Todo apoio à greve das (os) técnico-administrativas (os) das universidades e institutos federais!

Lula, cumpra o acordo e atenda às pautas da categoria!

No dia 23 de fevereiro de 2026, a categoria dos (as) trabalhadores (as) Técnico-Administrativos(as) em Educação (TAE) das universidades e institutos federais iniciou Greve Nacional convocada pela Fasubra (Federação nacional dos sindicatos dos Tae). Atualmente, mais 51 instituições já constroem o movimento em todo o país.

A pauta central da greve é a luta para que o governo Lula cumpra o Termo de Acordo firmado ainda no final da greve de 2024, no qual aproximadamente 17 itens foram descumpridos. Entre os principais itens estão a regulamentação excludente e restritiva do Reconhecimento de Saberes e Competências (RSC), espécie de gratificação que daria ganhos salariais de 5% a 23%, mas que foi elaborado de forma a dificultar o acesso da maioria da categoria; a não implementação da jornada de 30 horas semanais para toda a categoria, sem redução de salário; não garantia do reposicionamento e aceleração das progressões para aposentados e pensionistas; não implementação do plantão 12×60; a não aceite da carga horária das profissões que têm regulamento próprio, entre outras pautas.

Além dos itens do Termo de Acordo de Greve não cumpridos, o governo Lula fez um projeto de lei (PL 6170/25) para regular o RSC, mas que também terceiriza cargos de nível superior, especializados em atendimentos a pessoas com deficiência, da carreira dos técnico-administrativos, e restringe o acesso à jornada de 30 horas semanais somente para quem faz atendimento ao público externo. Outro ataque à carreira veio ainda na reestruturação feita em 2025. A lei não garante que a matriz salarial do PCCTAE é única e que o step é único e constante. Com isso, o governo pode dar reajustes salariais e no step de forma diferenciada entre os cargos de níveis de níveis diferentes.

Esse PL 6170/25 foi apensado ao Projeto de Lei nº 5.874/2025 e votado na Câmara e no Senado em um grande acordo com a direita, a toque de caixa, sem debate e sem o governo aceitar as emendas feitas pelos sindicatos. Apesar da aprovação desse PL, a greve deve seguir porque não se resume ao RSC e as outras questões presentes na lei. Além do mais, se queremos mudanças no RSC para 2027, expandindo sua abrangência, o acordo deve ser feito esse ano para ser previsto na Lei Orçamentária Anual (LOA) do próximo ano. Outra questão é o decreto de regulamentação do RSC: a greve deve lutar por um decreto mais vantajoso para a categoria.

É contra todos esses ataques que se desenvolve a greve das (os) Tae. Nós, da Combate Sindical, defendemos que além dessas importantes pautas, possamos incluir como reivindicações da greve a luta por reajuste salarial para 2027 e equiparação dos auxílios aos percebidos pelos servidores do judiciário/legislativo, a criação do auxílio-nutrição aos aposentados e pensionistas, além da cobrança de mais verbas para nossas Instituições Federais de Ensino.

GREVE É PELA VALORIZAÇÃO PROFISSIONAL E EM DEFESA DA UNIVERSIDADE PÚBLICA

A greve das (os) TAE não é corporativa, é uma batalha em defesa da valorização profissional e da universidade pública, gratuita e de qualidade, a serviço da classe trabalhadora. Somente com trabalhadores valorizados é possível avançar para instituições de ensino de excelência e que se expandam com qualidade. A greve, dessa forma, está acontecendo contra a política econômica do governo Lula, principal responsável pelo descumprimento do acordo, pelo não atendimento da pauta das (os) Tae e pelos ataques contidos no PL 6170/25.

O Arcabouço Fiscal de Lula e Haddad, que mantém o Teto de Gastos sobre as contas públicas, é o principal responsável pela desvalorização e descumprimento do acordo com os TAE e pelo corte de verbas nas universidades e no serviço público de conjunto. Em 2025, a política de Arcabouço Fiscal retirou cerca de dois trilhões do orçamento para pagar juros e amortizações da dívida pública – 43% do orçamento. Essa verba remunera banqueiros e grandes empresários nacionais e internacionais em detrimento do povo trabalhador brasileiro. Defendemos a suspensão do pagamento dessa dívida para que essa verba seja totalmente usada para criar empregos e garantir direitos sociais a toda população brasileira. Somos a favor da taxação dos bilionários e da reduão imediata dos juros e do fim da autonomia do Banco Central.

