Escândalo do Banco Master: O crime organizado no poder

Por Adriano Dias, coordenação nacional da CST

O escândalo do Banco Master a cada semana apresenta novos personagens vindo da cúpula dos poderes, do sistema financeiro e de diversos partidos que abrange da extrema direita de Flávio Bolsonaro à frente ampla de Lula. Um esquema criminoso que envolve a compra de apoio político, favorecimento nos tribunais, enriquecimento, corrupção e ameaças.

O esquema do banco Master demonstra como funciona o regime político no capitalismo e como na democracia dos ricos o crime organizado se cria nos palácios, governos, legislativo, judiciário e nos luxuosos prédios da Faria Lima. É corrupção, crime organizado e capitalismo intrinsecamente ligados.

Da extrema direita à Frente ampla todos são parças de Vorcaro

A amizade entre Vorcaro e inúmeras figuras como Alexandre de Moraes, Davi Alcolumbre, Hugo Mota e o ex -líder do governo no Senado Jaques Wagner, Cláudio Castro, Flávio Bolsonaro mostra como o esquema tinha um grande apoio em todos os segmentos do regime. O capitalismo quer fazer rodar o dinheiro. Limpo ou sujo tem que lucrar. Para isso roubam os fundos de pensão, traficam armas, drogas e fazem lavagem de dinheiro. Essa é a base do caso Master e de outros crimes do sistema financeiro como vimos nas operações contra as Fintechs que lavavam o dinheiro do PCC.

Na verdade, da extrema direita à frente ampla todos se venderam para Vorcaro. É assim porque o projeto de país e de governo desses setores políticos é capitalista, corrupto e de favorecimento aos banqueiros que se soma a um brutal ajuste contra a classe trabalhadora. São sustentáculos desse regime dos ricos onde o crime compensa, pois é parte da sobrevivência do sistema capitalista usar o sistema financeiro para limpar a sujeira da exploração, da sonegação e dos crimes de colarinho Branco.

Jaques Wagner: a bola da vez.

O mais recente personagem é o ex -líder do governo Lula no senado Jaques Wagner(PT-BA) que desde os tempos que era secretário de Desenvolvimento Econômico da Bahia, no governo Rui Costa do PT, mantinha relações, com ex sócio de Daniel Vorcaro, Augusto Lima, chamado por ele ” carinhosamente” de Guga.

Essa relação começa com a privatização da Empresa Baiana de Alimentos (Ebal). Um leilão que entregou junto com a venda da empresa a operação de um cartão de crédito consignado para ser oferecido aos 400 mil servidores, pensionistas e aposentados da Bahia. Um grande negócio com Lima e Vorcaro que rendeu a Wagner propinas, luxos e apartamentos.

A privatização da Ebal foi a ponta do iceberg de uma relação que seguiu com Wagner atendendo aos interesses de Vorcaro também no parlamento com o apoio à emenda “Master” uma proposta de emenda constitucional dentro da PEC do BC, apresentada pelo corrupto Ciro Nogueira(PP), que permitiria ampliar a cobertura do Fundo Garantidor de Crédito (FGC) de R$ 250 mil para R$ 1 milhão, por depositante, o que daria lastro financeiro para o Banco Master continuar as suas falcatruas.

Prisão e confisco de bens de todos os envolvidos

Não aceitaremos que esse escândalo acabe em acordão e sem punição aos criminosos ricos e da cúpula dos poderes do país. Defendemos cadeia para Vorcaro e toda a sua quadrilha e quem se beneficiou do esquema como Flávio Bolsonaro e Jaques Wagner e os presidentes da Câmara e do Senado. Cassação do mandato de todos envolvidos. Expropriação do banco Master e todos os bens da família de Vorcaro. Devolução imediata do dinheiro roubado dos fundos de pensão e a estatização do sistema financeiro. São medidas básicas para punir com força e sem conciliação os criminosos ricos do país.

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