Fora Trump do Brasil e da América Latina! Combater nas ruas a interferência imperialista de Trump!
No último período, intensificaram-se as tentativas do EUA de interferir na política brasileira, via um tarifaço, ações das bigh techs e diplomáticas. A ingerência imperialista na América do Sul tem seu ponto alto na invasão da Venezuela e ameaças a outros países, como Cuba. Como parte da desordem mundial de Trump.
A ABIN (Agência Brasileira de Inteligência) alertou para uma “tendência de escalada de pressão sobre o Brasil” e “intensificação seletiva e reconfiguração da pressão exercida pelos EUA“. Movimentos sociais e força das esquerda já denunciavam a interferência dos EUA nas eleições. Antes, Trump atacou a soberania do Brasil ao apresentar exigências relacionadas a que “dissidentes políticos” pudessem disputar as eleições, referindo-se ao golpista Jair Bolsonaro. Devemos combater nas ruas as interferir imperialistas em nosso país. Uma tarefa central para a esquerda independente.
Repudiamos as ações militares dos EUA
Os EUA querem ampliar sua presença em nosso continente sob o pretexto do combate ao narcotráfico, aprofundando vigilância, militarização, controle territorial e encarceramento, com impactos maiores em imigrantes, população negra e povos indígenas.
Recentemente os EUA anunciaram um plano para a transferência de Drones MQ-9 Reaper para o Comando Sul. Os MQ-9 são aeronaves pilotadas eletronicamente, utilizadas para vigilância, reconhecimento e ataques de “precisão”. São Drones conectados ao Projeto MAVEN, do Pentágono e empresas como a Palantir, que utilizam Inteligência artificial para rastrear alvos. Ao mesmo tempo, a Casa Branca acaba de aprovar US$ 52 milhões em “ajuda militar” Colômbia, Equador, Peru e Panamá. Uma iniciativa que fortalece o “escudo das américas”, fundado com representantes de Argentina, Bolívia, Colômbia, República Dominicana, Equador, Panamá, Chile.
Defendemos que as principais centrais (como a CUT) e movimentos sociais (como a CONAIE no Equador e CONFECH no Chile) organizem um fórum e um plano de luta anti-imperialista comum.
A frente ampla de Lula não combate Trump e as bigtechs
Infelizmente o presidente Lula, o governo da frente ampla, não combate a interferência imperialista. Faz discursos corretos, mas não passa aos atos concretos. Lula aposta na negociação com o imperialismo, em vez de adotar medidas efetivas e convocar a mobilização. Desde quando se anunciou as taxações, Trump atacou o PIX, sancionou brasileiros com a lei Magnistyk e realizou o sequestro do presidente da Venezuela e sua esposa. Enquanto isso, o governo brasileiro mantém uma política de negociação que produziu retrocessos, como na entrega das terras raras.
A frente ampla do PT também não enfrenta as Big Techs, que ocupam papel central na indústria armamentista, nas operações do Pentágono e na exploração de territórios. Ao contrário, deixa a Starlink de Musk dominar o ramo digital na Amazônia; mantem acordos com as big techs e não recupera a soberania da Base de Alcântara. Entre dezembro de 2023 até julho de 2026, o FNDE do MEC utilizou a plataforma Foundry, da Palantir. Um contrato que beneficiou uma empresa que é parte do holocausto em Gaza. E no dia 15 de setembro, Lula sancionou a Lei 15504/2026 que entrega R$ 5 bilhões de isenções fiscais para os centros de dados das Big Techs. Os centros de dados são questionados por movimentos sociais, além de lutas populares em Belém e do Povo Anacé. Tais infraestruturas das bigtechs ampliam a pressão sobre águas, terras, energia e territórios, além da dependência tecnológica. Não há possibilidade de negociar com a ala fascista do imperialismo. Não há soberania ajoelhados às bigtechs.
O Governo Lula mantém acordos e contrata “soluções” de multinacionais digitais. Documentos do Serpro registram a contratação ou operação de serviços de nuvem de empresas como AWS/Amazon, Microsoft, Google e Oracle. Essa dependência é criticada por movimentos de Software Livre devido a concentração de dados críticos em infraestrutura digital de empresas estrangeiras com jurisdição estadunidense.
