Programa Feminista para enfrentar a violência de gênero

Comissão de Mulheres da CST

A violência de gênero tem sido uma realidade que nos assola, e é a expressão mais brutal da opressão que sofremos em um sistema capitalista e patriarcal, que explora nossos corpos e nosso trabalho.

No Brasil, a cada dia, quatro mulheres são assassinadas simplesmente por serem
mulheres, e 2025 foi o ano com o maior número de feminicídios já registrados, enquanto o governo utilizou apenas 15% do orçamento previsto no plano nacional de prevenção. Diante disso, apresentamos um programa emergencial de enfrentamento à violência machista, para exigir medidas concretas e salvar vidas.

Exigimos a criminalização da misoginia como crime de ódio e a prisão de feminicidas,
estupradores, abusadores e dos líderes de movimentos como a redpill, que pregam o ódio contra as mulheres. Defendemos delegacias da mulher 24 horas com policiais treinados, casas-abrigo financiadas e divulgadas em todo território nacional, e a punição efetiva para agentes públicos omissos.

Lutamos por orçamento público de verdade, destinando 10% para políticas para as
mulheres, com o não pagamento da dívida pública aos banqueiros, pois a dívida é conosco.

Defendemos o aborto legal, seguro e gratuito pelo SUS, além de educação sexual nas escolas que ensine sobre consentimento e identificação de abusos desde a infância.

Para romper o ciclo de dependência que prende as mulheres a relacionamentos violentos, exigimos creches públicas, restaurantes populares, lavanderias comunitárias, moradia digna, emprego formal e o fim da escala 6×1.

Nosso feminismo é antirracista, anticapacitista e anti-LGBTfobia, por isso defendemos cotas para mulheres negras, indígenas e pessoas trans, políticas de enfrentamento ao racismo ambiental e o fim de todas as formas de discriminação.

Por fim, exigimos uma educação não sexista nos currículos escolares, combatendo o
conservadorismo e a ideologia redpill dentro das escolas, com punição exemplar para
professores e funcionários que assediam estudantes.

Sabemos que nenhuma conquista será duradoura enquanto existir o capitalismo, que se alimenta da opressão, mas na luta de hoje erguemos nossas bandeiras imediatas para salvar vidas e nos organizar para enterrar este sistema. Pela vida das mulheres e nenhum agressor impune!

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