Fim da escala 6×1 já! Nacionalizar os atos do dia 30/06

Por Edivaldo de Paula – Coordenação da CST

No dia 28 de maio foi aprovada na câmara dos deputados o projeto de lei que trata do fim da escala 6×1, após enorme pressão dos trabalhadores e trabalhadoras e de amplo apoio popular, o texto foi aprovado, mas porque até então não se definiu a aprovação completa do projeto?
No intervalo de um mês, as direções das principais centrais (CUT, CTB, Força Sindical e UGT) a direção do movimento VAT, bem como das frentes, Frente Brasil Popular e Frente Povo Sem Medo não propuseram uma data unificada para a mobilização nas ruas para podermos enterrar de vez a escala 6×1.
Por sua vez a burguesia se mexeu, neste meio tempo foram várias as tentativas de não votar o projeto, descaracterizá-lo ou propor alternativas, inclusive propondo a escala 7×0.

Alcolumbre é um entrave, nenhuma confiança na conciliação de classes!
Que o presidente do senado Davi Alcolumbre (União Brasil) é um entrave para a votação do projeto, não temos dúvida, mas ao mesmo tempo em que o senado não vota, o governo Lula (PT), abertamente de conciliação de classes, assim como as principais figuras desta pauta, como Erika Hilton (Psol) e Rick Azevedo (Psol), não chamaram nenhuma mobilização, isso porque eles querem jogar toda a pauta a reboque de um congresso, confiando em uma negociação entre os patrões, a extrema-direita e o governo. O que tem sido acordado entre eles é a de fazer uma compensação aos empresários, ou seja, aqueles que nos exploram receberiam uma indenização para garantir os seus lucros.

Nikolas Ferreira e Romário curtem a Copa enquanto os trabalhadores estão na 6×1

O deputado federal Nikolas Ferreira (PL) quando da aprovação do fim da escala disse que “seria maravilhoso quando houvesse demissão em massa no país”, o absurdo ainda maior foi que ao mesmo tempo em que nós assistimos aos jogos da Copa em nossos trabalhos, ele viajou para curtir a competição in loco e ainda disse que quem reclamava na verdade estava com inveja, nada mais asqueroso. No mesmo expediente está o senador pelo RJ, Romário (PL), ele é contra a 6×1, assinou a proposta e jornada 7×0 e em meio aos dias comuns de sessões no senado está “trabalhando” na COPA, comentando jogos para a Cazé TV, desfilando sua arrogância e seu machismo em relação a jornalista Fernanda Gentil.

As pré-candidaturas se unem para derrotar a 6×1!
Flávio Bolsonaro (PL), pré-candidato principal da Extrema-Direita, defendeu no dia 19 em uma reunião com seu partido a flexibilização da CLT, propondo pagamento por hora sendo realizada uma negociação entre as partes, com isso se aprofundaria os ataques da reforma trabalhista de Temer aprovada em 2017, que Lula prometeu revogar e nunca aconteceu.
Caiado (PSD), Renan Santos (Missões) e Zema (Novo) seguem a mesma linha, dizendo que seria prejudicial ao país.

Exigir das centrais a nacionalização dos atos no dia 30/06!
No dia 22/06 aconteceu uma importante plenária que debateu os rumos da luta pelo fim da escala 6×1, no entanto o centro da proposta dos setores ligados ao governo (direção da UNE/FBP/FPSM) era a cobrança a partir do envio de e-mails aos senadores. Poucas são as cidades que confirmaram mobilizações no dia 30/06, para se ter ideia somente BH e SP no Sudeste até o fechamento do texto tinham confirmado, no Rio de Janeiro ocorreria uma panfletagem em um terminal de transporte coletivo.
É preciso exigir das centrais sindicais (CUT,CTB, Força Sindical, UGT), das FPSM, FBP, do VAT a organização de atos de ruas em todo o Brasil no dia 30/06, e uma nova jornada de lutas, não podemos confiar no congresso e nem no governo, nenhuma indenização para os patrões, é necessário garantir avanços no projeto que foi aprovado determinando folga aos sábados e domingos, fim da escala 6×1 já! e pela implementação da proposta original vinda do próprio VAT!
O VAT havia proposto uma greve geral no país, nós concordamos, entendemos que o ato do dia 30/06 deve ser nacionalizado e este seria um primeiro passo para construirmos a greve geral, por isso a necessidade de continuidade nas ruas até o fim da 6×1.

O Caminho é construir uma alternativa política para o país
Não há saída para os trabalhadores que passe pela conciliação com banqueiros, empresários, golpistas, agronegócio e etc, como tem feito Lula e a Frente Ampla. Na pauta da 6×1 por exemplo, a negociação e a trégua já levaram a recuos da proposta, por isso é necessário que tomemos a construção de uma frente de esquerda com PSTU, PCB, UP.
Defendemos a unidade dos socialistas, comunistas, da esquerda, nas ruas e nas urnas,
construindo uma chapa unificada de coletiva entre as três pré-candidaturas apresentadas pelo PSTU, UP e PCB, que apresente um programa anti-imperialista, contra a conciliação, em apoio as lutas, a greve da FASUBRA, contra o feminicídio, pela taxação dos bilionários, fim da 6×1 já! E etc.

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