de Moreno\u00a0e\u00a0de sua corrente\u00a0diante\u00a0da capitula\u00e7\u00e3o de Lambert teve por base a reafirma\u00e7\u00e3o de alguns princ\u00edpios revolucion\u00e1rios. Assim,\u00a0nos fornece importantes contribui\u00e7\u00f5es para pensar\u00a0como devemos nos posicionar\u00a0frente\u00a0a\u00a0governos\u00a0de concilia\u00e7\u00e3o de classes,\u00a0lutando contra o\u00a0oportunismo,\u00a0sem abrir m\u00e3o de nossa independ\u00eancia pol\u00edtica\u00a0e\u00a0da tarefa de construir partidos revolucion\u00e1rios.<\/p>\n<p>No Brasil, a corrente lambertista existe, de distintas formas, desde o final\u00a0dos\u00a0anos 1970\u00a0e\u00a0in\u00edcio\u00a0dos\u00a0anos 1980. Ap\u00f3s muito sectarismo contra a pol\u00edtica de se somar ao PT, os lambertistas integraram o partido. Por\u00e9m, rapidamente, uma expressiva ala de sua dire\u00e7\u00e3o\u00a0e\u00a0de seus quadros se diluiu no campo majorit\u00e1rio do PT, a Articula\u00e7\u00e3o. Nos anos 1990, eles se mantiveram na esquerda petista, muitas vezes com linhas bem autoproclamat\u00f3rias. Por\u00e9m, nas \u00faltimas d\u00e9cadas, a corrente O Trabalho tornou-se um sat\u00e9lite integral do campo majorit\u00e1rio\u00a0e\u00a0fiel defensora da pol\u00edtica petista\u00a0e\u00a0lulista. No m\u00e1ximo, em alguns momentos, esbo\u00e7aram o papel de uma &#8220;conselheira de esquerda&#8221;, com\u00a0algumas de\u00a0suas consignas\/sugest\u00f5es: \u201cDilma fa\u00e7a isso\u201d, \u201cLula fa\u00e7a aquilo\u201d.\u00a0Foram defensores entusiastas do chavismo e defensores do governo Maduro.\u00a0Atualmente, seguem militando no interior da\u00a0frente\u00a0ampla de Lula\/Alckmin.<\/p>\n<p>Sem d\u00favida, \u00e9 necess\u00e1rio analisar os erros lambertistas para n\u00e3o repet\u00ed-los, sobretudo\u00a0porque esse tipo de revisionismo camuflava suas posi\u00e7\u00f5es oportunistas com um verniz marxista.\u00a0Nesse sentido,\u00a0a batalha da corrente morenista contra a pol\u00edtica da OCI na Fran\u00e7a \u00e9 um importante material para enriquecer nossa bagagem program\u00e1tica para\u00a0as lutas atuais contra a extrema direita\u00a0e\u00a0pela independ\u00eancia pol\u00edtica da classe trabalhadora.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Leia tamb\u00e9m<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/index.php\/2022\/01\/31\/nahuel-moreno-frente-operaria-a-origem-de-uma-tatica\/\">Nahuel Moreno | Frente oper\u00e1ria: a origem de uma t\u00e1tica<\/a><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/dl\/Nahuel%20Moreno\/A%20Trai\u00e7\u00e3o%20da%20OCI.pdf\">A Trai\u00e7\u00e3o da OCI<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Henrique Lignani, CST Rio de Janeiro No \u00faltimo texto deste especial, vimos que a capitula\u00e7\u00e3o da corrente trotskista fundada por Ernest Mandel a\u00a0dire\u00e7\u00f5es burocr\u00e1ticas\u00a0e\u00a0a\u00a0governos\u00a0burgueses de\u00a0Frente\u00a0Popular\u00a0\u00e9 algo que se repetiu historicamente. 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