

	{"id":9961,"date":"2022-11-17T22:12:38","date_gmt":"2022-11-17T22:12:38","guid":{"rendered":"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/?p=9961"},"modified":"2022-11-17T22:12:38","modified_gmt":"2022-11-17T22:12:38","slug":"todo-apoio-a-rebeliao-das-mulheres-iranianas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/2022\/11\/17\/todo-apoio-a-rebeliao-das-mulheres-iranianas\/","title":{"rendered":"Todo apoio \u00e0 rebeli\u00e3o das mulheres iranianas!"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: right;\"><em>Rosi Messias \u2013 Coordena\u00e7\u00e3o da CST-PSOL<\/em><\/p>\n<p>Em todo o mundo, crescem as lutas das mulheres contra todas as formas de viol\u00eancia de g\u00eanero perpetradas pela cultura patriarcal e pelo capitalismo. Este ano, no 25 de novembro, o dia de luta contra a viol\u00eancia de g\u00eanero, \u00e9 necess\u00e1rio homenagearmos a luta das mulheres iranianas que v\u00eam dando um potente grito: \u201cmulher, vida e liberdade\u201d, contra o regime ditatorial e fundamentalista isl\u00e2mico que h\u00e1 40 anos oprime as mulheres e a popula\u00e7\u00e3o LGBTQIA+.<\/p>\n<p>A morte da jovem Mahsa Amini, de 22 anos, acendeu o pavio de um processo de luta no Ir\u00e3, cujo centro s\u00e3o as mulheres, que desnudaram a viol\u00eancia machista e patriarcal do governo e do regime que oprime as mulheres e a popula\u00e7\u00e3o LGBTQIA+. Amini, uma jovem curda, impedida pelo regime isl\u00e2mico de usar seu nome curdo, foi espancada at\u00e9 a morte pela \u201cPol\u00edcia da Moral\u201d, por n\u00e3o usar de forma \u201cadequada\u201d o v\u00e9u isl\u00e2mico. Por\u00e9m, longe de passar em branco esse fato, a morte da jovem desencadeou um forte ascenso, tendo as mulheres \u00e0 frente, que sa\u00edram \u00e0s ruas para exigir justi\u00e7a e o fim da Pol\u00edcia da Moralidade, que imp\u00f5e suas regras de condutas de vestimentas obrigat\u00f3rias nos espa\u00e7os p\u00fablicos.<\/p>\n<p>As mobiliza\u00e7\u00f5es ocorreram em Teer\u00e3 e mais 31 prov\u00edncias iranianas. S\u00e3o estudantes secundaristas, jovens universit\u00e1rias, trabalhadoras, que n\u00e3o aceitam a opress\u00e3o de um regime em que as mulheres n\u00e3o t\u00eam direitos e s\u00e3o submetidas a todo tipo de opress\u00e3o e viol\u00eancia, caso se neguem a aceitar a imposi\u00e7\u00e3o do regime.<\/p>\n<p>Assim, com a for\u00e7a da mobiliza\u00e7\u00e3o, as iranianas t\u00eam conquistado parte do direito de decidir sobre seu pr\u00f3prio corpo. Hoje em dia, as mulheres iranianas podem optar por andar nas ruas sem o hijabe (v\u00e9u que cobre a cabe\u00e7a das mulheres).<\/p>\n<p>A luta das mulheres iranianas \u00e9 parte do ascenso mundial das mulheres, que desde 2015 vem se radicaliza\u00e7\u00e3o e se massificando. Como o hist\u00f3rico #NiUnaMenos na Argentina, o #MeToo nos EUA e o #EleN\u00e3o no Brasil em 2018. Passando por conquistas hist\u00f3ricas como o aborto volunt\u00e1rio na Irlanda em 2018, na Nova Zel\u00e2ndia em 2020 e a onda verde que em 2020 conquistou o direito ao aborto pelas mulheres argentinas. No Brasil, a maior express\u00e3o foi o forte recha\u00e7o que as mulheres encabe\u00e7aram contra o governo machista e mis\u00f3gino de Bolsonaro, desde as massivas manifesta\u00e7\u00f5es do #EleN\u00e3o, as lutas pelo Fora Bolsonaro e o voto contra Bolsonaro nas urnas em outubro.<\/p>\n<p>As lutas feministas crescem em todo o mundo, como um amplo movimento de mulheres que cada vez mais se massifica por seus direitos. No dia 25 de novembro, n\u00f3s, mulheres, devemos ocupar as ruas por nossos direitos. Lutando contra a viol\u00eancia de g\u00eanero e os ataques aos nossos direitos perpetrados pelos governos capitalistas e os setores conservadores que todos os dias nos atacam, buscando retirar direitos para garantir os lucros das multinacionais, do sistema financeiro e de toda a burguesia.