Medidas urgentes contra o arrocho e a catástrofe socioambiental: enfrentar os bilionários, multinacionais, racistas e machistas!
Um programa operário, popular e feminista para tirar o Brasil da crise!
O tarifaço imposto por Trump contra o Brasil é uma medida imperialista, utilizada para defender os interesses dos EUA. Repudiamos essa ingerência e denunciamos qualquer tentativa de utilizar ações econômicas para interferir em nossas eleições. Por outro lado, criticamos a resposta do governo Lula, que mantém privilégios às multinacionais e segue entregando as terras raras. Defendemos a mobilização para romper com a submissão aos EUA e enfrentar o poder das multinacionais e Big Techs.
O Arcabouço Fiscal do governo Lula/Alckmin ocasionou cortes de verbas nas áreas sociais, congelamento salarial dos servidores federais e um baixo salário mínimo. Essa política beneficia os bilionários capitalistas, empresários e multinacionais. Enquanto isso, amargamos arrocho salarial e jornadas 6×1. E não há um plano nacional para enfrentar a catástrofe ambiental. As reivindicações feministas seguem pendentes. Lutamos pelo fim do arcabouço fiscal, emergência climática e medidas contra a misoginia.
O bolsonarismo já governou e é nosso inimigo. Eles tentaram dar um golpe para instalar uma ditadura. Atacaram nossa aposentadoria, empregos e carteira assinada com as reformas da previdência e trabalhista, privatização da Eletrobras. São misóginos e redpills. Além do que são aliados de um fascista como Donald Trump e dos naziosinistas de Israel.
Entendemos que a frente ampla de Lula, PT, PCdoB, PSOL e REDE e sua conciliação com a direita e os patrões não são uma saída para a classe trabalhadora e as mulheres. Apresentamos as propostas socialistas revolucionárias e feministas da CST. Lançamos Bárbara Sinedino (RJ), Lorena Fernandes (SP), Mariza Santos (PA) para a Câmara Federal. Aqui divulgamos a plataforma com a qual apoiamos as candidaturas do PSTU para a presidência da república (camaradas Hetz Dias/Vanessa Portugal), governadores (Vera Lúcia em SP, Cyro Garcia no RJ, Rafael Duda em MG, Cleber Rabelo no PA e Rejane Oliveira no RS), bem como ao Senado. É uma alternativa de independência política dos trabalhadores. Pedimos o apoio para essa esquerda independente, sem patrões.
- Combater o tarifaço de Trump nas ruas
Exigimos do governo Lula a aplicação da lei de reciprocidade, a regulação das big techs e das multinacionais estadunidenses, fim das isenções fiscais, taxar suas receitas e proibição de envio dos lucros aos EUA! Não pagar a dívida aos banqueiros e estatizar do sistema financeiro. Expropriar as multinacionais e big techs que interferem em nossa soberania, sob controle da classe trabalhadora. Fim da entrega das terras raras e dos contratos dos governos e das universidades com Google, Microsoft e Oracle! Proibição de instalação de datacenters! A expulsão do embaixador dos EUA e ruptura de relações com os nazistas de Israel.
2- Por reajuste salarial e em defesa do emprego
Apoiamos as lutas contra as perdas salariais e direitos. Não aceitamos congelamento salarial. Defendemos reajuste e reposição automática de acordo com a inflação. Pela duplicação do salário mínimo, rumo ao salário do DIEESE. Redução dos preços dos alimentos e tarifas. Fim das demissões e readmissão dos demitidos. Estatizar todas as fábricas que demitem trabalhadores e fecham as suas plantas. Garantia de estabilidade no emprego. Que terceirizadas tenham os mesmos direitos dos efetivos. Garantir direitos trabalhistas a trabalhadores e trabalhadoras de aplicativos. Pelo pagamento do piso da educação para professoras, funcionárias, aposentadas e contratadas.