Arcabouço fiscal e plano safra a serviço do grande capital e das multinacionais
Por outro lado, Lula e a Frente Ampla, mantêm uma política econômica a serviço do grande capital e das multinacionais, com o arcabouço fiscal e o plano safra. Algo que prejudica o povo trabalhador, como vemos no baixo valor do salário mínimo, dos benefícios e das aposentadorias e das bolsas estudantis. Ou mesmo agora, na greve dos Correios e dos bancários da CEF, cujas reivindicações não foram atendidas (acompanhe em @combatesindical_deluta/). Nesse cenário, quem ganha fôlego é a extrema direita imperialista de Flávio Bolsonaro, além de outros reacionários, como Renan Santos e Cury. É hora de mobilizar pelo fim do arcabouço fiscal e do plano safra. E do ponto de vista das eleições defendemos um programa socialista revolucionário e um voto na esquerda independente neste primeiro turno das eleições para fortalecer um campo ou frente de independência de classe.
É necessário um novo EleNão!
É necessário agir nas ruas, numa ampla unidade de ação. Propomos que a Frente Povo Sem Medo, a Frente Brasil Popular e as grandes centrais (CUT, CTB, Força, UGT), entidades como UNE e MTST uma plenária de organização das lutas populares. E, junto com o movimento feminista, fortalecer o 28S e a construção desde já de um novo EleNão.
Mobilizar trabalhadores e trabalhadoras contra a ingerência da corja de Trump, exigindo que o governo Lula se coloque como uma liderança dos governos na América Latina, chamando uma mobilização continental contra Trump! Além de mobilizar pelas pautas da classe trabalhadora, como a duplicação do salário mínimo, o fim da 6×1, o apoio às greves bancárias e dos Correios, apoio aos trabalhadores de aplicativos, taxação dos bilionários e não pagamento da dívida! Fim das operações policiais contra o povo negro nas favelas e a guerra as drogas. Pelas reivindicações feministas e LGBTQIAPN+. Medidas efetivas contra o banco master. Fim do arcabouço fiscal e plano safra.
Propomos para as Frentes Povo Sem Medo e Brasil Popular a seguinte plataforma anti-imperialista:
– Combater Trump e a ingerência imperialista nas ruas! Aplicar a lei de reciprocidade, taxar as multinacionais. Expropriar as empresas que interferem em nossa soberania! Pelo não pagamento da dívida externa! Fim da entrega das terras raras e dos contratos do governo federal e das universidades com Google, Microsoft e Oracle AWS/Amazon! Proibir a ação da Palantir em nosso país e da Starlink, de Elon Musk, na Amazônia. Expulsão dos integrantes da Embaixada dos EUA que colaboram com os golpistas do 8J e ruptura das relações com Israel!
– Fim do Comando Sul estadunidense e de todas as bases militares em nosso continente! Expulsar os Drones estadunidenses! Proibição do uso de IA para vigilância, fins militares e repressão das lutas sociais! Fim de projetos de vigilância como Smart Sampa! Fim do Acordo de Salvaguardas Tecnológicas entre Brasil e EUA para uso da Base de Alcântara.
– Revogação da Lei 15504/2026 do REDATA! Nenhum incentivo fiscal às Big Techs e aos data centers! Nenhum centavo para empresas que lucram com nossa infraestrutura, energia, água e território! Contra energia nuclear e termoelétrica para data centers! Destinar 5 bilhões do REDATA para bolsas estudantis e pesquisas nas universidades.
– Todo apoio ao povo Anacé! Apoio às lutas das mulheres do Xingu contra Belo Sun! Em defesa das águas, florestas, territórios indígenas, ribeirinhos e quilombolas! Nossas águas, terras e florestas não estão à venda!
– Em defesa da soberania tecnológica e nacional! Pela produção e pesquisa públicas e estatais em tecnologia digital com responsabilidade socioambiental, nas universidades, empresas estatais, Institutos de ciência e tecnologia, e órgãos federais. Contra a entrega de recursos estratégicos às multinacionais. Fomento público às iniciativas digitais de sindicatos, comunidades, movimentos feministas, LGBTs e dos povos indígenas. Em defesa de Nuvem de dados 100% Soberana e Nacional, com infraestrutura e operação estatal e sob controle da classe trabalhadora, dos movimentos sociais e povos indígenas.
Apresentamos essas propostas para as forças da esquerda independente, organizações, lideranças, lutadores e partidos socialistas e comunistas que não integram a frente ampla. Saiba mais:
PELA UNIDADE DE AÇÃO DA ESQUERDA INDEPENDENTE E DOS LUTADORES SOCIAIS INDEPENDENTES