Chega de banqueiros, juízes e políticos corruptos!
Chega de banqueiros, juízes e políticos corruptos!
As revelações envolvendo Daniel Vorcaro e o Banco Master revelam mecanismos espúrios entre o sistema financeiro, empresários, juízes e políticos como Flávio Bolsonaro. Um esquema criminoso que envolve a compra de apoio político, favorecimento nos tribunais, enriquecimento, corrupção e ameaças. Diversos partidos estão envolvidos: a extrema direita bolsonarista; o Centrão que preside o congresso nacional; o PT, a frente ampla, o senador Jaques Wagner e o entorno de Lula. A bola da vez Alexandre de Moraes, ministro do STF; o deputado Nikolas e as doações de campanha de Bolsonaro e do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas.
O esquema do banco Master demonstra como funciona o regime político no capitalismo. Fica explicito que na falsa democracia dos ricos, o crime organizado se cria nos palácios, legislativo, judiciário e nos luxuosos prédios da Faria Lima e da Bovespa. No período em que investigações revelam novos escândalos, com protagonistas do congresso nacional e do judiciário, os poderosos adiam a votação pelo fim da escala 6×1, submetendo à classe trabalhadora a precarização. Por isso não podemos confiar nas atuais instituições do regime político corrupto e patronal, que atuam contra a classe trabalhadora, as mulheres, negras e negros os povos indígenas. Somente através de nossa união e mobilização vamos alcançar nossos diretos e impedir o cambalacho.
A corrupção está relacionada a uma estrutura na qual banqueiros e grandes empresários utilizam seu poder econômico para estabelecer relações privilegiadas com governos, parlamentares, o STF e instituições públicas. Bancos e Banqueiros conseguem circular pelos espaços de poder, estabelecer relações com governos, parlamentares e o STF garantindo benefícios. Enquanto isso, milhões de trabalhadores enfrentam juros elevados, privatizações, endividamento, massacre das plataformas digitais e precarização da escala 6×1. Esse vínculo espúrio entre o poder econômico, STF e poder político tem que ser derrubado. Mas isso só vai ocorrer como auto-organização operária e popular e mobilizações que pressionem nas ruas por uma apuração de toda as falcatruas.
As denúncias sobre as operações do Banco Master precisam ser investigadas até o fim. Não pode haver seletividade, acordos de cúpula e nem negociatas entre poderosos e empresários para se autopreservarem. E desde já repudiamos toda e qualquer ingerência dos EUA, de Trump e do imperialismo em nossas eleições ou nosso judiciário. Por isso defendemos a formação de uma comissão independente de apuração do caso, integrada por sindicatos bancários, federações de trabalhadores; entidades democráticas como ABI e OAB; e a ACD que acompanha e denuncia os mecanismos do sistema financeiro há décadas, apontando fraudes nos mecanismos da dívida e do banco master.
A CST, é uma força política da esquerda independente dos patrões. Nunca nos aliamos aos banqueiros e nem fizemos o jogo do podre poder atual. Não aceitaremos que esse escândalo acabe sem punição aos criminosos ricos e da cúpula dos poderes do país. Defendemos uma investigação ampla e transparente sobre o Banco Master e suas relações, com a quebra dos sigilos bancários, fiscais e digitais de todos os banqueiros, empresários, políticos e juízes envolvidos; Investigação de todas as operações realizadas pelo banco; prisão e confisco de bens de todos os corruptos e corruptores banqueiros, empresários, políticos e juízes. Revogação do mandato de todos envolvidos políticos, juízes, ministros e governadores. Eleição direita de todos os ministros do STF, STJ, TSE e demais tribunais e fim de seus privilégios. Expropriação do banco Master e todos os bens da família de Vorcaro. Devolução do dinheiro dos fundos de pensão. Expropriação das empresas corruptas.
Da forma como estão organizas as coisas, no balcão de negócios do STF e do congresso nacional, é impossível controlar de verdade o poder financeiro. A única saída lutar pelo controle o controle operário do sistema financeiro. Defendemos o fim da autonomia do banco central e a estatização do sistema financeiro, sob controle da classe trabalhadora, para impedir esquemas corruptos e colocar os recursos da economia a serviço das necessidades da classe trabalhadora.
03/09/2026
Corrente Socialista das Trabalhadoras e Trabalhadores