Repudiamos a interceptação ilegal e repressiva da Frota Global Sumud por parte de Israel!
Declaração urgente da UIT-QI
Na quarta-feira, 29 de abril, navios da marinha do Estado sionista de Israel abordaram, no Mediterrâneo, as quase 60 embarcações da Flotilha Global Sumud que se dirigiam a Gaza, em sua missão de solidariedade humanitária com o povo palestino.
Trata-se de uma nova interceptação ilegal e repressiva em águas internacionais próximas à ilha de Creta, na Grécia, para onde se dirigiam a fim de reabastecer-se em seu caminho para a Palestina. As forças navais israelenses estavam atuando a 1.100 quilômetros de Gaza e de Israel.
“Essa ação representa uma potencial violação do direito marítimo internacional e da Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar (UNCLOS), que limita os poderes de interdição em águas internacionais, salvo em casos específicos como a pirataria ou com o consentimento do Estado de bandeira” (El País, 29/4/2026).
O Ministério das Relações Exteriores de Israel confirmou sua ação repressiva, publicando uma mensagem no X com imagens supostamente da carga dos barcos da Flotilha
“Lanchas militares se aproximaram de nossos barcos, identificando-se como israelenses, apontando lasers e armas semiautomáticas para nós e ordenando aos participantes que se dirigissem para a proa dos barcos e se ajoelhassem”, indicou a Flotilha em sua conta no X. Além disso, denunciou que as comunicações das embarcações estavam sendo interceptadas.
A frota partiu no último domingo do porto italiano de Augusta, na Sicília, e é composta por centenas de voluntários de diversos países do mundo.
Tudo isso ocorre devido à impunidade de que Israel goza em suas ações criminosas e genocidas. O país age livremente às portas da Grécia ou da Itália, sem que nenhum governo da União Europeia (UE) levante um dedo. É mais uma demonstração das ações repugnantes do Estado sionista de Israel, que se considera no direito de agir militarmente de qualquer forma e em qualquer lugar. Seja contra o povo palestino, do Líbano ou do Irã. Para isso, conta com o apoio incondicional dos EUA e do ultradireitista Donald Trump.
No momento de encerrar esta declaração, não se sabia nada sobre a situação das tripulações e das centenas de ativistas participantes da Flotilha. Entre os membros da Flotilha estão a ferroviária Mónica Schlotthauer, deputada da Izquierda Socialista (IS) e da FITU da Argentina; Ezequiel Peressini, dirigente da IS e da UIT-QI; e Gorkem Duru, dirigente do Partido da Democracia Operária (IDP) da Turquia e da UIT-QI.
Da UIT-QI, exigimos que se esclareça urgentemente o estado e a situação dos e das integrantes da Flotilha detidos, que se garanta sua integridade e que não haja qualquer tipo de agressão contra eles. Exigimos que os governos de todo o mundo, especialmente dos países de origem dos e das integrantes da Flotilha, intervenham em prol da segurança da vida dos e das participantes da Flotilha e de sua libertação imediata. Assim como pela devolução de toda a ajuda humanitária e das embarcações da Flotilha.
Da UIT-QI, convocamos à mobilização, nas ruas, em todo o mundo, com a mais ampla unidade de ação das organizações sociais, políticas, sindicais e de juventude, para reivindicar estes pontos em defesa da Frota Global Sumud e em solidariedade à luta do povo palestino.
Liberdade imediata para a Frota Global Sumud! Palestina Livre, do rio ao mar!
Unidade Internacional das Trabalhadoras e Trabalhadores – Quarta Internacional (UIT-QI) – 29/4/2026