FORTALECER A GREVE PELA BASE E GANHAR VISIBILIDADE NACIONAL

A greve entra na sua quarta semana e está crescendo, expandindo-se para várias bases onde os coletivos que dirigem a Fasubra não queriam. Agora é hora de fazer reuniões setoriais, passar nos locais de trabalho, realizar agitações nas universidades e fora dela, para consolidar a greve na base, convencendo novos colegas a participarem e para ganhar apoio popular à nossa mobilização. Temos que mostrar ao povo brasileiro que nossa greve é em defesa da universidade pública, da sua expansão com qualidade e da ampliação da excelência de nossas instituições.

Para levar a greve às ruas, nós da Combate Sindical e da Unidade pra Lutar propomos que o CNG possa organizar dias nacionais de luta unificados em todo o país e várias ações para que a greve possa ganhar visibilidade nacional e possamos arrancar uma negociação com o governo.

CUT, TRAVESSIA E TAES NA LUTA, CTB ESTAVÃO CONTRA A GREVE PARA DEFENDER O GOVERNO! EXIGIMOS QUE MUDEM DE POSIÇÃO E FORTALEÇAM A LUTA!

Infelizmente a greve não está enfrentando somente a intransigência do governo Lula. As direções dos maiores coletivos da direção da Fasubra – Unir/Ressignificar (CUT/PT), Travessia (PSOL) e Taes na Luta e CTB (PCdoB) estavam em sua maioria contra a greve. Os companheiros diziam que não há correlação de forças ou vontade da categoria de ir a uma greve, falavam que a greve iria ajudar a extrema-direita. No entanto, ao fim e ao cabo, a posição dessas lideranças foi contra a greve com intuíto de blindar o governo Lula em ano eleitoral.

A categoria, ao contrário, está amplamente a favor da greve e está impondo o movimento paredista a nível nacional. Inclusive, esses coletivos têm sido derrotados em várias bases onde dirigem, e em outas tiveram que chamar novas assembleias e mudar de posição. Infelizmente ainda existem bases importantes que esses coletivos dirigem o sindicato e seguem contra a greve. Exigimos que mudem de posição e fortaleçam o movimento nacionalmente.

A categoria Tae tem que seguir o exemplo dos povos indígenas que lutaram com independência política do governo Lula e de algumas lideranças governistas e conquistaram a revogação do decreto 12600/2025. Como no movimento indígena, essas lideranças governistas devem ser superadas, com a formação de novas lideranças a partir dos grevistas que estão construindo a luta na base.

PROPOMOS QUE ANDES, SINASEFE, CONDSEF, FONASEFE E FONACATE ORGANIZEM UMA LUTA CONJUNTA COM A FASUBRA!

Avaliamos como fundamental que se possa unificar a greve da Fasubra com a luta do conjunto dos servidores federais, em especial com a base do Sinasefe e com os docentes do Andes-SN. Seria fundamental que essas entidades também viessem construir a greve, haja visto que os acordos dos Tae dos IFs é o mesmo da Fasubra, que está sendo descumprido, como também o acordo da categoria docente não foi respeitado pelo governo.

Além do tema do acordo, há uma série de ataques sendo promovidos pelo governo com sua reforma administrativa infraconstitucional, arcabouço fiscal que reduz verbas para o funcionamento dos órgãos e a pauta da campanha salarial 2027 que foi apresentada ao MGI e até agora não obteve nenhuma resposta. Nesse sentido, propomos que as principais entidades do funcionalismo federal possam construir um dia nacional de mobilização unificado em Brasília e nos estados para fortalecer e apoiar a greve da Fasubra e para cobrarmos do governo nossa pauta unitária, rumo à construção de uma greve unitária caso o governo não atenda nossas reinvindicações.

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