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Reuni\u00e3o de Mulheres da UIT em apoio \u00e0 luta iraniana<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>As mulheres da UIT realizaram uma reuni\u00e3o internacional com a representa\u00e7\u00e3o de diversos pa\u00eds: Argentina, Chile, M\u00e9xico, Brasil, Panam\u00e1, Venezuela, Turquia, Estado Espanhol e com a presen\u00e7a de uma jovem iraniana que nos contou em detalhes o processo da Revolu\u00e7\u00e3o das Mulheres que est\u00e1 em curso no pa\u00eds e como esse ascenso tem influenciado diversas categorias, como os petroleiros que sa\u00edram a organizar uma poderosa greve. Na reuni\u00e3o, o compromisso das se\u00e7\u00f5es da UIT \u00e9 de seguir difundindo e apoiando a luta das iranianas, atrav\u00e9s de uma campanha ativa de solidariedade com a rebeli\u00e3o das mulheres iranianas.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Lutamos por uma sociedade socialista e antipatriarcal<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>N\u00f3s, mulheres, somos as mais precarizadas e as primeiras a sermos demitidas, no contexto de crises capitalistas. \u00c9 sobre nossos ombros que recaem os maiores ajustes econ\u00f4micos que os governos capitalistas aplicam contra a classe trabalhadora para manterem os lucros da burguesia.<\/p>\n<p>N\u00f3s, mulheres, somos a maioria das chefas nos lares mais pobres e em especial as mulheres negras. Somos as que s\u00e3o submetidas \u00e0 dupla jornada de trabalho, sendo respons\u00e1veis pelas tarefas dom\u00e9sticas e pelo cuidado das crian\u00e7as e dos idosos. Por tudo isso, n\u00f3s, mulheres, temos sido vanguarda na luta por nossos direitos, contra as mazelas capitalistas, contra o ajuste capitalista e o saque dos nossos recursos naturais.<\/p>\n<p>No dia 25N, dia mundial de luta contra a viol\u00eancia de g\u00eanero, \u00e9 fundamental seguir nos organizando e lutando por nossos direitos, em mem\u00f3ria das irm\u00e3s Mirabal, em apoio \u00e0s mulheres iranianas e contra todos os governos capitalistas que legitimam e refor\u00e7am a viol\u00eancia patriarcal do sistema capitalista.<\/p>\n<p>N\u00f3s, Mulheres da CST, somos parte de um movimento unit\u00e1rio das feministas por nossos direitos, mas tamb\u00e9m dizemos que \u00e9 necess\u00e1rio nos diferenciar das dire\u00e7\u00f5es reformistas do movimento que muitas vezes buscam esvaziar os processos de luta, canalizando toda a insatisfa\u00e7\u00e3o das mulheres para sa\u00eddas institucionais<\/p>\n<p>N\u00f3s, Mulheres da CST e da UIT-QI, dizemos que \u00e9 necess\u00e1rio seguir lutando para conquistarmos cada um de nossos direitos: lutamos contra qualquer tipo de viol\u00eancia machista e sexista e exigimos pol\u00edticas p\u00fablicas para combat\u00ea-las, por isso defendemos o n\u00e3o pagamento das d\u00edvidas externas e a taxa\u00e7\u00e3o das grandes fortunas. Nesse processo de seguir lutando por nossas reivindica\u00e7\u00f5es, n\u00f3s, mulheres feministas e socialistas, batalhamos por uma sociedade socialista e antipatriarcal.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Rosi Messias \u2013 Coordena\u00e7\u00e3o da CST-PSOL Em todo o mundo, crescem as lutas das mulheres contra todas as formas de viol\u00eancia de g\u00eanero perpetradas pela cultura patriarcal e pelo capitalismo. 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