- Redução da jornada de trabalho sem redução de salários
Apoiamos a pauta original do Movimento VAT que exige o fim da escala 6×1, para conquistarmos o direito ao descanso e ao final de semana. As jornadas de trabalho são longas e enfrentamos horas de deslocamentos. Lutamos contra a moderna escravidão capitalista e exigimos redução da jornada de trabalho, sem redução de salários e direitos. Contra qualquer retrocesso no senado. Por jornadas 4×3 e 36h semanais. Por mais tempo de descanso, lazer, estudo e convivência social. Por salário, tarefas e jornada de trabalho igual para mulheres, para o povo negro e LGBTQIA+.
- Defesa das pautas feministas
Estamos nas ruas exigindo o fim dos feminicídios, a criminalização da misoginia e a prisão para red pills. Devemos punir as big techs pela divulgação de conteúdos masculinistas, confiscando seus lucros para ações de educação feminista. Defendemos incluir na LDB e PNE a educação sexual com perspectiva de gênero! Pela elaboração de protocolos para garantir a segurança das mulheres nos locais de trabalho e estudo. Verbas públicas para proteção das mulheres. Em defesa dos direitos LGBTs! Aborto legal, seguro e gratuito! Cotas para as pessoas trans!
5- Emergência Climática Já!
Enquanto sediava a COP-30, Lula apresentou medidas como a perfuração de petróleo na foz do Amazonas e a privatização de rios. Em seu mandato, repassou quase R$ 1 trilhão ao Plano Safra do agronegócio. Além disso, segue negociando as terras raras com o imperialismo. Exigimos um plano nacional para enfrentar a crise socioambiental: em defesa dos biomas, planejamento urbano, políticas públicas de adaptação climática, verbas públicas para o fortalecimento dos órgãos ambientais. Revogação do Marco Temporal e fim do Plano Safra. Pela demarcação das terras indígenas! Pela expulsão das multinacionais e expropriação como a Cargil e Bela Sun. Apoiar a luta indígena em defesa do Xingu. Funcionamento apenas dos serviços essenciais em períodos de eventos extremos. Proibição da instalação de datacenters e apoio a luta dos povos indígenas Anacé em Pecem.
6- Pela revogação das contrarreformas trabalhista, previdenciária e do NEM
Defendemos a revogação da reforma da previdência, trabalhista, o Novo Ensino Médio e a privatização da Eletrobras. Revogar essas medidas significa reconquistar os direitos. Infelizmente Lula não revogou essas medidas. No caso do teto de gastos, o transformou no “Arcabouço Fiscal”. Fez alguns remendos no NEM, mantendo esses ataques. Nós seguimos lutando pela revogação de todas essas medidas, bem como contra qualquer nova reforma administrativa ou qualquer novo ataque à previdência.
- Pelo não pagamento da dívida externa e interna! Pela taxação de bilionários, empresas e multinacionais!
Dados da Auditoria Cidadã da Dívida mostram que a dívida consumiu mais de R$ 2 trilhões em 2025, ou 42,24% dos recursos do orçamento federal, sendo que a maior parte desse gasto corresponde aos juros nominais. Defendemos o não pagamento da dívida pública aos banqueiros. Todos os anos, trilhões de reais são destinados aos juros, amortizações e refinanciamento reduzindo os recursos das áreas sociais. Outra medida é a taxação de bilionários, grandes empresas e multinacionais. Os cerca de 300 bilionários brasileiros concentram uma fortuna de R$ 2 trilhões, enquanto trabalhadores enfrentam arrocho salarial e precarização. É essencial taxar as multinacionais. Em 2025, as multinacionais remeteram cerca de US$ 52 bilhões (aproximadamente R$ 290 bilhões) em lucros ao exterior. Enquanto enviam bilhões para suas matrizes, promovem demissões, fecham fábricas e ampliam a exploração.
