Governo Lula propõe arrocho no salário e benefícios nos correios: Construir a greve nacional da categoria ecetista!
Adriano Dias – Combate – Correios
O governo Lula e a direção dos correios apresentaram na mesa de negociação da campanha salarial dos correios uma proposta absurda de 0,87 % de reajuste no salário e beneficios, de praticamente acabar com assistência do plano de saúde e os 70% de férias, além de outras medidas.
Essa proposta segue a lógica do arcabouço fiscal do governo, que corta no essencial para manter os privilégios dos banqueiros, do agronegócio e dos empresários. Nos correios essa política de ajuste está sendo aplicada via a desestruturação/ reestruturação da estatal e quem está pagando essa conta são as trabalhadoras e trabalhadores ecetistas.
O centro desse brutal ajuste fiscal é atacar o salário, beneficios importantes, como o plano de saúde, hoje precarizado e gratificações. Reduzir o quadro de pessoal, via PDV, acabar com o carteiro pedestre e aplicar profundas mudanças na estrutura e patrimônio da empresa através do fechamento e venda das unidades. Não temos dúvida que a reestruturação/desestruturação dos correios é uma preparação para a privatização e por isso tem que ser derrotada.
A categoria rejeitou essa proposta e o governo e a direção dos correios covardemente saíram da mesa de negociação e entraram com um pedido de mediação do TST. Uma postura inaceitável que demonstra uma disposição de enfrentamento à categoria.
As direções têm que construir a greve
Após a rejeição de forma unânime da proposta do governo nas assembleias realizadas no dia 25/08, a categoria aprovou um indicativo de greve para o dia 10/09. Aqui cabe um ponto de inflexão. Diante da intransigência da empresa e a sua tentativa de judicialização do ACT (Acordo Coletivo de Trabalho) seria necessário antecipar as assembleias e a greve para responder mais rapidamente a essa política intransigente.
Exigimos que as direções das duas federações e sindicatos (FINDECT/ FENTECT, CUT, CTB, artsind-PT e PCdoB) construam de verdade o indicativo de greve via panfletagens, visita nas unidades, reuniões de delegados sindicais. Preparar uma forte greve nacional unificada com comandos democráticos e mobilização em cada local de trabalho.
Não aceitaremos a falta de independência politica dessas direções em relação ao governo Lula.
Defendemos ainda que a direção das grandes centrais sindicais, como CUT e CTB, apoiem a categoria ecetista e que busquem a unidade com outras categorias como bancários que também estão em campanha salarial.
Por uma forte greve nacional
É fundamental construir uma forte greve nacional. Foi o movimento paredista no final do ano passado que impediu o reajuste zero e outros ataques no ACT atual que hoje deixaria o nosso salário congelado. Temos que lotar a assembleia do dia 10/09, rejeitar a proposta do governo e aprovar iniciar a greve sem deixar espaço para a enrolação da categoria.
É só na luta que poderemos conquistar aumento real de salário e nos beneficios, manutenção da assistência à saúde, dinheiro para os correios e não para os banqueiros e derrotar a política de desestruturação da empresa aplicada por Lula/Rondon.