Por reajuste de salário e pela redução dos preços dos alimentos!
Por Adriano Dias e Rosi Messias – Coordenação da CST/UIT-QI
É fato que o Brasil passa por uma crise ocasionada pelas altas de preços e tarifas. Essa situação é sentida principalmente por quem ganha menos e trabalha em longas jornadas, como os trabalhadores da escala 6×1.
Segundo o DIEESE, o salário dos trabalhadores é gasto fundamentalmente com alimentos. Por exemplo, o trabalhador remunerado pelo piso nacional, após os descontos com a previdência, compromete, em média, 51,46% do rendimento para adquirir os produtos alimentícios básicos (dados de fevereiro 2025). Com o salário arrochado chega-se ao fim do mês com a geladeira vazia, cada vez se compra menos produtos e de pior qualidade ou se compra menos do que se comprava no mês anterior. Milhões estão atolados nas dívidas bancárias do cheque especial e empréstimos e o arrocho salarial leva à ampliação das jornadas extras de trabalho, como trabalhar em serviços de aplicativos para assim conseguir pagar as contas.
Ajuste fiscal do governo Lula agrava a situação econômica e social do país
Os problemas econômicos e sociais, agravados nos últimos anos, aprofundados por Bolsonaro, não foram resolvidos pelo governo Lula/Alckmin. Lula faz bravatas como a frase “quem foi o pilantra que aumentou o preço do café” como se estivesse na oposição. Mas ele governa o país e é o responsável pelo o que ocorre aqui.
A manutenção do Arcabouço Fiscal, que reduz investimentos na saúde e educação, arrocha os salários e reduz verbas da assistência social, tudo com o objetivo de garantir o pagamento de juros para os banqueiros e sangrar o orçamento público, tem ocasionado estrangulamento até nas estatais. Enquanto isso, o agronegócio, que tem o seu representante no governo via Ministério da Agricultura, Carlos Fávaro (PSD), recebe bilhões de reais do governo Lula para garantir as suas exportações em dólar e deixar a população brasileira não conseguindo comer nem sequer ovo.
As direções das centrais sindicais se calam diante da situação dos trabalhadores
Mesmo diante dessa situação as direções das centrais sindicais, como CUT e CTB, não se movem para levar à frente a pauta da classe trabalhadora, como, por exemplo, o fim do Arcabouço Fiscal, aumento de salários e a redução dos preços dos alimentos e tarifas. Essa postura tem a ver com a falta de independência dessas direções em relação ao governo Lula e também porque não enfrentam os governos da extrema direita, como Tarcísio e Nunes, que aplicam um brutal ajuste contra os trabalhadores e a população. Exigimos da CUT, CTB, UNE, UBES, MST e MTST uma jornada nacional de lutas, unificando desde já com as categorias e setores que estão em luta e greve, os servidores da educação de São Paulo e os trabalhadores de aplicativos.
Por salário, pelo fim da 6×1 e pela redução dos preços dos alimentos
Por isso temos que ir para as ruas contra a política do Arcabouço Fiscal, por aumento de salário e reajustes semestrais de acordo com a inflação e pela redução dos preços dos alimentos. Pelo fim da escala 6×1, lutamos por 36 horas semanais de trabalho. Verbas para salário, serviços públicos e não para banqueiros, multinacionais e agronegócio! Pelo fim do Plano Safra! Abaixo os aumentos das tarifas de transporte, água, luz e gás! Pelo não pagamento da dívida pública e taxação dos milionários!
