Lutas sindicais no Brasil: São Paulo, Porto Alegre e Belo Horizonte
Direção da Apeoesp contra a unidade dos professores
Por Combate Educação SP
Em meio a poderosa greve da educação municipal de São Paulo, a direção da Apeoesp fez absolutamente de tudo para não unificar a luta com a educação estadual e para que não se efetivasse uma verdadeira greve geral da educação contra a extrema direita de Tarcísio e Nunes em São Paulo.
Nunes e Tarcísio provem duros ataques contra os professores e a educação como a desvalorização salarial e da carreira, assédios, plataformas, sistemático fechamento de salas de aula, além da situação dos professores categoria “O” que segue não resolvida e com números pífios de nomeações do último concurso.
Diante desse quadro infelizmente a direção da APEOESP, ligada a setores do PT, PSOL e PCdoB, atuou desde o ano passado para desmontar a nossa luta, não convocando e postergando assembleias, prometendo sempre construir uma greve da categoria, mas que nunca acontece de verdade, seja por que essa direção não mobiliza ou como fizeram no dia 25/04, porque diretamente manobram e não reconhecem a vontade da maioria, até mesmo agredindo e impedindo professores de falar e de apresentar suas propostas, uma direção vergonhosa e antidemocrática que por mais uma vez está traindo a luta dos professores e da educação.
Nós do coletivo Educação em Combate (CST e Independentes) defendemos a unificação das lutas contra Nunes e Tarcísio em uma greve geral da educação em SP, seguiremos mobilizando a categoria nas escolas e construindo uma nova direção para a categoria.
Porto Alegre: uma greve com muita disposição de luta da categoria
Por Matheus Schneider – professor na rede municipal de POA
Entre os dias 1º e 12 de abril, a categoria municipária fez uma poderosa greve, diante do descaso do prefeito Sebastião Melo (MDB): as perdas salariais já ultrapassavam 33%. A pressão da base derrotou, em muitos momentos, as propostas recuadas da direção do SIMPA (Sindicato dos Municipários).
A diretoria do sindicato (PT, PCdoB e MES/PSOL) defendia que a paralisação fosse apenas nos dias 1º e 2 de abril, com retorno ao trabalho e posterior retomada da mobilização. Porém, a indignação da categoria levou à continuidade do movimento grevista na assembleia do dia 2 de abril.
Atos de rua tomaram a cidade, e em vários momentos a disposição de luta encorajou as/os grevistas a trancarem o trânsito, contrariando a orientação da direção do sindicato. O apoio à greve evidenciou a impopularidade do prefeito (que foi reeleito em 2024, quando Porto Alegre foi a capital com maior índice de abstenções no segundo turno: 34,83%).
A prefeitura apresentou uma proposta de reposição, em quatro parcelas, das perdas inflacionárias dos últimos 12 meses. Uma proposta muito aquém do necessário, mas que foi defendida pela direção do SIMPA.
A greve da categoria foi essencial para forçar o governo a apresentar alguma proposta, mas se as/os municipárias/os tivessem maior apoio para seguir emparedando o governo, certamente se conseguiria mais. O saldo político da greve é positivo, pois mostra que a categoria voltou a acreditar nas suas forças e que o governo Melo precisa ser derrotado com fortes mobilizações nas ruas.
A educação segue lutando apesar das direções!
Por Edivaldo de Paula – Comissão Nacional de Educação da CST
No dia 23 ocorreram atividades relacionadas à semana em defesa da educação pública chamada pela CNTE. Em Belo Horizonte, houve uma plenária da rede de educação estadual e um ato da própria rede no mesmo dia em que houve uma assembleia da rede municipal de educação.
O chamado da CNTE não responde aos anseios da categoria
A CNTE, apesar de ter chamado esse calendário, o fez de forma desarticulada, não apostando na unidade, tanto que em São Paulo e Rio de Janeiro nada foi chamado para o dia 23, mesmo com a educação municipal em São Paulo em greve. Aqui, em BH, marcou o ato enquanto ocorria a assembleia da rede municipal, uma tática para não unificar as lutas na educação da região metropolitana.
Além de não unificar a luta, o eixo da CNTE foi contra a privatização da educação, o que entendemos que está correto, mas em nenhum momento fez menção ao piso salarial nacional, mesmo depois do governo Lula/Alckmin (PT/PSB) dizer que não há dinheiro para pagar o piso (que atualmente já não é pago).
Exigir uma jornada de lutas da CNTE/CUT/CTB
Fica evidente que a política da CNTE e demais sindicatos dirigidos por PT e PCdoB é não se chocar com o governo Lula. Precisamos exigir uma jornada de lutas com um dia de paralisação nacional construído pela base, exigindo a revogação do Arcabouço Fiscal, concurso público e nomeação dos aprovados. Convidamos você, leitor, a construir a Educação em Combate conosco.
