Contra o racismo na Copa do Mundo! Torcer por nossos times e combater a xenofobia!

1- A Copa do Mundo, que movimenta torcidas e alegrias em todos os continentes, está em seus momentos de maiores disputas pelas vagas nas finais. Há grandes partidas sendo jogadas, com inúmeros craques de vários países, e muitas emoções envolvidas. Isso é uma coisa. Outra é o racismo, que está sendo a outra cara da Copa da FIFA. A entidade, subserviente ao governo de extrema direita terrorista de Donald Trump, tem práticas xenófobas. Algo que contraria suas próprias regras e protocolos da FIFA e que ataca direitos democráticos elementares, válidos em todas as regras diplomáticas e competições internacionais. O racismo está conectado a elitização capitalista do futebol, o esporte transformado em mercadoria pelas multinacionais, e a exclusão do preço dos torneios da FIFA e suas confederações.

2- O Irã, país que não baixou a cabeça para as bombas da Casa Branca, foi retaliado por Trump com a negativa de visto à sua delegação e de ingressos a seus torcedores, além da proibição de permanecer em solo estadunidense. A FIFA foi cumplice desses crimes. A ações contra à heroica seleção iraniana é um dos símbolos mais absurdos dessa ação ultrarreacionária. As perseguições ao árbitro Omar Artan, da Somália; práticas diplomáticas vexatórias contra a seleção do Senegal e contra familiares do goleiro Vozinha, de Cabo Verde, são outros exemplos absurdos. Estamos com os povos do Irã, da Somália, de Cabo Verde e de todas as nações exploradas e oprimidas pelos imperialismos. Repudiamos esses abusos cometidos pelos EUA e pela FIFA.

3- A xenofobia da Casa Branca e da FIFA amplifica o racismo pelo mundo, estimulando a extrema direita supremacista. É neste contexto que vemos os ataques da senadora paraguaia, Celeste Amarilla, contra Kylian Mbappé, o principal jogador da França e um dos principais atletas da competição. Mbappé possui descendência argelina e camaronesa e é um dos poucos que se coloca abertamente contra a extrema direita. Vimos também falas racistas contra o time francês por ter jogadores negros. Repudiamos esses ataques xenófobos a Kylian Mbappé e aos jogadores da seleção francesa. Estamos ao lado dos que exigem que todos os racistas sejam punidos severamente.

4- Por fim, várias torcidas têm protagonizado episódios lamentáveis. Enquanto a seleção argentina avança no campeonato, os torcedores argentinos protagonizam cenas racistas. Nos jogos com Cabo Verde e Egito práticas xenófobas foram vistas, em particular as repetidas ações racistas contra o influencer negro estadunidense Speed. Repudiamos esses ataques xenófobos e exigimos que os torcedores racistas sejam punidos.

5- Um exemplo positivo veio do técnico do Egito, Hossam Hassan, que corajosamente usou sua visibilidade para apoiar o povo palestino. Em coletiva de imprensa, na Copa do Mundo, ele disse: “É uma vergonha para o mundo inteiro. Imploro que deixem o povo palestino viver“. Hossam Hassan colocou a luta anticolonial, anti-imperialista, antirracista e democrática mais importante do momento no mais alto do pódio. Sua voz ajudou, mesmo que simbolicamente, a luta contra o racismo e a xenofobia. Não abandonou o povo palestino. Fez justiça à batalha pelo caráter popular que o futebol tem e que a Copa do Mundo deveria ter.

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