A voz de estudantes Fora da Ordem
Após o último congresso da UNE, conversamos com ativistas da Tese Fora da Ordem, muitos deles participando pela primeira vez de um evento nacional do movimento estudantil. Lutaram diariamente contra todas as “tentativas da UJS de desmoralizar a oposição de esquerda” e se mantiveram firmes. Vamos ouvir o que a galera que não cansa de lutar tem a dizer:
“Como estudante que nunca havia estado no Conune, a 60ª edição trouxe uma compreensão prática do que é o movimento estudantil, dos embates que existem nele, e da urgência de uma juventude forte e combativa contra o avanço da extrema-direita. A tese “Fora da Ordem” cumpriu seu papel de colaborar para a unificação da oposição de esquerda, lutando por diálogo e convergência de valores, sem abrir mão do inegociável: independência do governo, antifascismo, inclusão e pertencimento nas universidades para os mais marginalizados, anti-imperialismo e radicalidade. Unificada, a oposição de esquerda fez o maior barulho ecoando nos últimos anos, gritando a vontade clara dos estudantes: queremos combater!”

Milena Félix, Filosofia USP
“Participar da luta e mobilização com a Juventude Vamos à Luta no ConUNE foi uma experiência inesquecível. Durante o congresso, batalhamos por uma UNE independente, combativa e que realmente represente os interesses dos estudantes.
O congresso em si foi caótico e muitas vezes cansativo pelas tentativas incansáveis de desmobilização da majoritária. Porém, não nos impediu de defender a Tese “Fora da Ordem” e conversar com os estudantes que a única saída é construir as lutas nas ruas!”

Giovanna Cecchi, Arquitetura e Urbanismo, UNESP – Campos Bauru.
“Participar do 60° CONUNE, poder, finalmente, conhecer vários dos companheiros de outros estados e compartilhar, com o apoio da nossa tese “Fora da Ordem”, esse momento de luta pelo fim do arcabouço fiscal, rompimento de relações do Brasil com o estado nazissionista de Israel e pela recomposição orçamentária, foi uma experiência marcante e enriquecedora. Ainda que tenhamos passado por muitos desafios durante nossa estadia no congresso, como o alojamento em condições precárias, o atraso nos ônibus, café da manhã e almoço, conseguimos obter intervenções significativas. O ato de união entre boa parte da oposição se mostrou uma forte ameaça para a majoritária, e apesar de esse ato político de unificação não ser o fim da direção imobilista na UNE, foi gratificante ver o que tanto defendemos desde o princípio acontecer. Parabéns a todos da CST, UIT e Vamos à Luta, por defender incansavelmente as propostas e que essa batalha continue, seja no meio estudantil ou trabalhista!”

Rariane Agatha, Arquivologia da UFF
“Fazer parte da delegação da Juventude Vamos à Luta na 60° edição do CONUNE, representando a tese Fora da Ordem, foi uma experiência indescritível. Pela primeira vez tive a oportunidade de atuar como militante junto de outros companheiros de diferentes lugares do Brasil, com diferentes culturas, mas com um mesmo propósito: unificar a oposição de esquerda e apresentar a nossa tese para os jovens presentes na UNE. Ao decorrer desses 5 dias vivemos as felicidades e enfrentamos as adversidades do CONUNE em prol de algo muito maior do que aspirações individuais, mas a partir de uma luta coletiva. Conquistamos nosso espaço no congresso através do esforço de cada um e cumprimos nosso papel com êxito”.

Gal, Letras da UFF
“Participar do Conune foi uma experiência marcante que reacendeu minha vontade de lutar. Pude sentir de perto a força da mobilização estudantil e também enxergar como a majoritária tenta calar a oposição com táticas desleais. Saio fortalecido e ainda mais comprometido com a luta”.

Paulo Ricado, Filosofia na UFU
“Estar no CONUNE foi uma experiência totalmente nova que me ajudou a ampliar ainda mais minha visão sobre o meio acadêmico e o movimento estudantil. Ao meio de desigualdade e lutas, é notável o quanto são necessárias as requisições da oposição sobre mudança da direção e fim do imobilismo”.

Kalleb, Ciências Contáveis FECAP
“Viajamos horas a fio, dias dentro de ônibus tendo como um difícil objetivo: forjar uma força independente e unificada, e mostrar que é possível derrotar a extrema-direita e o arcabouço fiscal! Todos estavam muito distantes quando se encontraram, sem saber nem onde comer, o que e como faríamos lá. Conseguimos nos organizar para entregar a tese, mas haviam trocado o local. Atuamos de forma confusa de início, mas nos próximos dias, nas plenárias, começamos a melhorar nossas intervenções, as coisas foram se esclarecendo.
Fomos à atos, foi cansativo, mas o esforço valeu a pena. No final, mesmo com a resistência da majoritária, marchamos até as plenárias finais e atuamos de forma exemplar”.

Maria Isabel, Letras da UFRJ
