A luta pelo pagamento das bolsas PIBID e RP continua!

 

Isadora Bueno

Diretora da UNE pela Oposição de Esquerda

Estamos em novembro e as bolsas de PIBID e RP de setembro ainda não caíram; ou seja, os bolsistas estão há dois meses sem receber. Milhares de estudantes dependem dessas bolsas para permanecer na universidade e para sua subsistência. Na última Assembleia Nacional, foi relatado que muitos já desistiram da bolsa e estão em subempregos.

O PLN 17/2021, que garante o pagamento das bolsas de setembro, precisa ser votado pelo Congresso Nacional, o que só ocorrerá em 18/11. No entanto, isso não garante as bolsas de outubro a dezembro, que fazem parte de outro processo. Por isso, é insuficiente pressionar apenas pela aprovação do PLN. É preciso lutar para assegurar as bolsas até o final do edital dos Programas, lutar para que eles sigam existindo e pela formação de qualidade dos licenciandos pelo país.

Essa certeza é geral entre os bolsistas, o que se expressou nas falas da Assembleia Nacional do dia 29 de outubro, onde se aprovou paralisação até a garantia de todas as bolsas e da continuidade dos programas, além de um calendário de lutas, com o indicativo de um marco para um novo tsunami da educação no dia 15/11. Realidade que seria plenamente possível, visto que a força do movimento se demonstrou nas últimas semanas, assim como a disposição para seguir em mobilização permanente.

Infelizmente, a direção majoritária da UNE joga todo o peso para o “diálogo” com os parlamentares. Além disso, foram parte dos que desmontaram o ato nacional pelo Fora Bolsonaro que ocorreria no dia 15/11.

Não podemos confiar nos nossos inimigos e nas instituições corruptas e que atacam os direitos da classe trabalhadora e dos estudantes todos os dias. É importante pressioná-los, mas, muito além de e-mails, isso se faz com luta concreta, coisa que a direção majoritária da UNE evita a todo custo. Tanto que não divulgaram o dia 15/11 – votado pela assembleia – e seus representantes tentaram desmontar a paralisação em curso.

 

Por um novo tsunami da educação: construir outra direção para o movimento estudantil

Os bolsistas e todo o movimento estudantil combativo podem dar o pontapé de um novo tsunami da educação, colocando em xeque os ataques à educação e todo o governo Bolsonaro/Mourão. É preciso exigir da UNE que faça e construa esse movimento.

Seguimos afirmando que nossa permanência na universidade, nossa formação e nossas vidas não esperam. Por isso, chamamos todos e todas a estarem conosco na construção do dia 15/11 e do dia 20/11. Derrotar Bolsonaro e seu projeto é para agora e não passa por fazer conchavo com os seus aliados; por isso, precisamos, também, construir uma nova direção para o movimento estudantil, uma direção que seja consequente com a luta dos pibidianos e residentes, como se mostraram as forças da Oposição de Esquerda (Juventude Vamos à Luta, Juntos, Correnteza e UJC).

Em defesa do retorno presencial seguro e da autonomia das IFES

Uma decisão judicial do TRF2 obriga as IFES do RJ ao retorno presencial imediato. Essa decisão arbitrária desrespeita a autonomia das instituições e não leva em consideração as condições e o planejamento necessários para um retorno seguro, que não exponha a comunidade acadêmica ao risco de surtos de Covid-19.

Queremos retorno presencial, mas com segurança e não por imposição de quem não vive e sequer passa perto da realidade de precarização de nossas escolas e universidades.

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