Vamos à Luta é chapa 1 nas eleições de DCE da USP

Por Rhayssa Rangel- Vamos à Luta SP e estudante de História USP e Jeane Carla- Vamos à Luta SP

Nós do Vamos à Luta (CST+ independentes), em conjunto com o Correnteza (UP), Juntos (MES), UJC (PCBR) e Rebeldia (PSTU), conformamos uma chapa de unidade da Oposição Unificada porque acreditamos que a luta em conjunto é o único caminho capaz de conquistar as reivindicações dos estudantes. A nossa chapa “Pra Dizer Nosso Nome: Unidade é para Lutar”, apresenta a real alternativa para as eleições do DCE Livre da USP com um programa de enfrentamento aos ataques dos governos, de defesa da universidade pública e de independência do governo Lula/Alckmin. Combatemos o governo de extrema-direita de Tarcísio que sucateia e tenta privatizar a USP.

A realidade dos estudantes da USP

Vivemos na USP uma realidade de moradias estudantis precárias, bolsas cortadas, cursos sucateados, terceirização nos bandejões e falta de professores. Enquanto isso, a reitoria abre as portas para grandes empresas e convênios privados, subordinando a produção de conhecimento ao lucro. Não aceitamos privatizações e nem um centavo a menos para a educação.. Desde já, devemos nos solidarizar com a luta pela permanência do Teatro de Contêiner e colocar os estudantes a disposição dessa luta, assim como organizar os estudantes  para enfrentar a política de sucateamento e expulsão dos estudantes pobres da USP.

A chapa 1 deve estar a serviço de mobilizar os estudantes da USP

Nossa defesa é de um DCE aberto, combativo, independente dos governos e democrático, que unifique todos os estudantes. Entre nossas propostas estão:

-Universalização das bolsas de permanência;
-Devolução dos blocos do CRUSP e melhoria da infraestrutura das moradias;
-Reestatização dos bandejões e ampliação do quadro de funcionários com efetivação dos terceirizados;
-Mais salas de estudo 24h e concursos para docentes;
-Cotas trans e vestibular indígena;
-Fim do vestibular como filtro de raça e classe;
-Paridade em todas as instâncias da universidade e eleições diretas para reitor.

Além disso, estaremos na linha de frente contra o governo de Tarcísio, responsável pela precarização de nossa universidade. Nacionalmente, exigindo do governo Lula enfrentamento concreto ao imperialismo e o tarifaço de Trump, rompimento de relações com o estado nazisionista de Israel, fim do Arcabouço Fiscal, revogação do plano safra e do PL da devastação.

Nossa unidade é para lutar

Nós não acreditamos em unidade construída em gabinetes e muito menos subordinando nossas pautas aos governos de plantão. A unidade vem das ruas, das assembleias e da mobilização. Foi assim que a classe trabalhadora e a juventude sempre conquistaram seus direitos, marchando pelo fim da ditadura, protestando pelo direito ao voto feminino ou fazendo paradas pelos direitos LGBTQIA+, essa é nossa maneira de lutar.

A nossa chapa continua a batalha pela Unidade da Oposição Unificada na UNE. O congresso da entidade expressou que no movimento estudantil nacional existem dois setores distintos: a direção majoritária da UNE que é governista e, por isso, não mobiliza os estudantes pelas suas pautas; e o setor da Oposição que compreende que para lutar é necessário ter independência do governo Lula/Alckmin e apostar na mobilização. Diante disso, a chapa 1 para o DCE da USP se forja na oposição à majoritária da UNE, que estará presente na chapa 3 “Tempo de virar: por um novo DCE”, exigindo, desde já, um calendário de mobilizações nacionalizado pelas principais pautas estudantis.

Vamos à Luta compõe esta chapa trazendo sua força de mobilização e a defesa de um DCE verdadeiramente independente, sem amarras com governos ou com a reitoria. Seguimos firmes para que a USP seja linha de frente contra os ataques dos governos e exemplo de mobilização. Inspirados na coragem de Alexandre Vannucchi Leme, patrono do DCE Livre da USP, reafirmamos: nós não temos medo de dizer nosso nome. Nossa unidade é para lutar.

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Por Isadora Bueno – Educação USP e Milena Félix – Filosofia USP

Propostas da Juventude Revolucionária Vamos à Luta para a USP 

As eleições do DCE da USP acontecem nas próximas semanas, marcando um dos processos mais importantes do Movimento Estudantil. Nós, militantes da Juventude Vamos à Luta e parte da chapa Pra dizer nosso nome: Unidade é pra lutar!, apresentamos nossas propostas para a universidade e ratificamos o compromisso com a construção de um movimento estudantil combativo e independente dos governos, que esteja presente no cotidiano dos estudantes pelas nossas reivindicações.

Nesse sentido, precisamos lutar por uma USP para os filhos da classe trabalhadora: com condições para ingresso e permanência da juventude pobre e parte dos setores populares. Isso significa, centralmente, lutar por mais orçamento para a universidade e contra as políticas de corte e privatização. Além disso, significa também lutar contra os ataques ideológicos feitos pela extrema direita. Assim, defendemos:

 – Enfrentar o cortes de verbas e o movimento de privatizaçõa da USP! Nenhum centavo a menos para a USP;

–  Aumento do auxílio estudantil para um salário mínimo. Prioridade para estudantes de baixa renda nos editais de PUB.

– Ingresso e permanência das mulheres e dissidências sexuais e de gênero; por cotas trans em todos os processos seletivos da USP; por iluminação nos campi; punição de violentadores sexuais, machistas e transfóbicos, sem preservar os abusadores!

–  Aumento das linhas de circulares! Condições para que os estudantes do noturno voltem para casa em tempo hábil e em segurança.

– Fim de todos os convênios da USP com as universidades dos nazissionistas de “Israel”!

– Fim do Arcabouço Fiscal! Dinheiro para a educação e não para os banqueiros! Recomposição orçamentária das universidades federais já! Nenhum centavo do BNDS para as privatizações de Tarcísio.

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