Derrotar Trump e Bolsonaro! A Frente Ampla de Lula não é solução!

A posição da CST nas eleições

As eleições começaram. A CST denuncia toda e qualquer ação da Casa Branca e das Big Techs para interferir em nossas eleições. IAs orientavam votos em candidatos, contrariando normas do TSE. Donald Trump apoia Flávio Bolsonaro e utiliza tarifas como instrumento politico. Os que protagonizam holocausto em Gaza, agressões militares ao Ira e a invasão da Venezuela não podem avançar sobre o Brasil e a América Latina. Exigimos da CUT, CTB, MTST, as Frentes Brasil Popular e Sem Medo, que construam mobilizações contra o tarifaço e a ingerência dos EUA e organizem um novo “Ele Não”.

O governo Lula/Alckmin não luta contra Trump

As maiores lideranças progressistas, o presidente Lula e a frente ampla do PT, PCdoB, PSOL, REDE, e os empresários que com ele estão aliados, não combatem a ingerência imperialista. Lula aposta em negociações com Trump. Isso é absurdo. Não há diálogo possível com a ala fascista do imperialismo. A única saida é a mobilização para derrotar Trump. No plano interno, destinou R$ 13,5 bilhões do Plano Brasil Soberano para empresas, sem exigir contrapartidas de manutenção dos empregos. Nós exigimos estabilidade no emprego! Nenhuma empresa que receba recursos públicos pode demitir!

A frente ampla do PT não é solução

Ao mesmo tempo, Lula consolida alianças e uma governabilidade conservadora com a velha direita e setores do Centrão para construir sua campanha eleitoral, mantendo o arcabouço fiscal contra a classe trabalhadora e o Plano Safra ao agronegócio golpista. Está explícito que a frente ampla não é uma solução para a classe trabalhadora e nossa soberania.

Fortalecer as lutas ambientais e feministas

A Marcha pelo Clima e os atos do Dia Latino-Americano e Caribenho de Luta pela Descriminalização e Legalização do Aborto vão dar o clima do mês de setembro. Colocam nas ruas setores fundamentais das lutas ambientais e feminista. A luta contra a catástrofe climática e socioambiental e a luta das mulheres contra a violência masculina, os red pills, as pautas LGBTQIA+ e o direito de decidir sobre nossos corpos podem se unificar. São batalhas que enfrentam as multinacionais e grandes empresas, governos e instituições patriarcais que sustentam essa ordem capitalista. E podem expressar solidariedade com as lutas indigenas contra a Bela Sun (no Xingu), contra a repressão aos Tembé (no Acará), dos Anacé contra os data centers (Ceará).

Unificar as campanhas salariais e lutas

As campanhas salariais, como a dos Correios recolocam em primeiro plano a disputa por salários, empregos e condições de trabalho. A paralisação nacional dos bancários e a greve dos ferroviários de SP contra as privatizações mostram disposição de luta para enfrentar ataques. As mobilizações pelo fim da escala 6×1 expressam a necessidade de combater a superexploração. Os trabalhadores de aplicativos vão fazer novo breque para exigir seus direitos e uma Medida Provisória para instituir uma taxa mínima por entrega. Precisamos fortalecer esses movimentos, buscando sua unificação. Exigimos da CUT, CTB, Força e UGT que saiam do marasmo, unifiquem as campanhas salariais e a convocação de uma plenária nacional de organização das lutas populares.

Votar na esquerda independente

Ao lado das lutas unificadas, a CST defende uma verdadeira esquerda. Pedimos seus votos à nossas companheiras Bárbara Sinedino (RJ) 1660, Lorena Fernandes (SP) 1660 e Mariza Santos (PA) e 1660. Herzt Dias e Vanessa Portugal para a Presidência 16. A CST chama o voto nos governadores e senadores do PSTU. As eleições são uma tribuna para denunciar a falsa democracia dos bilionários, fortalecer as lutas e construir uma alternativa independente, sem patrões. Por isso, colocamos nossa campanha a serviço das greves, das campanhas salariais e das lutas feministas, ambientais, indigenas, negras e LGBTQIA+. Não queremos uma esquerda atrelada ao governo Lula/Alckmin e seu arcabouço fiscal, aliada aos patrões e ao Plano Safra, nem que faça concessões ao Centrão. Somos socialistas revolucionários, independentes dos governos, dos patrões e do imperialismo, que enfrentam Trump e a extrema direita. Defendemos salários, empregos, serviços públicos, redução da jornada sem redução salarial (veja páginas centrais). Com nossas candidaturas, queremos dar voz as lutas e ajudar a construir uma alternativa politica da esquerda independente. Por um governo da classe trabalhadora, sem patrões, e um Brasil socialista.

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