As terras raras têm que ser do povo brasileiro!
Exigimos que Lula proíba a venda da Serra Verde aos EUA!
Nos últimos dias, foi anunciada pela empresa estadunidense USA Rare Earth a compra da empresa brasileira Serra Verde por cerca de US$ 2,8 bilhões. A Serra Verde opera a mina e a planta Pela Ema, em Goiás, que produz os elementos neodímio, praseodímio, disprósio e térbio. Esses elementos minerais são essenciais para a fabricação de ímãs permanentes usados em setores estratégicos como defesa, semicondutores, energia e mobilidade elétrica.
Segundo a USA Rare Earth, a Serra Verde deve responder por mais de 50% da oferta de terras raras pesadas fora da China até 2027, sendo, dessa forma, uma empresa estratégica para a disputa global interimperialista entre os EUA e a China. A USA Rare Earth é financiada diretamente pelo governo dos EUA.
No bojo dessa venda de um setor estratégico, que deveria pertencer à população trabalhadora brasileira, no Congresso Nacional e em parte do governo Lula está sendo negada a possibilidade de fundação de uma empresa brasileira estatal para minerar as terras raras do país, a TerraBras.
TerraBras sob controle da classe trabalhadora
Nós, da Corrente Socialista de Trabalhadoras e Trabalhadores (CST), defendemos que as terras raras e todo o minério deveriam ser do povo trabalhador brasileiro, operados por empresas 100% públicas e estatais, que levem em conta o respeito socioambiental e os direitos de consulta aos povos indígenas, quilombolas e ribeirinhos. Somos a favor da criação da empresa TerraBras, que seja controlada pelos trabalhadores.
Defendemos que o governo Lula proíba já a venda da empresa Serra Verde para a americana USA Rare Earth e a nacionalize, colocando sob controle da classe trabalhadora a mina e a planta de produção. As terras raras são estratégicas, e a classe trabalhadora e o Estado brasileiro devem monopolizar sua extração e produção, também partindo para a criação de um parque industrial de alta tecnologia que utilize esses minerais raros. Sempre respeitando as populações locais, utilizando critérios técnicos aprovados pelos moradores das regiões, sindicatos, movimentos sociais e ambientais, priorizando a defesa da vida nas florestas, nas terras, rios e mares.
Combater a catástrofe das mineradoras capitalistas
Em meio a esse debate sobre a mineração no país, devemos manter de pé a defesa do rio Xingu e a oposição à Belo Sun, apoiando a luta das mulheres indígenas do Médio Xingu; exigir a punição das mineradoras envolvidas em crimes socioambientais, como a Hydro, Vale e BHP Billiton, atendendo às reivindicações das famílias atingidas e do MAB; indenizar todas as famílias vítimas das mineradoras, canalizando esses recursos para os povos indígenas e negros historicamente afetados pela extração de minerais desde os empreendimentos coloniais passados, bem como pelos atuais projetos capitalistas; reestatizar a Vale sob controle da classe trabalhadora para a defesa socioambiental e o fortalecimento da soberania nacional; estatizar, sem indenização, todas as empresas de mineração privadas, concentrando todo o nosso subsolo na TerraBras.
27/04/2026
CST – Corrente Socialista de Trabalhadoras e Trabalhadores
