Seguir o exemplo da USP e das estaduais paulistas! Que a UNE convoque jornada nacional de lutas!

No dia 26/05 completamos um mês e meio de greve na USP. De lá para cá, a luta dos estudantes tem se confrontado diretamente com o projeto privatista e antieducação da extrema direita bandeirante do governador Tarcísio, o prefeito Nunes e o DESreitor Aluísio Fujão. Mobilizamos curso a curso, ocupamos a reitoria, enfrentamos a violenta repressão da Polícia Militar, inundamos as ruas de São Paulo. Nos unificamos com as greves da Unesp e da Unicamp. Agora, os professores da USP, influenciados pela luta estudantil, deflagraram greve. O SINTUSP, que realizou uma greve vitoriosa, tem nos apoiado. É hora de manter firme a luta para arrancar nossos direitos: PAPFE de um salário mínimo, bandejão digno, ampliação das vagas e reforma do CRUSP, cotas trans e para PCDs e vestibular indígena, dentre outras. Massificar o movimento na USP, nas estaduais paulistas, e coordenar ações com demais categorias para ter vitórias em nossas pautas. Unificar as lutas no estado de SP, numa jornada de mobilização, para derrotar a extrema direta nefasta, aliada de Trump.

Ventos da USP, Unesp e Unicamp chegando às federais

Os ventos da USP, Unesp e Unicamp começam a influenciar lutas nas federais. Há debates, inquietação em alguns cursos. A ocupação da USP é exemplo de luta. A repressão pela PM tá na boca do povo e causa comoção. Ocorrem protestos em algumas universidades, na UFRJ ou UFPA. Os técnicos administrativos estão há vários meses em greve, exigindo que o acordo firmado seja cumprido pelo governo Lula, e merecem apoio estudantil.
O movimento estudantil das federais tem muitas reivindicações não atendidas: verbas para garantir assistência estudantil, aumento das bolsas e seus valores, moradia e bandejão, conserto de elevadores e infraestrutura, iluminação dos campi, dentre outros aspectos, como melhoria de laboratórios, bibliotecas e restaurantes universitários. Para isso, temos de exigir de Lula o fim do Arcabouço Fiscal e do Plano Safra, que destina bilhões aos banqueiros e ao agronegócio. Defendemos verbas para a educação e os serviços públicos, e não para empresários e golpistas, além da taxação dos bilionários e das multinacionais. Assim, nunca faltariam verbas para creches no campus e para pautas feministas, antirracistas, anticapacitistas e LGBTQIA+.

Se você paga, não deveria!

Nas universidades pagas se acumulam questões como aumentos abusivos das mensalidades, fechamento de turnos e salas, dívidas estudantis. Além de problemas com a qualidade acadêmica, ausência de assistência estudantil e a democracia interna. Isso comprova que a educação não pode ser uma mercadoria nas mãos das empresas mantenedoras. A luta deve ser pela redução das mensalidades, garantia de qualidade, nenhum fechamento de turmas ou turnos, garantia de assistência estudantil, liberdade organização estudantil. Exigimos de Lula que as instituições que se negarem a isso precisam ser federalizadas, sem indenização, por descumprirem a função social da educação.

A direção majoritária da UNE não convoca as lutas

Nacionalmente, os setores da direção majoritária da UNE se limitam a dar apoio formal ao movimento, sem nacionalizar a solidariedade. Até aqui, têm se negado a unificar a juventude em todo o país, se nega a potencializar o novo momento do movimento estudantil que iniciou em São Paulo. Na USP, esse setor (UJS/PCdoB, Afronte/Resistência-PSOL e Paratodos/PT) começou a greve já buscando encerrá-la sem garantias de uma negociação. Expressão disso foi que, infelizmente, o CA da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade (FEA), único dirigido pelo PT na USP Butantã, foi o primeiro a votar pelo encerramento da greve, enquanto recebia diversas críticas dos estudantes por seu método antidemocrático. Algo lamentável. Perdem a oportunidade de unificar a luta das estaduais com um forte movimento nas federais, bem como de colocar em movimento um setor das instituições pagas. Ainda há tempo de rever essa atitude imobilista.

CONEG da UNE: votar jornada de lutas!

O próximo CONEG da UNE, em São Paulo, é a oportunidade de mudar esse cenário de marasmo e imobilismo na UNE. Na assembleia estudantil da USP realizada ontem, 26/05, aprovou-se que nossa representação nesse fórum da UNE leve a proposta de uma jornada nacional de lutas. É o momento de unificar a luta estudantil em todo país e avançar em nossas reivindicações, além de estar ao lado dos professores e servidores que neste momento estão em greve na USP, Unicamp e Unesp e na base da Fasubra.
Batalhamos para unificar o movimento estudantil em torno de reivindicações básicas, como verbas para assistência estudantil (bolsas, moradia, bandejão, transporte), cotas trans, vestibular indígena, concursos públicos, apoio aos técnicos administrativos e combate à repressão contra os estudantes da USP.
Uma das datas para essa jornada poderia ser o dia 09/06 que está sendo articulada por movimentos em SP.

 

Vamos à luta e Independentes

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