Vamos aos atos contra os ataques de Trump na Venezuela e na América Latina! Pela libertação de Maduro e Cilia Flores!
Vamos aos atos contra os ataques de Trump na Venezuela e na América Latina! Pela libertação de Maduro e Cilia Flores!
1 – Os ataques do imperialismo estadunidense de Donald Trump contra a Venezuela, somados ao sequestro de Maduro e Cilia Flores, representam uma escalada gravíssima. Não é um episódio isolado: é uma ofensiva planejada para aprofundar a dominação política e econômica sobre o país e impor uma ameaça direta a toda a América Latina. Os EUA buscam ampliar o saque das riquezas naturais, avançar sobre recursos naturais e estratégicos e intensificar a superexploração, tentando impedir qualquer mobilização de massas que possa desafiar a ordem capitalista-imperialista em crise. Por isso, defender a soberania venezuelana e exigir a libertação imediata de Maduro e Cilia Flores é uma tarefa do conjunto das organizações de trabalhadores e populares.
2 – Essa defesa não significa dar apoio político ao chavismo. Nossa corrente atua como Oposição de Esquerda ao governo Maduro porque se trata de uma ditadura capitalista que reprime a classe trabalhadora, impõe ajuste e precarização e abriu caminho para a entrega do petróleo e das riquezas nacionais venezuelanas às multinacionais. O governo de Delcy Rodríguez não organiza uma resposta popular e internacionalista de ruptura com os agressores. Em vez disso, tenta “normalizar” as relações com os EUA por meio de novas negociações e concessões, aprofundando uma linha de subordinação ao imperialismo que não começou agora e pode se agravar.
3 – O governo Lula fez uma condenação formal à intervenção de Trump na Venezuela, o que está correto. Porém, ao mesmo tempo, busca manter uma relação cordial com Trump e chega a se apresentar como possível “mediador”, apostando numa suposta proximidade entre os dois. Isso é um erro grave. Diante de uma ofensiva imperialista com bombardeios, sequestros e declarações explícitas de saque às riquezas naturais, não cabe conciliação nem diplomacia amistosa. Por isso, denunciamos essa ambiguidade do governo Lula e exigimos que ele passe das palavras à ação: use seu peso político, inclusive no plano internacional, para impulsionar uma resposta anti-imperialista concreta, com mobilização real. É necessário convocar, junto com Petro (Colômbia) e Claudia Sheinbaum (México), uma jornada de lutas intercontinental contra a agressão de Trump.
4 – Embora existam diferenças profundas de análise e políticas sobre a defesa da Venezuela, sobre o governo Delcy Rodríguez e sobre o governo Lula, isso não pode se configurar em uma ruptura na unidade de ação para combater o imperialismo ianque. Os setores majoritários dos atos que estão sendo convocados da Alba, FPSM, Brasil Popular não são críticos às posturas de conciliação que fazem Delcy Rodriguez e Lula diante da ofensiva imperialista. Contudo, hoje, são quem têm maior capacidade de convocação e influência de massas. A tarefa colocada é manter a unidade de ação e pressionar para que deem continuidade e ampliem as mobilizações em uma jornada de lutas anti-imperialista no Brasil.
Ao mesmo tempo, não silenciamos críticas. Na última reunião nacional, a postura da ALBA foi antidemocrática, impedindo que organizações falassem e contribuíssem. Denunciamos essa prática e defendemos que a construção dos atos seja baseada na mais ampla democracia entre as organizações e movimentos envolvidos, porque é assim que se fortalece a unidade real e se ampliam as ruas.
5 – Por isso, chamamos à construção de um bloco da esquerda independente e combativa, atuando de forma unificada dentro das mobilizações, para impulsionar uma jornada nacional de lutas anti-imperialista. Convocamos essas organizações que estão fora da Frente Ampla a se somarem aos atos, fortalecendo a unidade de ação sem abrir mão da independência política.
6 – A crise da dominação imperialista estadunidense abre muitas oportunidades. Trump enfrenta forte resistência interna, como demonstram as mobilizações massivas e a greve geral em Minneapolis com o grito Fora ICE. Ao mesmo tempo, Trump e Netanyahu não conseguiram impor uma vitória sobre o povo palestino, e a causa da Palestina segue viva e internacionalizada. Esse cenário cria condições para construir uma grande jornada de lutas capaz de frear a ofensiva de Trump contra nosso continente. Para isso, as mobilizações são decisivas.
Trump, tire as patas da Venezuela e da América Latina!
Basta de bombardeios criminosos na Venezuela, no Pacífico e no Caribe!
Pela imediata libertação de Maduro e de Cilia Flores! Que os presidentes do Brasil, da Colômbia e do México convoquem uma mobilização continental para derrotar a agressão colonial de Trump!
Que as direções dos sindicatos, das centrais sindicais, dos partidos políticos e dos movimentos sociais convoquem uma jornada de lutas!
Cassação imediata de Nikolas Ferreira e todos parlamentares que tenha sugerido que Trump faça o mesmo no Brasil!
