Abaixo a interferência digital das Big Techs nas eleições! Contra o favorecimento político Bolsonarista e falta de transparência!

No último período, intensificaram-se as tentativas do EUA de interferir na política brasileira, via um tarifaço e ações diplomáticas. Três episódios recentes mostram as das bigh techs favorecendo a campanha Bolsonarista.

O perfil do projeto Revelando, com episódio apresentado por Fábio Porchat, foi retirado temporariamente do Instagram, pela Meta, após publicar conteúdo sobre relações entre o Banco Master, a Igreja da Lagoinha e políticos reacionários. A CNBB informou que perdeu o acesso à sua conta oficial no X, indicando um possível hackeamento. Na mesma semana, a campanha de Lula denunciou que sua conta de anúncios no Facebook havia sido desabilitada pela Meta. Além disso, o TSE investiga uma possível atuação coordenada de contas no Instagram, envolvendo publicações relacionadas a campanhas, e determinou à Meta a preservação e o fornecimento de dados das contas investigadas. São episódios diferente, mas reforçam as denúncias que movimentos sociais estão fazendo contra interferência da extrema direita de Trump e das big techs em nosso país.

Denunciamos as ações das bigtechs e da extrema direita

Essa não é uma questão nova. Nas eleições de 2018, o Bolsonarismo contratou empresas para disparos em massa de mensagens pelo WhatsApp. Algo que mostrou o peso crescente das plataformas digitais, dos dados pessoais e da comunicação automatizada nas eleições brasileiras. Já o escândalo Cambridge Analytica demonstrou como dados pessoais podem ser utilizados para direcionamento político: informações de aproximadamente 87 milhões de perfis do Facebook foram obtidas e utilizadas para publicidade política, em favor da campanha de Donald Trump em 2016. Outros ativistas combativos já tiveram seus perfis censurados, como foi o caso de Chavoso, dentre outras lideranças.

Somos contras que as multinacionais digitais, cujos donos são agentes da extrema direita, decidam quem e o que pode ser publicado, anunciado, atuem para restringir a circulação democrática das informações. Pelo direito democrático de Porchat, CNBB e da campanha do presidente Lula expor suas idéias sem restrições algoritimicas. Do mesmo modo o papel de dominação e exploração que essas empresas fazem com nossos dados e nossos territórios.

Mobilizar nas ruas em uma ampla unidade de ação nas ruas!

É preciso ocupar as ruas, fortalecer o dia 28S, construir um novo EleNão. E fortalecer o apoio a lutas indígenas do povo Anacé e a luta popular de Belém do Para contra data centers. Apoiar a greve de bancários e bancarias da Caixa e as propostas de dos trabalhadores de Tecnologia da Informação da estatal. Exigir transparência dos algoritmos e sistemas de moderação, explicações para bloqueios e derrubadas, preservação de evidências e fiscalização pública sob controle dos movimentos digitais como a Coalizão de Direitos na Rede, sindicatos, entidades democráticas como ABI e OAB, movimentos feministas e entidades indígenas como APIB.

Infelizmente o governo Lula/Alckmin não combate o imperialismo e as bigtechs. Um exemplo foi a recente sanção presidencial do REDATA que destina 5 bilhões para os data centers da bigtecs. Por isso a frente ampla de Lula não é uma alternativa real para a classe trabalhadora e setores populares. Nas eleições, nossa lideranças Barbara Sinedino, Lorena Fernandes e Mariza Santos, são vozes da esquerda independentes e candidatas a deputadas federais. Estamos com Hertz, do PSTU, para a presidência da república, número 16.

Precisamos de luta nas ruas. E essa luta pode e deve ser unificada. Por isso batalhamos para que as frente brasil popular e povo sem medo realizem uma plenária da organização das lutas populares; que as CUT, CTB e demais centrais realizem uma assembleia da classe trabalhadora; visando uma jornada de lutas nacionais.

Defendemos a seguinte plataforma:

1- Combater Trump e a ingerência imperialista nas ruas! Aplicar a lei de reciprocidade, taxar as multinacionais. Expropriar as empresas que interferem em nossa soberania, como as bigtechs! Pelo não pagamento da dívida externa e estatização do sistema financeiro! Fim da entrega das terras raras e dos contratos do governo federal e das universidades com Google, Microsoft e Oracle AWS/Amazon! Proibir a ação da Palantir em nosso país e da Starlink, de Elon Musk, na Amazônia. Expulsão dos integrantes da Embaixada dos EUA que colaboram com os golpistas do 8J e ruptura das relações com Israel!

2- Transparência integral sobre os critérios utilizados pelos algoritmos para selecionar, recomendar, hierarquizar e ocultar conteúdos e anúncios. Garantia de que comissões independentes verifiquem os sistemas algorítmicos das multinacionais digitais. Criar mecanismos independentes de fiscalização das plataformas, com participação de sindicatos, pesquisadores das universidades, trabalhadores do ramo digital, usuários e organizações democráticas e dos movimentos de mulheres, negro, LGBTQIA+ e indígena.

3- Revogação da Lei 15504/2026 do REDATA do governo Lula e do congresso nacional! Nenhum incentivo fiscal às Big Techs e aos data centers! Nenhum centavo para empresas que lucram com nossa infraestrutura, energia, água e território! Contra energia nuclear e termoelétrica para data centers! Destinar 5 bilhões do REDATA para bolsas estudantis e pesquisas nas universidades.

4- Todo apoio ao povo Anacé! Em defesa das águas, florestas, territórios indígenas, ribeirinhos e quilombolas! Nossas águas, terras e florestas não estão à venda! Apoio as lutas das mulheres do Xingu contra Bela Sun!

5- Em defesa da soberania tecnológica e nacional, sob controle da classe trabalhadora e setores populares! Contra a entrega de dados estratégicos às multinacionais. Nas ruas em defesa das propostas da Coalizão Direitos na Rede que defende investimentos em infraestruturas digitais brasileiras, inovação no setor público, autogestão de redes e soberania digital. Não pagar a dívida e reestatizar as empresas privatizadas, destinando recursos para  ciência e tecnologia e para construir uma indústria nacional e estatal de tecnologia da comunicação e informação, para se contrapor as bigtechs. Apoiando propostas de Sindicatos de Jornalistas, pesquisadores e movimento que batalham pela democratização das comunicações.

6- Pela produção de pesquisa públicas em tecnologia digital com responsabilidade socioambiental, articulando universidades, empresas estatais, Institutos de ciência e tecnologia e órgãos federais. Que os investimentos de IA da Petrobras e Embrapa não seja canalizado para commodities poluidoras e devastadoras (petróleo, soja, minérios) para a exportação mas sim para nossa soberania econômica e digital, para pesquisas de transição energética, combate ao desmatamento, reflorestamento, segurança alimentar e agricultura camponesa. Por uma Vale 100% estatal: reestatizar a empresa e colocar seus investimentos de IA a serviço da classe trabalhadora e setores populares e recuperação de solos, territórios e populações afetados pela mineração, recuperar o rio doce e seus afluentes e para formulação de planos que defendam os biomas, formulem infraestrutura resiliente e ambientalmente viável para as cidades.

7- Apoiar movimentos por plataformas públicas e comunitárias baseadas na privacidade, na transparência e na participação democrática, combatendo a dependência de bigtechs. Verbas públicas às iniciativas digitais de sindicatos, comunidades, movimentos feministas, LGBTs e dos povos indígenas. Em defesa de Nuvem de dados 100% Soberana e Estatal, com infraestrutura e operação estatal e sob controle da classe trabalhadora, dos movimentos sociais e povos indígenas.

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