- Reestatizar as empresas privatizadas e estatizar o sistema financeiro
Precisamos reestatizar as empresas privatizadas: Vale, CSN, Telebras, portos, hospitais universitários e as empresas estaduais. Por uma Petrobrás 100% estatal e sob controle da classe trabalhadora. Reverter a privatização da saúde, fortalecendo o SUS. É hora de acabar com a mamata dos banqueiros: fim da autonomia do Banco Central e estatizar o sistema financeiro. Assim poderíamos cancelar dívidas bancárias de empréstimos e juros praticados contra os trabalhadores, pequenos produtores rurais e comerciantes. Realizar um controle do câmbio, comércio exterior e garantir crédito barato para os pequenos produtores. Expropriação dos bancos e unificação de todos, gerando um único banco nacional sob controle dos trabalhadores. Pelo monopólio estatal do comércio exterior. Defendemos a expropriação das multinacionais que demitem e das empresas envolvidas em crimes socioambientais (Vale e Hydro) e escândalos de corrupção (Odebrecht, OAS, Camargo Corrêa).
10. Uma saída concreta para a classe trabalhadora e os setores populares
Com o não pagamento da dívida, taxação dos bilionários, reestatização do que foi privatizado e estatização do sistema financeiro, podemos garantir recursos para defender salários, serviços públicos, empresas estatais e um plano de obras públicas.
SALÁRIO E EMPREGO: Auxílio Emergencial e plano de obras públicas para garantir empregos e renda e garantir concursos públicos.
SERVIÇOS PÚBLICOS: Defender investimentos no SUS, universidades, escolas e empresas estatais. Reduzir preços da gasolina, gás, luz, saneamento e garantir transporte público gratuito federal.
MORADIA: Fim da especulação imobiliária e garantir moradia aos sem-teto; reforçar políticas para o povo negro, indígenas, mulheres, LGBTQIA+ e pessoas com deficiência.
OPRESSÕES: Defender políticas de inclusão, emprego e educação e direitos às pessoas LGBTQIA+. Garantir atendimento às mulheres que sofrem violência machista. Combater o racismo e o capacitismo; trabalho igual, salário igual.
MEIO AMBIENTE: Destinar recursos para os órgãos ambientais, de combate ao desmatamento do agronegócio capitalista, para a defesa da Amazônia e todos os biomas
POVOS INDÍGENAS: Garantir verbas para demarcação de todas terras indígenas e para todas aldeias;
CAMPONESES: garantir reforma agrária sob controle dos sem-terra.
Recursos para os camponeses, para produção de alimentos baratos para o povo trabalhador.
- Fim da repressão policial e contra a extrema direita bolsonarista
Pelo desmantelamento do aparato repressivo do Estado! Denunciamos caráter repressivo e racista da polícia e do judiciário. Punição aos policiais e responsáveis civis por assassinatos e chacinas. Fim da PM racista e todas as operações militares nas favelas e periferias com a hipócrita argumentação da “guerra às drogas”. Defendemos a legalização das drogas. Pelo fim da Força de Segurança Nacional e da PRF golpista. Fim da repressão e interditos judiciais nas greves, readmissão dos grevistas e pelo direito de livre manifestação. Punir todos os torturadores da Ditadura Militar. Fim dos assassinatos no campo e nas aldeias indígenas, prendendo os assassinos e mandantes. Punição dos políticos e empresários corruptos e confisco de seus bens.
É preciso lutar por um governo da classe trabalhadora, sem patrões
Esse Programa Alternativo contém medidas necessárias para construir um Brasil a serviço da classe trabalhadora e dos setores populares. Para isso, é preciso muita mobilização e organização social. Para organizar essa luta precisamos de entidades democráticas e classistas, lutando contra as direções burocráticas majoritárias da CUT, Força Sindical, CTB, UNE e UBES. Esse programa expressa nossa luta pela independência política da classe trabalhadora. Ele só poderá ser implementado por um governo da classe trabalhadora, sem patrões, e um Brasil socialista com democracia operária. Rumo a Federação de Repúblicas Socialista da América Latina.
