Unificar as lutas em SP
Por Danilo Bianchi – Conselheiro Apeoesp e Direção CST
Em São Paulo, o governo de Tarcísio e da extrema direita chega ao final do mandato, deixando uma herança nefasta para a população pobre e trabalhadora, marcada por privatizações, militarização, uma polícia cada vez mais assassina que goza de impunidade, ataques à cultura, defesa intransigente da especulação imobiliária, apoio ao nazi-sionismo de Israel e subserviência ao imperialismo estadunidense.
No caso dos servidores públicos, o legado inclui arrocho salarial, precarização do trabalho e mais exploração. Na capital, o mesmo caminho segue sendo traçado pelo prefeito Ricardo Nunes, grande aliado de Tarcísio de Freitas.
Diante desse cenário, os trabalhadores vão demonstrando disposição de luta e apontando qual a melhor forma de enfrentar o governo da extrema direita. Na primeira semana de abril, diversas categorias estiveram mobilizadas, realizando manifestações, atos e assembleias.
Destacamos as fortes mobilizações dos servidores técnicos administrativos da USP, que realizaram ato na USP no dia 31/03 e aprovaram greve para 14/04. Os servidores, professores e trabalhadores da educação do município de São Paulo realizaram fortes paralisações e assembleias em 9/04 e terão novas assembleias em 15/04 e 16/04. Já na rede estadual, a categoria realizou a maior assembleia dos últimos 2 anos no dia 10/04 e apontou nova assembleia para 28/04.
A grande barreira que impede de avançar o movimento para impor uma derrota mais contundente a Tarcísio, Nunes e à extrema direita é a falta de unificação desses processos de luta. Infelizmente, as principais direções desses sindicatos, ligados principalmente à CUT e à CTB, não apostam na unidade da classe trabalhadora, trabalhando sempre com calendários dispersos e apostando apenas na justiça ou na resolução dos problemas das categorias via processo eleitoral.
Consideramos esse um caminho equivocado. Para derrotar a extrema direita e os ataques dos governos, o caminho é a luta nas ruas e as mobilizações. Por isso, defendemos uma reunião de todas as entidades do funcionalismo paulista, do estado e da capital para encaminhar um calendário unitário de mobilizações, com dia de paralisação geral do funcionalismo, rumando a uma greve geral. Entendemos que nesse marco seria possível derrotar as políticas dos governos e da extrema direita.
