CST/Combate no VI Congresso da CSP Conlutas

No período de 18 a 21 de abril ocorrerá em São Paulo, o VI Congresso da CSP Conlutas. Esse congresso ocorre no marco das agressões imperialistas de Trump e dos Estados Unidos, que enfrentam forte resistência militar no Irã e a resistência dos povos do Líbano e da Palestina, bem como a solidariedade internacionalista dos povos do
mundo contra sendo um ponto alto os milhões que saíram às ruas nos Estados Unidos
contra a política de Trump. Na América Latina, o imperialismo, após o ataque contra a
Venezuela em janeiro, avança sobre Cuba e intensifica as ameaças sobre a região.

Já no Brasil, Lula se projeta para uma nova reeleição, apoiado em um balanço marcado
pelo descumprimento de promessas centrais, como a revogação das contrarreformas.
O teto de gastos foi mantido, por meio do arcabouço fiscal, garantindo a continuidade
do ajuste contra a classe trabalhadora. Nesse cenário, o escândalo do banco Master
contribui para a desestabilização do regime, atingindo sobretudo a Frente Ampla e
também o STF, o que coloca mais lenha na fogueira em tempos próximos às eleições.

As principais direções do movimento blindam o governo Lula e não enfrentam a extrema direita
Os principais processos de greves e lutas que ocorreram e ocorrem no país, como a
luta dos povos indígenas, demonstram que é possível avançar nas mobilizações e
derrotar os ataques dos governos.

O fato é que as principais direções do movimento de massas do país, como CUT, MST,
CTB, UNE e MTST, que se agrupam em torno das Frentes Povo Sem Medo e Brasil
Popular, ou não convocam mobilizações e jornadas nacionais de luta, ou, quando
convocam, não jogam peso nem constroem a devida unificação. Nos estados e municípios governados pela direita e extrema direita, como São Paulo, a brutalidade
dos ataques, como as privatizações, é extrema. No entanto, as principais direções
também não apostam em fortalecer e unificar a mobilização contra Tarcísio e contra a
extrema direita, impondo, em vez disso, calendários e ações dispersas e setorizadas, e
deslocando a luta para a via judicial ou eleitoral.

O congresso tem que ser uma virada de chave na central
Nesse contexto é que esse congresso tem que reafirmar A CSP-Conlutas como uma
central classista, independente de governos e patrões, e referência para setores combativos, sem vacilar diante de enfrentamentos ou ataques à classe trabalhadora.

Mas para reforça isso é importante que a central enfrente as debilidades, debilidades
políticas e organizativas através da intervenção na luta de classes e garantindo espaços na central que garanta uma dinâmica de debates e fóruns que de fato coloque a central em ação dinâmica e não sejam meros espaços formais.

Com uma atuação consistente, a CSP-Conlutas poderá se fortalecer, ampliar sua base,
reafirmar-se como referência de resistência classista e garantir coerência política, força
organizativa e capacidade de enfrentar os desafios do movimento sindical e da luta de
classes no país. Essa será a principal batalha do Combate Sindical e da CST nesse
congresso.

Presença internacional e debates importantes
Na programação do congresso ocorrerão debates fundamentais. Destacamos o painel
“Um programa dos trabalhadores e trabalhadoras brasileiros frente a crise do capitalismo”, com representação de várias organizações da esquerda independente, o
camarada Plínio Jr e a CST, que irá compor a mesa apresentando nossa defesa de uma frente da esquerda independente e uma candidatura única da esquerda não lulista nas eleições.

Também destacamos a presença internacional de José Bodas, secretário-geral da
Federación Unitaria de Trabajadores Petroleros de Venezuela (FUTPV), membro da
corrente sindical CCURA e do PSL, seção da UIT-QI na Venezuela. Bodas participará do painel “A luta da classe trabalhadora contra o imperialismo no mundo e a solidariedade entre os povos”. Além disso, ele irá participar de uma atividade autogestionada organizada pelo Combate Sindical e será parte da nossa delegação ao
congresso, reforçando o perfil internacionalista da intervenção da CST e do Combate
nesse evento. Também durante congresso realizaremos uma plenária das combativas
para fortalecer a luta contra o feminicídio e misoginia no país.

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