EDITORIAL | Que a CUT, CTB e UNE convoquem passeatas no 25/7 junto com os entregadores | Jornal Combate Socialista Digital No. 04

O governo Bolsonaro/Mourão, o presidente da câmara Rodrigo Maia (DEM) e os governadores do PSDB, PSC, NOVO e MDB estão ampliando a contaminação e mortes do coronavírus e reduzindo salários e direitos sociais. Os juízes privilegiados ajudam a reabertura das cidades, na redução dos acordos coletivos e salvam mafiosos como Flávio Bolsonaro e Queiroz. Para satisfazer a ganância dos banqueiros, das multinacionais, dos empresários eles querem que a gente trabalhe quase de graça.

A receita do governo da extrema direita e dos ministros militares gera o aumento da fome, da miséria, do desemprego e das mortes. Se dependesse deles, até o auxílio emergencial de R$ 600 já teria acabado e seria mais restrito do que já é hoje. Ao mesmo tempo eles destinaram R$ 1 trilhão para o salvamento dos bancos, paparicando os parasitas do sistema financeiro.

A cúpula da CUT, CTB, da UNE e os maiores partidos de oposição são cúmplices do ajuste e da “reabertura”

Diante dos ataques dos ricos e milionários contra a classe trabalhadora e setores populares é preciso organizar uma resistência unificada. Coordenar protestos contra o genocídio e o ajuste de Bolsonaro, do congresso nacional e dos governadores. Porém as lideranças das maiores centrais e entidades estudantis, os dirigentes dos maiores partidos de oposição nada fazem para organizar essa luta. São parte da política de ajuste fiscal como vimos na MP 936, cujo relator foi Orlando Silva do PCdoB/CTB, e votaram na PEC 10 que destinou trilhões ao sistema financeiro.

Tentam canalizar tudo para a frente ampla eleitoral, cujo programa é capitalista tipo os governos das oposições no nordeste coligados a partidos oligárquicos. Ao invés de construir ações de protestos reais realizam comícios virtuais com figuras nefastas como os ex-presidentes Michel Temer, FHC e Sarney e militares da alta cúpula da Forças Armadas.

Os capitalistas declararam guerra contra a classe trabalhadora e precisamos nos defender. Para nos defender precisamos combater os pelegos que estão em nossas trincheiras e boicotam nossas frentes de batalha (a direção majoritária da CUT, CTB, UGT, Força Sindical). Essa deve ser a tarefa do sindicalismo classista agrupado na CSPConlutas em todas as categorias, todos os sindicatos e oposições. Uma batalha que inclui a tarefa de exigir imediatamente a unificação das campanhas salariais de bancários, correios e petroleiros.

Precisamos nos defender protestando com passeatas e greves

Para nos defender é preciso se organizar e lutar. Fazer como as torcidas e as juventudes negras no mês de maio. Como os entregadores no dia 1° de julho e organizar passeatas e greves nacionais. Unificar as paralisações e greves que ocorrem nas categorias, por estado e por setor. Fortalecer o indicativo de greve do dia 28/07 dos metroviários de SP. Defender nossos salários, nossos acordos coletivos, exigir dinheiro para o SUS e renda básica aos desempregados e não para os bancos e as multinacionais. É preciso lutar para que a CUT, CTB, UGT, Força Sindical, seus sindicatos, confederações e federações, juntamente com a UNE, ANPG e UBES, DCEs e grêmios convoquem uma jornada nacional de lutas no dia 25/07, data em que os entregadores realizam o segundo breque dos apps. Essa deve ser a tarefa da Frente Brasil Popular e Povo Sem Medo que agrupam partidos de oposição como PT, PCdoB, PDT e movimentos feministas, negros e ambientais. O PSOL e sua bancada parlamentar, o PCB, a UP também precisam utilizar seu peso para fortalecer a ação direta nas ruas, as greves e manifestações.

Construir uma Frente de Esquerda Socialista nacional

No caminho para desenvolver as lutas, é necessário também construir uma frente de esquerda e socialista que lute para colocar para fora Bolsonaro e Mourão e batalhe por um governo dos trabalhadores e do povo. Uma frente que se oponha ao projeto de conciliação de classes do PT e do PCdoB. Esse é o nosso chamado à direção do PSOL, PSTU, PCB e UP. Uma frente que utilize o espaço eleitoral para combater a pandemia e os ataques aos direitos dos trabalhadores, mas sobretudo que aposte na via da mobilização dos trabalhadores e do povo para impor um plano econômico e social alternativo com medidas que comecem pela taxação das grandes fortunas e o não pagamento da dívida aos banqueiros, canalizando esses recursos para salários, concursos públicos, garantia de renda básica emergencial permanente, um plano de geração de empregos, fortalecimento do SUS e medidas de contenção ao coronavírus. São os empresários e banqueiros, e não a classe trabalhadora, quem tem que pagar as contas da crise.


O Combate Socialista agora está em formato digital. Veja os temas da atual edição:


COMBATE SOCIALISTA
Jornal Digital – Nº 04
Julho/2020 em Formato Especial
(próprio para leitura em smartphones)

Sumário

Editorial | Que a CUT, CTB e UNE convoquem passeatas com os entregadores | pág. 3

Entrevista com Bruno da Rosa, gari e cipeiro da Comlurb
 | pág. 4

Enfrentar o genocídio e o ajuste de Bolsonaro e dos governadores | pág. 5

As maiores centrais sindicais na contramão das lutas em curso | pág. 6

Manifesto pela unificação das campanhas salariais
| pág. 7

Crivella, pague as porteiras e os porteiros das escolas | pág. 8

Por uma Frente de Esquerda Socialista nacional | pág. 9

Em Belém batalhamos por uma Frente de Esquerda | pág. 10

Para derrotar o bolsonarismo em BH | pág. 11

Especial | Mulheres na pandemia e violência doméstica: a pandemia esconde os dados do martírio feminino | pág. 12

Especial | 80 anos da morte de Trotsky: A teoria da Revolução Permanente | pág. 13

Internacional | Índia-China, uma guerra com paus e pedras | pág. 14


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