COMBATIVAS debate programa feminista pautado na educação de gênero e no combate à misoginia.

Por Rosi Messias – Coordenação CST e Combativas 
O coletivo feminista COMBATIVAS reuniu ativistas para construir um programa eleitoral focado no combate à violência de gênero e na garantia dos direitos das mulheres. O seminário ocorreu no sábado, 4 de julho, com o objetivo central de formular as propostas feministas que pautarão as pré-candidaturas da CST nas próximas eleições.
A programação foi dividida em quatro eixos centrais de debate: educação, criminalização da misoginia, legalização do aborto e a luta das mulheres indígenas. A primeira mesa abordou a necessidade de uma educação feminista, sexual e de gênero nas instituições de ensino. Diante do avanço de grupos extremistas no ambiente digital — como a cultura redpill e incel —, debateu-se o agravamento dos casos de assédio, violência e feminicídio no ambiente escolar e universitário. Participaram do painel a companheira Bárbara Sinedino, pré-candidata a deputada federal pelo Rio de Janeiro, e a professora Leyza Buarque.
O segundo eixo de debate foi o combate à misoginia e a luta pela aprovação do Projeto de Lei 896/2023, que trata do tema. Apesar da recente aprovação do regime de urgência na Câmara dos Deputados, as organizadoras ressaltaram que a medida não garante a aprovação final da lei. O risco de esvaziamento do plenário pela direita ou a inclusão de emendas que enfraqueçam a proposta original foram alertas levantados pelas companheiras Rachel Ripani (do Levante Mulheres Vivas), Lorena Fernandes (pré-candidata a deputada federal) e Arrapha (professora e militante do COMBATIVAS). Destacou-se como ponto central do debate a necessidade de ocupar as ruas para garantir a aprovação do PL.
A terceira discussão foi a pauta da legalização do aborto e as ofensivas conservadoras contra os direitos reprodutivos já conquistados. O painel contou com a presença da companheira Mercedes de Mendieta, deputada argentina pela Frente de Esquerda e dirigente do movimento Isadora Mujeres en Lucha, que compartilhou a experiência de luta das argentinas pela conquista do aborto legal.
Encerrando o seminário tivemos o debate da luta das mulheres indígenas com a presença da companheira Mariza Santos, pré -candidata a deputada federal, uma discussão fundamental para fortalecer a luta dos povos originários.
Ao final do encontro, a companheira Alline Pedrotti, do COMBATIVAS, encaminhou que será disponibilizado um texto final do programa baseado nos acúmulos e debates do seminário, e fez o chamado a todes para a construção dessas pré-candidaturas feministas e socialistas.

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