Venezuela: basta de pilhagem imperialista! Todos os recursos para os afetados pelos terremotos!
Por Imprensa PSL.
30/07/2026. Pouco mais de um mês se passou desde o duplo terremoto de 24 de junho, que devastou nosso país. A tragédia sócio-natural, que até o momento resultou em mais de 5.000 mortes, 17.000 feridos, cerca de 20.000 pessoas desabrigadas e 190 prédios destruídos, é agravada pela catástrofe social, que o povo trabalhador venezuelano vem sofrendo há mais de uma década.
A situação das milhares de famílias afetadas, que perderam tudo, é agravada por salários de fome, pela destruição dos serviços públicos e pelo duro ajuste capitalista implementado pelo governo, com consequências aprofundadas pela corrupção e pelas sanções imperialistas.
Em meio a essa dupla tragédia, é urgente que o governo destine todos os recursos econômicos para auxiliar as vítimas e para a reconstrução de La Guaira e de outras áreas gravemente afetadas do país.
Hoje, mais do que nunca, é urgente que o governo decrete um aumento geral de salários e pensões, diante da grave crise que nós, trabalhadores e setores populares, estamos vivenciando, pois somos sempre os mais afetados. Exigimos também que sejam discutidos acordos coletivos em todas as empresas públicas e privadas, e que todas as reivindicações trabalhistas sejam atendidas.
Exigimos o fim do controle dos EUA sobre o nosso petróleo
No entanto, nada disso será possível se não enfrentarmos, de forma unitária, a interferência do imperialismo estadunidense, que hoje decide o destino dos recursos petrolíferos, mantém sanções e tenta impor um processo eleitoral ditado pelo Departamento de Estado, submissamente endossado por todos os partidos da oposição burguesa, e por alguns que se dizem de esquerda.
É por isso que nós, do Partido Socialismo e Liberdade, exigimos que os Estados Unidos liberem os mais de 25 bilhões de dólares que congelaram em bancos internacionais, incluindo o ouro mantido no Banco da Inglaterra.
O Financial Times, jornal da oligarquia financeira internacional, revelou recentemente que os Estados Unidos receberam 13 bilhões de dólares este ano com a venda do nosso petróleo. O próprio jornal imperialista pergunta: onde está esse dinheiro? O povo venezuelano deveria estar se fazendo essa mesma pergunta.
Os Estados Unidos tentam se apresentar como muito caridosos e humanitários ao “doar” US$ 300 milhões, enquanto controlam nosso petróleo, mantêm sanções ilegais e opressivas contra o nosso país e impedem o acesso a recursos substanciais, que poderiam ser usados para aumentar salários, recuperar serviços públicos e auxiliar as vítimas do terremoto.
O chavismo capitulou diante de Trump
Tudo isso aconteceu com a anuência do governo chavista de Delcy e Jorge Rodríguez, e de Diosdado Cabello, que, após 3 de janeiro, optaram por fazer um acordo com Trump para entregar o país aos Estados Unidos e, assim, permanecer no poder.
Os porta-vozes do chavismo justificam essa rendição alegando ser uma “retirada tática”. Distorcem a história, argumentando que Bolívar também teria feito um pacto circunstancial com o Império Espanhol, algo completamente falso.
Na realidade, trata-se de uma capitulação total do chavismo, semelhante à de outros movimentos nacionalistas burgueses.
Os abutres financeiros estão estendendo suas asas sobre o nosso país
O governo está se preparando para reestruturar a dívida de 240 bilhões de dólares. Ele pretende pagar a dívida externa, apesar da tragédia causada pelo duplo terremoto.
Diversos grupos de credores já foram formados. Quinze novos fundos aderiram ao Comitê de Credores da Venezuela nos últimos dias e, como aves de rapina, tentam se apoderar de nossos recursos.
Exigimos que o governo de Delcy Rodríguez não pague a dívida externa, que defenda seu cancelamento diante da grave emergência humanitária e que destine todos esses recursos ao aumento de salários e pensões e ao auxílio às vítimas dos terremotos.
Maria Corina Machado e seus aliados endossam a interferência imperialista
Por outro lado, a oposição patronal, liderada por María Corina Machado, os partidos burgueses e seus operadores sindicais estão normalizando a agressão imperialista, ao endossar o plano intervencionista em três fases dos ultra-direitistas Donald Trump e Marco Rubio.
Não contentes em pedir sanções, a agressão militar de janeiro – que deixou 100 mortos – e os bombardeios no Caribe, em que dezenas morreram, agora também se submetem ao diálogo com o governo, imposto por Trump, para realizar eleições adaptadas às suas necessidades, arquitetadas às escondidas do povo.
Por um plano de emergência
Nós, do Partido Socialismo e Liberdade, defendemos que a prioridade é auxiliar as milhares de pessoas afetadas pelos terremotos. Todos os recursos do Estado devem ser destinados a um fundo de emergência, para aumentar salários e pensões, restabelecer os serviços públicos e desenvolver um plano de reconstrução, discutido com as comunidades afetadas, e não com o exército sionista, que está cometendo genocídio na Palestina, nem com as grandes empresas imobiliárias pertencentes aos amigos de Trump.
Para que esses planos sejam implementados, exigimos que o imperialismo estadunidense suspenda as sanções e cesse seu controle sobre as receitas do petróleo.
- Não ao pacto entreguista entre o governo de Delcy Rodríguez e Trump!
- Não ao pagamento da dívida externa!
- Fora Trump e o sionismo da Venezuela e da América Latina!
