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Às vésperas do início das eleições, o anúncio de novas tarifas de 25% sobre parte das exportações brasileiras recoloca a luta contra a ingerência dos EUA em nosso país. As medidas atingem setores específicos das nossas exportações, enquanto preservam segmentos estratégicos Estadunidenses. Defendemos a mobilização para romper com a submissão aos EUA, as multinacionais e Big Techs.
Ao mesmo tempo, há riscos de que a Casa Branca e as Big Techs utilizem as plataformas digitais e a inteligência artificial para influenciar politicamente em favor do bolsonarismo. Esse debate coloca a necessidade de mecanismos públicos de fiscalização dos algoritmos e igualdade de acesso às plataformas. Defendemos uma comissão de entidades (ABI, OAB, centrais sindicais), especialistas das universidades e movimentos de segurança digital para garantir essa transparência.
Lula não combate Trump e os EUA
Em meio a um cenário de intensa ingerência dos EUA, Lula não responde corretamente. Faz discursos e aponta medidas mínimas, mas não enfrenta a Casa Branca, Trump, as Big Techs e os nazi-sionistas de Israel. A Frente Ampla responde por meio da negociação diplomática. Mas, com a extrema direita fascista, não há negociação possível. E o pior é que entrega nossas terras raras. Ao mesmo tempo, mantém uma política econômica a serviço das multinacionais e dos empresários. Enquanto isso, vivenciamos arrocho salarial, longas jornadas e diminuem os investimentos públicos.
É necessária outra política, que defenda nossa soberania nacional e garanta direitos para a classe trabalhadora. E que combata frontalmente a crise climática e ambiental capitalista ditada por Trump e as multinacionais.
A catástrofe ambiental no Brasil
As sucessivas catástrofes que atingiram RS, RJ e SP reforçam a urgência de políticas permanentes de prevenção, adaptação climática e planejamento urbano. Os impactos recaem principalmente sobre trabalhadores e populações periféricas, evidenciando a necessidade de verbas para proteção ambiental e à redução das desigualdades sociais. É preciso luta coletiva para enfrentar o negacionismo de Trump, Flavio Bolsonaro e exigir do governo Lula a emergência climática já.
Seguir o exemplo das mulheres em luta
As mobilizações feministas pela criminalização da misoginia são um exemplo do que devemos fazer para enfrentar o tarifaço, responsabilizar as plataformas digitais e combater a catástrofe ambiental: ocupar as ruas por nossas reivindicações. A violência machista continua. Do mesmo modo, continuam a disseminação de discursos misóginos nas redes sociais e o crescimento de grupos red pills nas plataformas digitais. É necessário unificar as lutas com os protestos feministas.
A Frente Ampla de Lula não é solução!
Entendemos que a Frente Ampla de Lula baseada na conciliação com a direita e os patrões, não representa uma saída para a classe trabalhadora e as mulheres. A CST apresenta suas propostas socialistas revolucionárias e feministas, com as candidaturas de Bárbara Sinedino (RJ), Lorena Fernandes (SP) e Mariza Santos (PA) à Câmara Federal, além do apoio à chapa presidencial do PSTU (Hertz Dias e Vanessa Portugal) e às demais candidaturas a governo, senado e deputado estadual, como expressão de uma alternativa de independência política dos trabalhadores.
Defendemos:
a- Combater o tarifaço de Trump nas ruas: aplicar a lei de reciprocidade, regular as Big Techs, proibir o envio de lucros das multinacionais, cortar as isenções fiscais e taxar suas receitas! Expropriar as empresas que interferem em nossa soberania! Fim da entrega das terras raras e dos contratos dos governos e das universidades com Google, Microsoft e Oracle! Palestina livre! Fora Trump da América Latina!
b- Chega de arcabouço fiscal e plano safra do governo Lula! Fim da escala 6×1, por 36 horas semanais! Taxação dos bilionários e não pagamento da dívida! Aumento de salário e redução da jornada! Fim da autonomia do Banco Central e estatização do sistema financeiro!
c- Prisão e confisco dos bens da família Bolsonaro e de todos os golpistas do 8J! Revogação da reforma da Previdência, da reforma trabalhista, do NEM e da privatização da Eletrobras! Expulsão dos integrantes da embaixada dos EUA que colaboram com os golpistas do 8J e ruptura das relações com Israel!
d- Fim dos feminicídios, criminalização da misoginia, prisão para red pills! Punir as Big Techs pela divulgação de conteúdos masculinistas! Incluir na LDB e no PNE a educação sexual com perspectiva de gênero! Em defesa dos direitos LGBT! Aborto legal, seguro e gratuito! Cotas para as pessoas trans!
e- Fim das operações policiais contra o povo negro nas favelas e periferias! Pela punição de todos os responsáveis, militares e civis! Fim da PM!
f- Verbas para a educação, e não para banqueiros! Plano nacional de assistência estudantil, reajuste das bolsas estudantis, reformas e ampliação das moradias e dos bandejões!
g- Emergência climática já! Medidas urgentes sobre o El Niño! Demarcação já! Revogação do marco temporal e do PL da Devastação! Em defesa dos rios e das florestas ancestrais! Expropriação e punição das empresas poluidoras, como a Cargill e a Belo Sun! Em defesa de nossas águas: proibir a instalação e o funcionamento de data centers!
h- Abertura do sigilo bancário, fiscal e digital de todos os envolvidos no Banco Master. Expropriação do Banco Master e de todos os bens da família Vorcaro. Prisão e cassação de todos os envolvidos. Devolução do dinheiro roubado dos fundos de pensão e estatização do sistema financeiro.
