A chuva é natural, a destruição é culpa dos governos

Por Mateus e Ezeiel, CST São Paulo

Vivemos, no mundo e no Brasil, eventos climáticos extremos: grandes secas, chuvas acima das médias históricas e outros eventos. As grandes mídias chamam de crise climática, tentando indicar algo natural. Nada mais falso e cínico!

Nos primeiros meses de 2026, o Brasil sofreu com chuvas em várias cidades. Segundo o Cemaden, os alertas mais comuns em 2025 foram de inundações e, principalmente, deslizamentos de terra. Os documentos apontam Juiz de Fora atrás apenas de Manaus (AM), São Paulo (SP) e Petrópolis (RJ) entre as cidades com mais alertas.

Se os governos sabem disso, têm dados e cientistas alertando, e além disso foram sugeridas “obras de mitigação” no PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), por que os governos ignoram?

Tudo para garantir o lucro de uma minoria, enquanto os setores oprimidos, a juventude e os trabalhadores são condenados a pagar as consequências de algo que não geramos.

O governo de Tarcísio (SP) propôs uma redução de 60% na verba para drenagem e combate a enchentes em 2026. Já Zema (MG) foi denunciado por reduzir em 96% as verbas para a prevenção de impactos das chuvas, com o valor caindo para apenas 5,8 mil.

O governo Lula já havia cortado, mas, além dos discursos bonitos, tem adotado uma política de privatização de rios e aumento de isenção fiscal ao agronegócio.

Como enfrentar a crise capitalista?

Recentemente tivemos um grande exemplo para todos os lutadores do Brasil: a ocupação da Cargill em Santarém/PA protagonizada pelos povos indígenas, que conquistaram a revogação do decreto de privatização dos rios Madeira, Tocantins e Tapajós. Esse é o caminho: lutar sem rabo preso com os governos ou com o sistema.

Defendemos medidas efetivas imediatas e um plano de emergência climática que solucione os nossos problemas.

Com essas lutas, queremos edificar uma nova sociedade que destrua essa lógica de morte e lucro e possibilite uma nova forma de viver, para que todos possamos ser socialmente iguais e humanamente livres. Lutamos por um governo da classe trabalhadora, um Brasil socialista e uma Federação das Repúblicas Socialistas da América Latina.

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