Verbas para educação e saúde, não para banqueiros!
O governo Lula anunciou um bloqueio de mais de R$ 22 bilhões no orçamento do país. Entre os ministérios mais afetados estão os da Educação (3º mais atingido), Cidades, Saúde, Transportes e outros. É absurdo! Como sempre, as áreas sociais são as campeãs de cortes e bloqueios do governo da Frente Ampla, prejudicando investimentos em educação, saúde, combate ao feminicídio e pautas do povo negro. Trata-se de uma austeridade perigosa, que abre caminho e fortalece a extrema direita.
Tira a tesoura da mão, Lula!
As pastas têm até o dia 8 de junho para definir como e onde serão feitos os cortes. A verdade é que, somente neste ano, o total de contingenciamentos sobe para R$ 23 bilhões, afetando principalmente os serviços públicos. No caso da educação, é preciso lembrar que o corte do governo é de quase R$ 2 bilhões, em um cenário de greve dos técnicos-administrativos das universidades, que já dura mais de 90 dias, sem que nenhuma solução tenha sido apontada pelo governo até o momento.
Além disso, há inúmeras reivindicações da juventude por assistência estudantil (bolsas, moradia e transporte) e por ampliação do acesso às instituições federais, como cotas para pessoas trans e vestibulares indígenas.
Devemos ressaltar, ainda, que o impacto na estrutura das universidades, no tripé ensino-pesquisa-extensão e na permanência estudantil pode ser ainda mais profundo. A falta de recursos, investimentos e a precarização das universidades podem levar à evasão e ao abandono dos cursos, especialmente entre os estudantes mais vulneráveis.
Pela revogação do Arcabouço Fiscal já!
O bloqueio ocorre para cumprir a nefasta lei do Arcabouço Fiscal, elaborada ainda no primeiro ano do governo Lula. Essa medida limita o avanço dos investimentos públicos para garantir o pagamento da dívida pública interna e externa aos banqueiros, funcionando de forma semelhante ao antigo teto de gastos do governo de Michel Temer.
É essa política que impede o atendimento das reivindicações dos TAEs em greve e que motivou ataques aos servidores da área ambiental, do INSS e aos trabalhadores estatais dos Correios e da Petrobras. Atacar a classe trabalhadora e os setores populares é o que alimenta a extrema direita e seus projetos eleitorais, como vimos recentemente no Chile, com o avanço do pinochetismo.
Seguir o exemplo dos estudantes da USP
Os estudantes da Universidade de São Paulo mostram o caminho para garantir nossas pautas ao enfrentar a PM do governo de extrema direita de Tarcísio de Freitas. É necessário exigir que a UNE, a UBES, a CUT, a CTB e as frentes Povo Sem Medo e Brasil Popular organizem uma jornada de lutas capaz de derrotar o bloqueio de verbas, defender o fim da escala 6×1 na votação do Senado e exigir do governo Lula a revogação do Arcabouço Fiscal.
Da mesma forma, é preciso prestar apoio ativo aos estudantes da USP e aos grevistas da FASUBRA.
No CONEG da UNE, realizado logo após esse anúncio de corte de verbas, temos mais um motivo para propor uma jornada nacional de lutas da juventude universitária.
Bloco ou Frente da Esquerda Independente nas lutas e nas eleições
É necessário que os partidos que não fazem parte do governo Lula se unifiquem para organizar essa batalha pela unificação das lutas. É preciso fazer o que a direção majoritária da UNE e da CUT não faz: construir a unidade na luta, como já ocorreu em outros momentos da juventude, do movimento sindical e do movimento popular. Um exemplo recente foi a Articulação Povo na Rua.
Ao lado da luta unificada, é preciso construir também a unidade política nas eleições. A CST, organização socialista revolucionária independente, propõe uma chapa coletiva para apresentar um programa alternativo ao da conciliação com os inimigos de classe representados pela Frente Ampla de Lula.
Uma frente da verdadeira esquerda que não dê fôlego à extrema direita. Defendemos que Samara, Hertz e Edmílson unifiquem suas candidaturas em uma demonstração de unidade daqueles que não defendem um governo com os patrões.
Propomos uma reunião da UP, PSTU e PCB, juntamente com MRT, SoB e outras forças, para tratar da unidade nas lutas e nas eleições.
COMBATE sindical SPFs
Juventude Vamos à Luta
