Um diálogo com a bancada da esquerda radical de Jones Manoel, Sâmia Bomfim e Glauber Braga
Camaradas: precisamos da frente da esquerda independente, sem frente ampla com patrões
Estamos nas vésperas das convenções eleitorais. Surgiu um setor político que se denomina “Bancada da Esquerda Radical” (bancadaesquerdaradical.com.br), agrupando parlamentares e figuras da esquerda do PSOL e do PT. Essa bancada tem como principais expressões Jones Manoel (ex-PCBR e atualmente no PSOL), a deputada Sâmia Bonfim (dirigente do MES-PSOL) e os deputados Glauber Braga (dirigente do Fortalecer o PSOL) e Renato Freitas (PT). O manifesto abarca outros parlamentares do MES-PSOL: Fernanda Melchionna, Fabio Felix e Vivi Reis.
O canal Farol Brasil, impulsionado pelo camarada Jones Manoel, inclui nesse campo político lideranças como Humberto Matos (PCdoB) e Thiago Ávila (REDE).
São referências de peso, camaradas com os quais nós da CST compartilhamos muitas lutas e que terão muitos votos nas próximas eleições. Por isso, queremos dialogar sobre a responsabilidade desse setor político para a reorganização das esquerdas socialistas e comunistas do Brasil.
Somos uma organização socialista revolucionária independente, não compomos a frente ampla do PT e nem apoiamos o atual governo capitalista de Lula. Estamos propondo uma frente das esquerdas comunistas e socialistas, sem patrões e seus partidos, para as lutas e para as eleições. A CST é a seção no Brasil da UIT-QI (Unidade Internacional de Trabalhadores e Trabalhadoras – Quarta Internacional) e luta pela unidade de revolucionárias e revolucionários.
A questão fundamental é como construir uma esquerda radical no Brasil? É possível fazer isso por dentro da frente ampla e suas alianças com partido patronais? Ao final apresentamos algumas propostas aos camaradas Jones, Sâmia, Glauber e demais lideranças desse campo político. Boa leitura!
M. Oliveiras e Claudia Gonzalez, coordenação da CST
PARTE I: Uma visão geral sobre o manifesto da Bancada da Esquerda Radical
PARTE II: Nossa visão sobre os imperialismos e a China
PARTE III: A Bancada Radical não tem uma definição categórica sobre a independência de classe
PARTE IV: Uma proposta para Jones, Sâmia e Glauber: por uma frente da esquerda radical, independente dos patrões
