Dizer não ao adiamento da Assembleia Geral e ao desmonte da greve! Reunião emergencial do comando de greve para reverter os erros da direção do DCE!
Garantir união na base! Pelo PAPFE, bandejão e CRUSP dignos, cotas trans e para PCDs e vestibular indígena! Nenhuma retaliação aos grevistas!
Texto de Independentes e da juventude Vamos à luta
1- Nossa greve está em um momento decisivo. A Assembleia Geral, fórum máximo do movimento, foi adiada pela direção do DCE, em particular pela posição dos camaradas da Correnteza e da UJC. Um erro que aponta para o desmonte da greve da pior forma possível: pela via de uma debandada curso a curso. A posição pública da corrente UJC nas redes digitais é pelo desmonte da greve. A Correnteza defende o mesmo.
2- Algumas correntes articulam essa posição de fim da greve em alguns comandos de greve, como é o caso dos companheiros do Juntos.
3- O fato é que a direção do DCE está orientando e impulsionando, ou deixando ocorrer sem combater, em várias unidades, o fim da greve.
4- Não sabemos a posição da Rebeldia.
5- Ao invés de aproveitar os avanços que tivemos em pautas parciais, a força da poderosa marcha estadual, o clima favorável aos estudantes após a repressão da PM, a unidade com a ADUSP, o SINTUSP e as estaduais paulistas, e o CONEG da UNE no final de semana, para fortalecer a greve, unificar as bases, manter a coesão do movimento e repudiar as perseguições, a direção majoritária do movimento no DCE DA USP faz o contrário: lança-se ao desmonte da greve. Isso está ocorrendo agora, curso a curso.
6- As assembleias de curso estão votando o fim da greve. Isso é utilizado pela direção majoritária da UNE (a qual o DCE da USP se opõe) para minar o movimento, já que sua posição, desde o início, foi contra a greve e a ocupação. Entramos em um círculo vicioso: mais cursos saem da greve, afetando a moral do movimento e levando outros a encerrar a mobilização. A Assembleia Geral de segunda-feira ocorrerá sob o fato consumado da debandada geral da greve. Ela apenas referendará o desmonte. É um cenário terrível, pois fortalece a reitoria intransigente, a repressão da PM na USP e o governo de extrema direita de Tarcísio. Não se trata de fazer uma greve “eterna”. Mas o fato é que não cumprimos nossos principais objetivos. Encerrar a greve sem garantir nossas reivindicações é abandonar uma luta que pode ser vitoriosa em defesa do ingresso e da permanência estudantil.
7- Por outro lado, o erro da direção do DCE vai fortalecer posturas equivocadas e vanguardistas, que podem levar o setor mais combativo do movimento estudantil a ações espetaculares e isoladas das bases. Isso fortalecerá propostas ultraesquerdistas, afastadas do momento crítico que vivemos diante do desmonte da greve. Algo que devemos evitar.
8- Sabemos que existe receio de retaliação e há muitas ameaças das direções ligadas ao DESreitor. A burocracia acadêmica da USP, ligada a Tarcísio, com suas concepções medievais, em defesa de privilégios e relações de vassalagem, está contra a luta estudantil.
9- Nós, ativistas independentes e ativistas da Juventude Vamos à Luta que estamos na greve do IAG e da FE, entendemos e compartilhamos esse receio. Nós também somos ameaçados pela cúpula da USP e muitos de nós estamos sofrendo inquéritos arbitrários da polícia, tendo que depor perante o aparelho repressivo. Assim, nos solidarizamos com cada estudante que está preocupado com as perseguições dentro e fora da universidade. A partir dessa solidariedade, queremos abrir uma reflexão:
9.1- Abandonar a greve agora é equivocado, porque precisamos tentar avançar em nossas pautas de forma coletiva, criativa e massiva. Ao mesmo tempo, sair da greve e nos isolar em cada curso significa abrir mais espaço para retaliações. Só a mobilização massiva pode nos proteger da perseguição. Encerrar a greve sem garantias de não retaliação, asseguradas por meio de mesas de negociação com as direções de curso e com a reitoria, não resolverá nosso problema; pelo contrário, estaremos mais suscetíveis a arbitrariedades contra grevistas individualmente. Por isso, fazemos um chamado fraterno a cada aliado nessa luta para que permaneçamos firmes, a fim de garantir nossas reivindicações e assegurar que ninguém fique para trás.
10- No IAG, a luta contra as constantes ameaças, o autoritarismo e a perseguição ao comando de greve está sendo feita por meio da união da base, da participação em assembleias de outras unidades, de fortes colunas nos atos unificados e da realização de um ato unificado na unidade. Na FE, para manter a unidade da base em greve e enfrentar as tentativas de desmonte promovidas, desde o início da greve, por parte da maioria da UNE, realizamos um forte comando de greve estudantil, amplo e representativo, com muitos ativistas de base, além de fóruns unificados com professoras e técnicos-administrativos. São duas experiências em dois institutos, pela construção do ativismo de base, que podem ser ampliadas em outros locais.
11- Por isso propomos:
• Realização de um comando de greve emergencial amanhã, dia 03, antes do feriado; e solicitação de uma reunião do Conselho Universitário para negociar a pauta estudantil em nome da USP, diante da desistência do DESreitor em cumprir seu papel;
• Manter no CONEG da UNE, que se reúne em São Paulo durante o feriado, a proposta já aprovada em Assembleia Geral do DCE de uma jornada de lutas da UNE;
• Realizar, durante o feriado, uma reunião com ADUSP, SINTUSP, terceirizados, DCEs e sindicatos das universidades estaduais;
• Realizar, na segunda-feira, um café da manhã da greve e, em seguida, uma reunião com professores e técnicos, como foi feito na FE;
• Garantir a Assembleia Geral de segunda-feira com início no horário previsto, assegurando tempo para o debate democrático das posições e divergências. Excepcionalmente, deixar saudações e informes para o final da assembleia;
• Convocar nova Assembleia Geral em uma semana para avaliar os rumos da greve e da mobilização, votando unificadamente a manutenção ou não da greve;
• Realizar uma reunião com os estudantes intimados, para que sejam orientados e possam seguir lutando;
• Acompanhar as faculdades e institutos com direções reacionárias e pró-reitoria, com visitas do comando de greve para garantir a continuidade da mobilização. Realização de atos, como foi feito no IAG.
• Realizar na próxima quinta, 11, uma audiênciAto: com uma aula pública com os principais intelectuais da USP, seguido de um festival de música e poesia (com os principais artistas de SP) na praça do relógio.
02/06/26
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